Fonseca compara duelos entre Alcaraz e Sinner e elege o melhor
O brasileiro volta a jogar dia 5 de abril, no Masters 1000 de Monte Carlo

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Após encarar os dois melhores tenistas da atualidade dentro de poucas semanas, João Fonseca retorna ao Brasil com uma bagagem valiosa. O carioca de 19 anos, que enfrentou Jannik Sinner no Australian Open e Carlos Alcaraz no Masters 1000 de Miami, detalhou as diferenças de estilo entre os gigantes e analisou qual deles impõe maior dificuldade tática.
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— Acho que o Alcaraz tem um arsenal maior. O Sinner é mais como um robô, que simplesmente massacra a bola e faz tudo perfeitamente. Já o Carlos consegue fazer de tudo: usa o topspin, acelera a bola, tem boa movimentação e vai à rede. É mais difícil entender o jogo dele porque ele quebra muito o seu ritmo. Você nunca sabe o que vem pela frente, se será um saque e voleio ou um saque aberto. Contra ele, é preciso fazer uma partida quase perfeita — afirmou Fonseca após o duelo em Miami.
Contra o italiano Sinner, Fonseca caiu com parciais de 7/6 e 7/6, forçando dois tie-breaks e mostrando resiliência nos momentos decisivos. Já a partida contra o espanhol Alcaraz terminou em duplo 6/4, o brasileiro desperdiçou três break points — dois deles na segunda parcial —, o que evidenciou o poder de reação do atual número 1 do mundo.
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— O jogo contra o Jannik me ajudou a entrar em quadra sem medo, tentando fazer o meu jogo. Mas sinto que não aproveitei as oportunidades que tive em Miami e o Carlos jogou muito bem. Ele é o número 1 do mundo, então preciso pensar nos meus erros e tentar melhorar — completou o carioca.

Alcaraz oferece conselho a Fonseca
Durante a coletiva de imprensa após a partida, Carlos Alcaraz fez questão de elogiar a torcida brasileira, que compareceu em peso a Miami, e deixou um conselho valioso para João Fonseca, relembrando sua própria trajetória quando despontou no circuito.
— Isso me lembra muito de como eu era na idade dele, começando minha carreira profissional. Diria que ele precisa aprender a escolher a opção certa. Às vezes, ele erra golpes — ou até mesmo muitas bolas fáceis — porque não escolhe a jogada correta para cada situação. Mas estou convencido de que ele chegará lá em breve. Jogar contra o número 1 e o número 2 do mundo em torneios consecutivos dará o feedback necessário, e o veremos melhorar muito rápido — afirmou o espanhol.
Alcaraz também traçou um paralelo com o início de sua caminhada, quando enfrentou Rafael Nadal no Masters de Madri.
— Lembro-me de quando enfrentei o melhor tenista do planeta logo no início da minha carreira. Essa experiência me ajudou muito: deu à minha equipe os dados necessários para saber em que focar e o que melhorar nos treinos. Tenho certeza de que o João e seu time já reuniram as informações que precisam discutir e aplicar agora; eles vão analisar o que ele precisa evoluir e como lidar com determinadas situações em quadra — completou o atual líder do ranking.
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