Cerimonia de abertura

Lei Olímpica estabelece a proibição de mensagens visuais de cunho político e por isso manifestantes vem sendo coibidos de colocarem faixas alusivas ao tema nas Arenas (Foto: Celso Pupo/Lancepress!)

CARLOS ALBERTO VEIRA
07/08/2016
13:53
Rio de Janeiro (RJ)

As manifestações políticas dos torcedores brasileiros, que estão sendo coibidas pela Força Nacional nas Arenas, geraram comentário do diretor executivo da Rio-2016, Mario Andrada, durante entrevista neste domingo no Centro de Imprensa Olímpico. O dirigente disse que a ação é estabelecida na Lei Olímpica, que rechaça quaisquer tipo de manifestações visuais de cunho religioso, político ou comercial.

- Se isso ocorrer, o torcedor responsável tem de ser retirado do local. Mas isso apenas para manifestações visuais, não é para quem que estiver vaiando este ou aquele político. Se fosse assim, metade do Maracanã sairia na Cerimônia de Abertura. E somos uma democracia. Fora das instalações não há problema e qualquer um pode expressar a sua opinião - disse Andrada.

O dirigente afirmou que  a Lei Olímpica - que teve as regras publicadas no Diário Oficial em 11 de Maio - estabelece a política da Arena Limpa ou Cidade Limpa e que embora tenha sido desenhada para proteger as empresas que detêm direito de imagem,  tem outra razão para tal proibição:

- Trata-se de um evento de inclusão e união. Uma manifestação política quebra esses princípios e estabelece um espaço unilateral, pois só o brasileiro entende aquela mensagem de Fora Dilma ou Fora Temer.

Embora tenha ocorrido o relato de confisco de celular no Sambódromo, o local do Tiro ao Arco, neste sábado, e uso de truculência por parte de alguns seguranças, Andrada disse que irá averiguar a ação e que a ordem é agir com elegância em todos os momentos.

- Não há confisco, pois dialogar é muito melhor do que confiscar. Vamos ver caso a caso e mandar um recado aos seguranças de que é preciso usar diálogo e diplomacia.