Zebras ao longo dos anos mostram que é possível sonhar no Australian Open
Em 2021, russo Karatsev saiu do qualifying e chegou às semifinais em Melbourne

Desconhecido do público até então, o russo Aslan Karatsev (então 114º do mundo), em 2021, foi uma das maiores surpresas da história do torneio. Tanto que ele foi o primeiro qualifier, em mais de 20 anos, a chegar a uma semifinal de torneio desse nível. E só não foi mais longe porque cruzou o caminho com o recordista de títulos (10) em Melbourne a uma partida da final, o sérvio Novak Djokovic.
Naquela tão surpreendente campanha no Australian Open, o tenista venceu nada menos que oito partidas (três delas no classificatório), uma a mais do que o algoz e campeão. E saltou para a 45ª colocação no ranking mundial, embolsando pouco mais de R$ 3,05 milhões, mais do que em qualquer outro torneio na carreira.
Campeão em Dubai e Moscou naquela temporada, Karatsev chegou ao 14º lugar do mundo um ano depois, seu melhor ranking na carreira. Hoje, aos 32 anos, o experiente tenista (campeão em Sydney, em 2022) ocupa apenas o 672º lugar.
Se a campanha do tenista nascido em Vladikavkaz chamou a atenção do mundo do tênis em 2021, o Australian Open, ao longo dos anos, foi palco da única final de Grand Slams da carreira de alguns tenistas. Apenas para citar os mais recentes, os chilenos Marcelo Ríos (em 1998) e Fernando Gonzalez (2007), o francês Arnaud Clement (2001), o holandês Rainer Schuettler (2003), o cipriota Marcos Baghdatis (2006) e o francês Jo-Wilfried Tsonga 2008) ficaram a uma vitória do maior título como profissional.
Ríos foi vice em 1998 do Australian Open
Da lista acima, de ilustres vice-campeões, o destaque vai para Ríos, número 1 do mundo em março de 1998, apesar de nunca ter vencido um Slam. E a vez que chegou mais perto foi justamente em Melbourne, há 28 anos, quando perdeu a final surpreendente para o tcheco Petr Korda.
Desde a criação do ranking da ATP, em 1973, Ríos foi o terceiro que menos semanas ficou na liderança: 6. Apenas o espanhol Carlos Moyá (2) e o australiano Patrick Rafter (1) se mantiveram na posição mais cobiçada do ranking por menos tempo que o chileno.
Primeiro sul-americano a alcançar o topo do ranking (Guga Kuerten chegou lá em dezembro de 2000), Ríos perdeu 13 de 31 finais de ATP que disputou. Outra derrota marcante em decisão foi para Fernando Meligeni, nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, em duelo que marcou o último ato da carreira do ex-tenista brasileiro.

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