Renato Gaúcho provoca Conmebol após arbitragem polêmica: 'Vai gritar hoje?'
Treinador critica atuação de Hernan Heras após derrota de virada para o Audax Italiano na Sul-Americana

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O técnico Renato Gaúcho fez duras críticas à arbitragem do uruguaio Hernán Heras e à Conmebol após a derrota do Vasco por 2 a 1, de virada, para o Audax Italiano, na noite de terça-feira (14). A partida, válida pela segunda rodada da Sul-Americana e disputada em São Januário, foi marcada pela expulsão de dois jogadores do Gigante da Colina.
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A atuação de Hernán Heras gerou forte insatisfação da comissão técnica cruz-maltina. Renato Gaúcho não poupou críticas à entidade e cobrou maior rigor na avaliação dos árbitros escalados para a competição continental, além de comparar a situação com a possível punição que pode sofrer após não ter viajado com o elenco para o duelo contra o Barracas Central, na estreia do torneio, na Argentina.
— Não viajei e fui muito criticado. Será que a Conmebol vai gritar hoje? A Conmebol tem que se preocupar com quem apita os jogos, não com quem está na beira do gramado — disparou o treinador.
— O futebol é sempre muito difícil 11 contra 11. Se perde dois jogadores, as dificuldades aumentam. Infelizmente, nós perdemos um jogador ainda no primeiro tempo e o Cuesta no final da partida. A equipe cedeu os espaços, o adversário cresceu e conseguiu virar — completou Renato Gaúcho.

O técnico também demonstrou insatisfação com o rendimento de parte do elenco escalado diante do Audax Italiano. Com uma formação alternativa, em função da prioridade dada ao Campeonato Brasileiro, Renato rechaçou o termo "time reserva" e afirmou que a maioria dos jogadores utilizados vinha atuando como titular recentemente.
— As contratações da janela têm que ser pontuais. Jogadores decididos, que chegam para colocar a camisa e jogar. Essas contratações são fundamentais em alguns setores que a gente tem trocado ideias para reforçar ainda mais o nosso grupo — declarou.
— Eu estou dando oportunidade para todo mundo. O jogador tem que mostrar por que está no grupo do Vasco, tem que fazer por onde. Está em um dos maiores clubes do Brasil, tem que dar resposta. O jogador não tem que mostrar só para mim, tem que mostrar para a imprensa, para o torcedor e para a diretoria. Amanhã ou depois eu não quero ouvir a torcida gritando "Ah, por que não põe o fulano?" — finalizou o técnico cruz-maltino.

Confira outros pontos da coletiva de Renato Gaúcho após a derrota do Vasco
Oportunidades para todo o elenco
— Vocês estão vendo que eu estou dando oportunidade para todo mundo. Ninguém pode se queixar, talvez um tenha tido menos que outro, mas todos têm tido oportunidade. Daqui a pouco não vai para o jogo e vão perguntar: por que não põe fulano, sicrano? Treinador conhece jogador do dia a dia. Quando escala, sabe o que está fazendo. Oportunidade estão sendo dadas tanto no Brasileiro quanto na Sul-Americana. A prioridade é o Brasileiro, mas damos importância à Sul-Americana. O time de hoje, a maioria um mês atrás estava como titular. Não existe time reserva, temos um grupo, e as oportunidades estão sendo dadas. Jogador tem que se entregar, mostrar porque está no grupo do Vasco. Ontem falei na preleção: "Vocês estão num dos maiores clubes do Brasil, com uma das maiores torcidas, têm que dar resposta". Tenho cobrado bastante deles isso. Não quero ouvir vocês, a torcida gritando porque não põe fulano. Eles não têm que mostrar só para mim, mas para imprensa, torcida, diretoria… Cabe jogador entrar em campo e mostrar.
Efeitos da derrota para o jogo contra o São Paulo
— A gente faz o possível, a gente trabalha todo dia. Quando cheguei, começou os jogos a cada três dias. Agora começou a Sul-Americana, duas competições ao mesmo tempo, você não tem nem tempo de descansar os jogadores direito. A gente vive dentro de hotel, de aviões. Qual o tempo que sobra para a gente treinar? O mínimo de tempo. Então por isso que eu não viajei aquele dia para a Argentina, justamente para treinar o time, para ir melhorando aos pouquinhos. E acredito nós, aquela semana, aproveitamos bem porque fizemos uma boa partida contra o Remo, na minha opinião. Merecíamos ter vencido lá, inclusive, apesar da viagem longa. O grupo estava descansado, por isso que nós corremos bem num campo pesado. Hoje só não voltamos a jogar com o mesmo time para não perder ninguém. É muito simples, vocês querem que o time esteja correndo a 100 por hora, que o time esteja 100% taticamente, 100% tecnicamente, mentalmente… Não é assim, não, gente. Não é assim, não. Não vai ser da noite para o dia, não. Eu não fiz a pré-temporada com esse grupo, não. Eu entrei aqui no meio do furação, a cada três dias temos que dar uma resposta. Vocês também têm que pensar no lado bom. Eu sei que a gente precisa melhorar, não vou enganar ninguém. Mas, quando cheguei aqui, o Vasco era o último colocado. Hoje o Vasco está no meio da tabela sem ter tido tempo para treinar. Será que está tão ruim assim? Será? O torcedor quer ganhar, eu trabalho para fazer com que o time ganhe justamente para a gente dar alegria ao nosso torcedor. Agora, é sempre o treinador o culpado? Sempre? Aqui quando ganha ganha todo mundo, quando perde perde todo mundo.
Expulsões na partida contra o Audax Italiano
— Eu converso bastante com os jogadores, peço para terem calma, mas às vezes é difícil. Uma arbitragem como a de hoje, perde a cabeça. O JP expulso injustamente prejudicou o nosso time. A Conmebol vai multar o árbitro? Vocês não sabem, mas se o clube mexer uma formiguinha errada é multa. E hoje que fomos prejudicados? Vão fazer esse estardalhaço da mesma maneira que fizeram comigo quando não fui para a Argentina? Dois pesos e duas medidas. Eu converso bastante até sobre amarelo, para não tomarem, imagine o vermelho. Expulsão injusta do JP, a do Cuesta não sei porque ele foi expulso, se ofendeu o árbitro ou se era o último homem. Desde primeiro tempo fomos prejudicados, mas ninguém está dando desculpa da derrota. 11 contra 11 já é difícil, teve erro e expulsão. Se eu não viajo, a Conmebol, meu Deus do céu. Vamos ver o que vão fazer.
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Utilização da base
— A base viajou (jogo contra o Barracas) porque eu fiquei com eles (elenco) preparando o jogo contra o Remo. Sempre busco, treino contra os garotos da base. Mas não vai ser num momento delicado ter que passar responsabilidade para os garotos. Em outros clubes, já vi muitos entrando na hora errada, tendo responsabilidade e ficando queimados. Tem que soltar aos poucos nos momentos bons, e não passar responsabilidade para garotos de 18, 19 anos.
Utilização de Adson
— Vocês estão vendo que eu estou dando oportunidade para todo mundo. Ninguém pode se queixar, talvez um tenha tido menos que outro, mas todos têm tido oportunidade. Daqui a pouco não vai para o jogo e vão perguntar: por que não põe fulano, sicrano? Treinador conhece jogador do dia a dia. Quando escala, sabe o que está fazendo. Oportunidade estão sendo dadas tanto no Brasileiro quanto na Sul-Americana. A prioridade é o Brasileiro, mas damos importância à Sul-Americana. O time de hoje, a maioria um mês atrás estava como titular. Não existe time reserva, temos um grupo, e as oportunidades estão sendo dadas. Jogador tem que se entregar, mostrar porque está no grupo do Vasco. Ontem falei na preleção: "Vocês estão num dos maiores clubes do Brasil, com uma das maiores torcidas, têm que dar resposta". Tenho cobrado bastante deles isso. Não quero ouvir vocês, a torcida gritando porque não põe fulano. Eles não têm que mostrar só para mim, mas para imprensa, torcida, diretoria… Cabe jogador entrar em campo e mostrar.
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