Loio no Lance! exalta a carreira do suíço Stan Wawrinka
Campeão em 2014, suíço jogou o Australian Open pela última vez

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Da edição de Wimbledon em 2003 (primeiro Grand Slam do suíço Roger Federer) ao US Open de 2023 (24º desse nível do sérvio Novak Djokovic), o Big 4 dominou o circuito mundial. O espanhol Rafael Nadal e o britânico Andy Murray completaram esse verdadeiro quarteto fantástico. Pois o único tenista que venceu três dos principais torneios nesse período está em sua temporada de despedida, o suíço Stan Wawrinka, aos 40 anos. E o Loio no Lance! desta terça relembra os principais feitos e a importância do atual 139º do mundo e ex-número 3 do ranking.
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Campeão olímpico nas duplas em 2008, em Pequim, ao lado de Federer, Wawrinka jogou, na semana passada, o Australian Open pela última vez, alcançando a terceira rodada. Convidado da organização, o veterano suíço só foi parado pelo americano Taylor Fritz, atual nono do mundo.
Ainda em quadra, Wawrinka celebrou, brindando, com o entrevistador e duas latinhas de cerveja, a carreira. Veja abaixo:
- É sempre complicado escolher a lembrança favorita. Para mim, é a jornada. Sou muito sortudo por alcançar mais do que eu sonhava quando comecei a jogar tênis. Por mais de 20 anos, realmente curti a jornada - disse o ex-top 3, que soma 160 vitórias e 72 derrotas nesse nível de torneio.
Na campanha deste ano, aliás, o atual 139º do mundo bateu o recorde, na Era Aberta (desde 1969), de partidas de cinco sets em Slams: 49, ultrapassando Federer nesse quesito.
E foi justamente no Melbourne Park que Wawrinka ergueu o primeiro de seus três Slams, em 2014. O vice ficou com ninguém menos do que Nadal, superado por 6/3, 6/2, 3/6 e 6/3. Nas quartas de final, o campeão eliminara Djokovic.
O tenista sérvio, aliás, foi a vítima preferida do suíço em finais de Grand Slam. Em junho de 2015, um triunfo sobre Djokovic, por 4/6, 6/4, 6/3 e 6/4, deu o título de Roland Garros a Wawrinka. Dias antes, nas quartas de final, quem ficou pelo caminho foi seu mais ilustre compatriota, Federer.
Há quase 10 anos, o último Slam de Wawrinka
No ano seguinte, em setembro de 2016, Wawrinka novamente se deparou com Djokovic na final de um Grand Slam. A virada dessa vez foi por 6/7, 6/4, 7/5 e 6/3, no US Open.
Uma outra curiosidade entre o ex-número 3 do mundo e o Big 4 é que Wawrinka tem o mesmo número de Slams que Murray: 3. A diferença é que o britânico perdeu nada menos que oito decisões desse nível, cinco delas em Melbourne: em 2010, 2011, 2013, 2015 e 2016.
Até o final de 2026 e de sua carreira, é muito provável que o veterano suíço receba outros convites para jogar os próximos três principais torneios: Roland Garros, Wimbledon e US Open. E, pelo que vem mostrando ao longo da carreira, que começou em 2002, Wawrinka merece uma despedida à altura de um tricampeão de Slam.


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