Obras das arenas da Olimpíada Rio-2016

Visão geral do Parque Olímpico da Barra da Tijuca (Foto: Divulgação/Renato Sette Camara)

Marcelo Laguna e Rafael Valesi
19/01/2016
17:16
- São Paulo (SP)

Ainda faltam 25 eventos-testes para serem realizados nas arenas que serão utilizadas nos Jogos Olímpicos, mas somente dois deles contarão com a presença de público: o de saltos ornamentais, entre os dias 19 e 24 de fevereiro, no Centro Aquático Maria Lenk e que valerá como uma das etapas da Copa do Mundo da modalidade, e a competição de ginástica artística, que também servirá como pré-olímpico final para o Rio-2016.  Por uma questão de economia, os demais eventos-testes não terão a presença de torcedores.


Só que entre as competições com as arquibancadas fechadas está o Troféu Maria Lenk de natação, que será o grande teste para o Estádio Aquático Olímpico, previsto para acontecer entre 15 e 20 de abril. O torneio será a última oportunidade para os nadadores brasileiros atingirem o índice necessário para integrar a Seleção Brasileira nas Olimpíadas. Entre eles, está Cesar Cielo, que ainda não tem vaga assegurada nas provas dos 50 m e 100 m livre.

- Acredito que os dois eventos programados para recepção de público são suficiente para testarmos os procedimentos necessários. Não há necessidade de abrir para receber a torcida em outras competições, até porque aumentaria muitos os custos - explicou Mario Andrada, diretor superintendente de comunicação do Comitê Rio-2016, nesta terça-feira (19), em São Paulo.

Segundo ele, o Troféu Maria Lenk terá toda a estrutura de transmissão para televisionamento, mas optou-se por não abrir para os torcedores, pois o objetivo é fazer com que o evento ocorra de forma irretocável. O motivo é agradar à Fina (Federação Internacional de Natação), que fez críticas pesadas ao projeto do estádio aquático da Rio-2016.

Ainda segundo Mario Andrada, outros eventos-testes importantes foram realizados com presença de público e o resultado altamente satisfatório.

- Fizemos o evento-teste de triatlo, onde fechamos uma parte de Copacabana por três dias, e tudo saiu de forma perfeita. Lá havia presença de torcedores e envolvia uma área importante no Rio. Outro evento fundamental foi o do ciclismo estrada, quando tivemos que colocar barreiras em mais de 100 km pelo Rio de Janeiro, e tudo funcionou sem problemas - disse o diretor da Rio-2016.

O próximo evento-teste será a Copa do Mundo de halterofilismo paralímpico, na Arena Carioca 1, com início previsto para esta quinta-feira (21) e encerramento no sábado (23).