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Luizomar defende Tifanny e contesta decisão da CBV: 'Todo mundo sairia maior'

Técnico do Osasco segue sem contar a jogadora, que foi afetada pelas novas diretrizes de elegibilidade da CBV

PorGuilherme Veiga•Rio de Janeiro (RJ)
07/11/2026 06:15

Supervisionado porThiago Fernandes,
O técnico Luizomar de Moura, durante o jogo entre Osasco e Fluminense
Luizomar de Moura, durante Osasco x Fluminense pela Superliga 2025/26 (Foto: Carolina Oliveira/Osasco Voleibol Clube)

Impedida de atuar pela política de elegibilidade para competições femininas da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Tifanny Abreu foi ausência na vitória do Osasco sobre o Fluminense pela Superliga, nesta sexta-feira (6). Após não poder contar com a oposta pela terceira partida seguida, o técnico Luizomar de Moura criticou as novas diretrizes e apontou o crescimento dos ataques transfóbicos contra a atleta.

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Horas antes do jogo, Tifanny recebeu a terceira decisão judicial contrária à sua participação em quadra, depois de tentar uma nova liminar na justiça comum. Luizomar reforçou o dever de fazê-la se sentir acolhida em meio à intensificação de uma onda de transfobia nas redes sociais, provocada pela disputa nos tribunais, segundo o próprio treinador.

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— Antes de pensar se a Tiffany vai jogar, se não vai jogar, nós temos que acolher o ser humano. Com a situação do veto e essa batalha jurídica que ela está travando, toda vez que a Confederação Brasileira de Voleibol faz uma nota falando que o recurso não foi atendido, de novo, é uma enxurrada de comentários. Não é a Tiffany que vai vencer ou a CBV vai vencer. Todos nós estamos perdendo, porque uma coisa que ela ensinou tanto dentro do voleibol é a convivência — declarou, em entrevista ao Lance!.

A adoção do teste de gênero em atletas do naipe feminino pela CBV foi anunciada em agosto, surpreendendo ao Osasco, que esperava contar com Tifanny na temporada 2026/27. Para Luizomar, o momento em que a medida foi estabelecida não foi adequado, uma vez que a oposta, única trans em atividade na elite do vôlei brasileiro, está perto de encerrar a carreira.

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— Talvez faltou o timing, faltou um pouco de carinho para, às vezes, "fazer do limão uma limonada". Ela tem 41 anos, falou que já estava querendo parar. (A CBV) poderia ter tomado uma decisão que evitasse tudo isso que nós estamos vivendo — afirmou.

Mesmo proibida de estar em quadra, Tifanny não deixou de viajar com as companheiras para o Rio de Janeiro, onde a equipe paulista conquistou a quarta vitória na Superliga. A decisão de mantê-la integrada ao grupo passa pelo processo de acolhimento, mencionado anteriormente pelo técnico.

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— Ela estar aqui, viajar com a equipe, treinar, é o mínimo que nós podemos fazer para que ela se sinta amparada e acolhida. Não só pelo clube, pela comissão técnica, pelas jogadoras, e tentando fazer com que o dia a dia dela seja um pouco mais fácil — disse.

Tifanny está em sua 10ª temporada na Superliga, a sexta pelo Osasco, e confirmou que se aposentará ao fim desta. Enquanto torce para que ela volte à ação, Luizomar lamenta o impacto da batalha judicial para sua atleta e a forma como foram alterados os critérios de elegibilidade.

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— Era um assunto que poderia ter sido resolvido, e isso é a minha opinião, de uma maneira assim, muito mais leve. Todo mundo sairia maior do que essa decisão — concluiu.

Tifanny ataca em Sesi Bauru x Osasco pela final do Campeonato Paulista feminino de vôlei
Tifanny ataca em Sesi Bauru x Osasco pela final do Paulista de vôlei (Foto: Felipe Wiira/Sesi-SP)

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O Osasco segue como um dos cinco invictos na Superliga feminina de vôlei. O time paulista visitou o Fluminense no Ginásio da Hebraica e venceu uma partida apertada, decidida apenas no tie-break. O duelo, válido pela quarta rodada da fase classificatória, terminou nas parciais de 25/23, 26/24 e 23/25, 21/25 e 15/9.

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