Para Albertinho, técnico da Seleção Brasileira, Cesar Cielo é imprescindível na Olimpíada do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Para Albertinho, técnico da Seleção, Cesar Cielo é imprescindível na Olimpíada do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Felipe Domingues
13/04/2016
07:38
São Paulo (SP)

Dá para imaginar uma Olimpíada no Rio de Janeiro sem a presença de Cesar Cielo? Para o treinador da Seleção Brasileira, Albertinho, a resposta é negativa. Em um evento em seu clube, o Pinheiros (SP), na terça-feira, o técnico afirmou acreditar que o nadador superará os problemas e baterá o índice aos Jogos.

Atualmente, o campeão olímpico e mundial está fora de sua principal especialidade, os 50m livre, já que não conquistou o índice requerido pela Federação Internacional de Natação (Fina) para o Rio de Janeiro.

Na primeira seletiva olímpica para os nadadores brasileiros, em dezembro do ano passado, em Palhoça (SC), Cielo abandonou a competição após não atingir a final nos 100m livre. Assim, desistiu de nadar os 50m, enquanto Bruno Fratus e Ítalo Manzine bateram a marca da Fina.

– Não acredito que ele não fará índice. Para o Brasil e a natação, seria muito ruim. Sua figura é imprescindível. Não ter o Cielo na equipe seria frustrante – comentou Albertinho.

Apesar disso, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) não conta com o nome do astro no planejamento para as finais das provas de 50m e 100m para a Olimpíada, segundo uma reportagem do jornal “O Globo”. O coordenador técnico da entidade, Ricardo de Moura, comentou que o atleta está em “outro momento na carreira”.

A partir de sexta-feira, Cielo terá mais uma chance para marcar índice para os Jogos, durante o Troféu Maria Lenk, disputado na piscina que sediará a Olimpíada do Rio.

– Nos 50m livre, acredito que ele vai nadar para 21 segundos e ficar com a vaga. Meu desejo é que ele nade muito bem os 100m livre também, porque um cara que faz a prova em 47 segundos, para o nosso time de revezamento, seria muito importante – completou o treinador da Seleção, que afirmou desconhecer as declarações de Ricardo ao jornal carioca.

No ano passado, mesmo sem o índice, Cielo terminou a temporada com o segundo melhor tempo do Brasil, na marca de 21s84. À sua frente, apenas Fratus, que nadou para 21s37 em Palhoça, enquanto Manzine fechou com o tempo de 22s08.

Já nesse ano, em uma competição em Austin, no Texas (EUA), o brasileiro nadou para 22s28, terceira melhor marca do país em 2016.

Para a disputa do Maria Lenk, Cielo está inscrito em apenas duas provas: 50m e 100m livre. Para atingir o índice, o paulista precisa nadar 0s21 abaixo de seu melhor tempo no ano, para bater o índice da Fina (22s27) e a marca de Manzine.

– A primeira seletiva é menos tensa. Mas a natação é momento. O que vale é agora – finalizou Albertinho.​