Tironi no Lance!: Copinha perde relevância, mas grandes de São Paulo caçam talentos
Competição se divide com os estaduais

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A Copa São Paulo (Copinha) já foi um excelente aperitivo para a temporada do futebol brasileiro. O calendário cada vez mais apertado foi espremendo a competição cada vez mais e o ano de 2026 marca uma fase: boa parte da competição vai ter atenção dividida com os campeonatos estaduais, que já começam no fim da próxima semana.
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Nesta edição são nada menos do que 128 clubes de tamanhos e cantos diferentes do país. A Copinha ainda tem seu charme e rende frutos interessantes para os clubes, mas o desafio em 2026 é imenso para ela seguir relevante.
Times dividem elencos entre Copinha e Paulistão
Os quatro grandes paulistas estão na competição, mas mesmo seus elencos ficam divididos entre a disputa do torneio e o Paulista. O que um jovem prefere neste momento: a chance de brilhar na competição de base ou a chance de conviver com os profissionais da agremiação que ele veste a camisa? Não é uma pergunta simples.

No caso do São Paulo, toda a geração campeã de 2025 praticamente já foi embora, vendida na liquidação imposta pelo presidente Julio Casares.
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Em 2026 aposta em alguns jovens interessantes, mas sobretudo no comando de Allan Barcelos, que já levou o time ao título ano passado e também a duas conquistas consecutivas da Copa do Brasil. Para um clube atolado em dívidas e em crise política, o surgimento de alguma cara nova será muito bem-vindo.
O Palmeiras tem o rótulo de uma das melhores bases do Brasil. Dali saíram Endrick, Estevão e mais uma infinidade de jogadores que renderam aos cofres do clube muito dinheiro recentemente. O clube decidiu levar uma base forte para o campeonato, mas alguns destaques estarão divididos entre a Copinha e o profissional.
Maior detentor de títulos da competição, o Corinthians reza para revelar algum bom jogador. Sem poder contratar para o time principal por conta de um transfer ban, a chance de aliviar um pouco as contas está aí.
Enquanto o time principal do Santos tem Neymar e Gabigol, duas joias de sua base, o time da Copinha tem o título do Paulista no currículo. Há algum tempo não surge uma geração realmente forte na Vila, que revela tanta gente.
A Copinha vai terminar quando o Campeonato Paulista profissional estiver a todo vapor. Claro que a competição dos jovens é relevante. Mas para os grandes de São Paulo, ter talentos da base prontos para o calendário pesado do ano parece ser mais.
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Eduardo Tironi escreve sua coluna no Lance! às terças e sextas-feiras abordando o futebol paulista. Confira abaixo mais publicações do colunista:
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