Mal em casa e fraco contra os piores: por que o Bota não irá à Libertadores
Dos 19 jogos que fez como mandante neste Brasileirão, o Alvinegro venceu apenas nove. Pouco para quem sonhava com G6. Foram só nove pontos diante dos clubes que caíram

Final de ano costuma ser época de reflexões e desejo de mudanças para o próximo. E O Botafogo está neste grupo. O Alvinegro versão 2017 falhou na sua principal missão: retornar à Libertadores e disputar a competição continental pela segunda vez na história, o que seria inédito na história do clube.
O caminho mais curto para a volta era conquistando algum torneio que não fosse o Estadual - Brasileirão, Copa do Brasil ou Libertadores. No primeiro, claro, as chances eram pequenas, mas o torcedor sonhou com as outras duas, que escorreram pelas mãos pela ineficiência em casa, afinal, empatou sem gols com o Flamengo e Grêmio. Eis o primeiro ponto que o Glorioso tem que ajustar em 2018.
Ineficácia no Nilton Santos que se repetiu no Brasileirão. Dos 19 jogos como mandante, o Alvinegro venceu nove, perdeu sete e empatou três. Muito pouco para um time que planejava terminar entre os seis primeiros - encerrou o Campeonato em décimo, com 52.
Péssimo contra times do Z4
Se os tropeços fossem somente contra as equipes da parte de cima da tabela, tudo bem, mas não. Dos 24 pontos possíveis diante dos times que foram rebaixados, o Botafogo somou apenas nove. Vacilos que não podem se repetir em 2018.
Desgaste e descompromisso?
Com 73 jogos e muitas perdas no elenco ao longo da temporada, o discurso na reta final do Botafogo foi de cansaço. Na última entrevista coletiva do ano, o técnico Jair Ventura afirmou que o Botafogo 'pagou o preço por jogar 110% no início da temporada'. Faltou perna?
Esta é uma pergunta que a matemática não consegue responder, assim se houve falta de compromisso dos jogadores na reta final, o que culminou em uma sequência de protestos. Declaradamente, o Alvinegro deve 'bicho' aos jogadores, o que faz muitos torcedores jurarem que isto explica os maus resultados do fim do ano, embora, claro, os atletas neguem.
Assim como eles também negam que o desempenho ruim foi causado por indefinições das renovações contratuais. Vinicius Tanque, Lindoso, Pimpão e Bruno Silva, por exemplo, tiveram o vínculo estendido no meio do ano. Luis Ricardo assinou o prolongamento, mas o clube não. E outros, jogadores do clube até dezembro, ainda têm o futuro indefinido.

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