Judô

Judocas brasileiros para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CBJ)

Guilherme Cardoso
05/08/2016
18:05
Rio de Janeiro (RJ)

O fato de os Jogos Olímpicos serem disputados no Brasil gerou uma preocupação a mais para a Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Não tanto por conta de pressão de competir em casa, mas pelo fato de os atletas terem assuntos extras para resolver fora do tatame. Até por isso, os dirigentes fizeram uma reunião com familiares dos judocas para evitar qualquer novo empecilho.

– No treinamento na Bahia, levamos um familiar de cada atleta para que a gente pudesse conversar. Fizemos palestras para eles entenderem que a intenção deles é sempre ajudar, mas nem sempre de intenções a gente acerta. Vamos dar assistência a eles para que não atrapalhem. Se alguém ligar para o competidor dizendo que está perdido no Rio de Janeiro ou para falar sobre ingresso... Isso vai atrapalhar. Tivemos toda essa preocupação - disse o gestor de Alto Rendimento da CBJ, Ney Wilson.

- Tudo o que é externo, que pode desestabilizar os judocas do ponto de vista emocional, a gente está cercando, tentando botar ele só focado no trabalho aqui. Esse é a diferença que temos também com esse fato de lutar em casa. São vivencias novas – completou.

Vale lembrar que os judocas brasileiros fizeram a última parte da preparação para os Jogos Olímpicos em Mangaratiba (RJ), longe de agitação da capital carioca e da Vila Olímpica. Os atletas só se dirigiram para a Vila dos Atletas na antevéspera de de suas lutas.