Jackie Silva analisa cenário do vôlei de praia mundial: 'Brasil precisa se arriscar'
Ex-jogadora também comparou o vôlei de praia masculino e feminino no Brasil

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O Brasil é um potência histórica no voleibol de praia. Não à toa, foi nesse esporte que o país faturou sua primeira medalha olímpica feminina, com Jackie Silva e Sandra Pires, em Atlanta 1996. Agora, três décadas depois, as duplas verde-amarelas seguem no topo, com cinco delas no Top 5 do ranking mundial. No entanto, em entrevista exclusiva ao Lance!, Jackie fez uma ressalva sobre esse momento.
— O voleibol de praia evoluiu muito com atletas suecos e noruegueses, que vêm inventando coisas novas dentro do jogo. Acho que o Brasil está precisando entrar mais nesse lugar, se arriscar, se desafiar mais e crescer. O Brasil já foi a fonte do voleibol de praia do mundo, e tem que voltar a ser. Acho que o brasileiro é um atleta bem adaptável, então confio que essa mudança pode dar certo — analisou Jackie.
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Esse aumento de competitividade ao redor do mundo foi demonstrado no Mundial da modalidade, neste ano. Nele, o masculino não contou com brasileiros entre os três primeiros. Os representantes do país que chegaram mais longe foram Evandro e Arthur, que caíram nas quartas. Assim, a final foi 100% sueca e o pódio foi completado por franceses.

Já entre as mulheres, foram quatro duplas brasileiras. Carol e Rebecca conquistaram o bronze após vencer Thâmela e Vic na disputa pela medalha. O torneio teve um país campeão inédito: a Eslovênia. Já o segundo lugar ficou com Nuss e Brasher, dos Estados Unidos.
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Jackie Silva compara vôlei de praia masculino e feminino no Brasil
No feminino, o Brasil fechou o ano no topo do ranking mundial da Volleyball World, com Carol e Rebecca. Por muitos meses, ele foi liderado por Thâmela e Vic, que, agora, são as segundas colocadas. A dupla que fecha o Top 5 é Duda e Ana Patrícia. Entre os homens, o cenário é mais desigual. Apenas Evandro e Arthur despontam no primeiro pelotão, na quarta colocação. Depois deles, o Brasil volta a aparecer apenas na 23ª, com George e Saymon.
Por isso, e comparado às outras parcerias que vem crescendo ao redor do mundo, Jackie vê o vôlei de praia feminino à frente do masculino, neste momento. Pensando em Los Angeles 2028, a ex-jogadora foi cautelosa.
— A gente ainda tem um tempo. Olimpíadas é sempre uma competição diferente, porque é um único torneio. Se você pensa num Circuito Mundial, são várias etapas, que tem uma somatória de pontos. Agora, os Jogos Olímpicos são únicos. É uma disputa que você tem que estar bem naquela semana, naquelas duas semanas. Acho que o voleibol feminino tem mais chances que o masculino, acho que está mais preparado.
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