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Proibida de jogar, Tifanny treina com o Osasco antes de duelo pela Superliga

Oposta viajou com o elenco para a partida desta sexta-feira (6), contra o Fluminense

PorGuilherme Veiga•Rio de Janeiro (RJ)
06/11/2026 15:53

Supervisionado porThiago Fernandes,
Tifanny segura bola com a mão direita, na altura do peito, e põe a mão esquerda na cintura durante treino do Osasco
Tifanny treina com o Osasco antes de jogo contra o Fluminense (Foto: Guilherme Veiga/Lance!)

Impedida de jogar pela nova política de elegibilidade para competições femininas da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Tifanny Abreu segue treinando normalmente com o Osasco. A oposta participou da atividade na manhã desta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, onde a equipe paulista enfrenta o Fluminense pela Superliga.

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Horas depois do treino, Tifanny recebeu uma nova decisão contrária à sua participação em quadra. O Juízo da 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro indeferiu o novo pedido de liminar formulado pela defesa da atleta, que será desfalque no Osasco pela terceira partida consecutiva.

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A ação judicial buscava reverter a medida do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela jogadora no Mandado de Garantia. Antes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) também havia suspendido a decisão de primeira instância, que garantiu a participação da atleta na Supercopa e na primeira rodada da Superliga.

No último pedido enviado à justiça comum, a oposta defendia que a mudança das regras violou direitos reconhecidos anteriormente, como segurança jurídica, confiança legítima e exercício profissional. Os advogados da atleta questionavam ainda a ausência de um período de transição e a utilização do marcador genético SRY como critério de elegibilidade.

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Entenda como a política da CBV ameaça Tifanny

Em agosto, a CBV estabeleceu novas diretrizes para a regularização de atletas em competições no naipe feminino, seguindo as políticas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana da modalidade (CSV). Com isso, as jogadoras passam a fazer o teste de gênero, que determina a presença ou não do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), desencadeador do desenvolvimento masculino.

Única atleta trans em atividade na elite do vôlei feminino brasileiro, Tifanny está com 41 anos e já confirmou que se aposentará ao fim da temporada. Ela continua acompanhando o grupo nos compromissos pelo país, mantendo o condicionamento físico à espera da chance de voltar às quadras.

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