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Botafogo esbarra em problemas antigos e vê desorganização

Glorioso foi mal na segunda etapa e ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Fluminense

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
09/08/2026 07:00
Franclim Carvalho comanda o Botafogo
Franclim Carvalho é o técnico do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

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O Botafogo deu bons sinais no começo, mas cedeu o empate ao Fluminense na segunda etapa e desperdiçou boa chance de se aproximar do G-4 do Brasileirão. O que sobrou nos compromissos recentes, faltou no Clássico Vovô: energia e organização.

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Na volta do intervalo, o que era para ser em cenário de tranquilidade e busca por controle das ações, virou sufoco. O Botafogo, com meio-campo exposto e sentindo o peso do desfalque do volante Huguinho, viu o Fluminense achar bons caminhos. Além disso, o Tricolor se encontrou no jogo de transição antes mesmo dos 15 minutos e, com espaço, levou perigo até chegar ao empate.

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A falta de combatividade e energia após o apito para a segunda etapa foram tema central da coletiva de Franclim Carvalho após o clássico. A decepção ficou escancarada com aquilo que o Alvinegro não entregou.

— Os primeiros 15 minutos do segundo tempo foram muito abaixo, principalmente em termos de agressividade. E o adversário acaba por ter um escanteio, e numa terceira bola acaba por fazer o gol. Eles têm gente muito grande, muito alta, mas fruto da nossa passividade, principalmente nesse início do segundo tempo. E depois, obviamente que naquela parte final nós teríamos que ir à procura e fomos. Metemos mais gente à frente, mas mais com o coração do que com a cabeça, um pouco mais atrapalhado — disse o técnico.

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Time do Botafogo antes do jogo com o Fluminense
Time do Botafogo antes do jogo com o Fluminense (Foto: Rudy Trindade /Themapress /Folhapress)

Problema sem solução para o Botafogo

Questão crônica a ser resolvida pela diretoria alvinegra, novamente, os pontas não funcionaram como o técnico português desejava. Kauan Toledo até teve papel importante na recomposição pelo lado esquerdo, mas Lucas Villalba ficou abaixo. O uruguaio acumulou erros simples no terço final e saiu de campo muito vaiado. Um jogador com características de velocidade e poder de decisão é um dos desejos da SAF para o segundo semestre.

Vendo isso, Franclim trocou tudo no segundo tempo e promoveu as entradas de Matheus Martins e Jordan Barrera. O primeiro, então titular nos últimos compromissos, encontrou muita dificuldade pela esquerda. Já o colombiano, que não recebia oportunidade desde o jogo contra o São Paulo, no dia 23 de maio, dois antes da pausa para a Copa do Mundo, sofreu lesão sozinho após arrancada e preocupa para a sequência.

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A desorganização tomou conta da segunda metade em diante da etapa final. O Botafogo subia ao ataque confuso, desperdiçava ataques, e só não sofreu devido à queda de produção do Fluminense com as entradas dos considerados titulares. Um roteiro ruim e escrito pelas próprias decisões do Glorioso em campo.

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A sequência é pesada e importante para não abalar a confiança após o empate em casa. O Botafogo volta a campo na quinta-feira (13), na altitude de 3.400 metros de Cusco, no Peru, contra o Cienciano, pela fase oitavas de final da Copa Sul-Americana. Tempo para recuperação, rápido descanso, mas pouco para reorganização.

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