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Patrocinadora do Botafogo se posiciona após veto a bets: 'Não acaba'

VBet, que chegou ao clube em 2025, tem contrato com o Glorioso até o fim de 2027

PorRedação Lance!•Rio de Janeiro (RJ)
30/09/2026 10:41
Uniforme I do Botafogo
Uniforme I do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Patrocinadora máster do Botafogo desde o início de 2025, a casa de apostas VBet se posicionou quanto a decisão do Governo Federal de proibir a operação de bets no Brasil. O comunicado oficial foi publicado na noite da última terça-feira (29), nos perfis da empresa.

+ Quais os próximos passos da SAF do Botafogo após aprovação de aumento do capital social

A SAF Botafogo assinou contrato com a VBET em janeiro de 2025, logo após a empresa assumir a operação da Parimatch, casa de apostas que foi a primeira patrocinadora máster da era John Textor. Na época, o acordo foi celebrado pelo CEO Thairo Arruda, com validade no fim de 2027.

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O manifesto foi assinado em apoio à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que acionaram o Supremo Tribunal Federal contra a Medida Provisória nº 1.394/2026, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as bets no país.

Novo uniforme III do Botafogo (Foto: Divulgação/Botafogo)
Novo uniforme III do Botafogo (Foto: Divulgação/Botafogo)

Leia o comunicado da patrocinadora do Botafogo:

"PROIBIR NÃO É PROTEGER

A VBET, ao lado das operadoras licenciadas do Brasil, assina o manifesto do IBJR e da ANJL.

A proibição não acaba com as apostas no Brasil, mas com a proteção de quem aposta.

Segundo o Ministério da Fazenda, 31 milhões de pessoas estão ativas nas plataformas de apostas legalizadas, cerca de 20% do eleitorado nacional, que, em sua imensa maioria, aposta de forma recreativa e responsável.

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Essas apostas não deixarão de ser feitas com uma medida provisória; apenas mudarão de endereço para ambientes sem controle, que aceitam menores de idade e cartões de crédito. No mercado autorizado, as plataformas verificam idade e CPF, adotam políticas de saúde mental e autoexclusão e recolhem impostos para políticas públicas.

Compartilhamos a preocupação com o endividamento das famílias e com o jogo problemático, e quem tem as melhores condições de enfrentar esse problema é justamente um mercado altamente regulado. O mercado legal hoje impede que 3 milhões de beneficiários de programas sociais apostem e já atendeu 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. Nenhum site ilegal faz isso.

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O mercado ilegal brasileiro tem um agravante: é explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais contra a população mais vulnerável. O governo já bloqueou mais de 66 mil domínios ilegais. Mesmo assim, em uma só semana de setembro, 6.409 seguiam no ar, e 14 novos são criados por dia. O mercado clandestino já responde por 41% do volume apostado no país. Com a proibição, esse número saltará para 100%.

Se a proibição atingir todo o mercado regulado, a consultoria LCA estima que até R$ 73 bilhões em arrecadação estariam em risco entre 2027 e 2030, caso 100% da demanda migre para operadores ilegais.

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Se o objetivo é proteger o cidadão, o caminho é mais fiscalização, não menos. Estamos prontos para discutir limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas de publicidade, cuidado em saúde mental e mais rigor no combate aos sites ilegais. Nada disso pode ser exigido de quem opera na clandestinidade.

Proibir não protege o apostador. Apenas o empurra para ambientes sem fiscalização.

+18. Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento
Autorização 254/2025"


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