Igor Siqueira
19/08/2016
06:50
Rio de Janeiro (RJ)

Não teve vaso sanitário, geladeira, boneca de plástico, saco agarrado em barco. Pelo menos durante as competições de vela da Rio-2016, a água da Baía de Guanabara não foi uma dor de cabeça para os velejadores.

O discurso que se viu durante a disputa foi de panos quentes na falta de despoluição completa das águas cariocas. No último dia de competição, que teve medalha de ouro para o Brasil com Martine Grael e Kahena Kunze, o que mais se viu foi mergulho nas águas da Praia do Flamengo, além de elogios à água para navegação.

- Durante essa semana não tivemos problemas. No passado éramos mais preocupados. Mas fizeram um grande trabalho para despoluir um pouco. Sinceramente não me parece que houve problemas por causa da água. Encontramos condições meteorológicas diversas, foi um campeonato belo e correto - disse a italiana Francesca Clapcich, parceira de Giulia Conti na 49er FX, terceira colocada na regata da medalha e quinta no geral.

- Foi uma experiência ótima, tivemos uma grande semana no Rio - completou a neo-zelandesa Alex Maloney, prata na mesma 49er FX.

A parte dos mergulhos na água começou nas primeiras regatas do dia, na classe 470. Entre os homens, os neo-zelandeses Peter Burling e Blair Tuke deixaram o barco virar logo assim que cruzaram a linha de chegada. Os alemães que ficaram com o bronze repetiram a dose,

Mas o mergulho da vitória das brasileiras atraiu mais gente. As próprias Martine e Kahena caíram na água. Familiares, como a mãe Andrea Grael, e amigas também tomaram um banho na comemoração.

Para os Jogos, houve um trabalho de "contenção" de resíduos que geralmente vêm da parte mais próxima à costa da Baía, na Baixada Fluminense e Zona Norte do Rio. Ao menos na competição o Brasil não passou vergonha.