Emocionado, Marcelo Melo dedica o bicampeonato do Rio Open ao pai, falecido
Pai do ex-número 1 do mundo faleceu em 2025, um dia após o primeiro título no Rio

Aos 42 e, agora, 41 títulos no currículo, Marcelo Melo está mais do que acostumado a levantar troféus. Mas, o deste domingo, o segundo consecutivo no Rio Open, foi ainda mais especial. Ao vencer, de virada, ao lado de João Fonseca, o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase, por 4/6, 6/3 e 10/8, o mineiro, ex-número 1 do mundo, dedicou a conquista ao pai, Paulo, seu maior incentivador, que faleceu ano passado, um dia após seu primeiro título no torneio no Jockey Club.
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Depois de elogiar o parceiro e agradecer a energia do público, Melo disse:
- Pra terminar, vou dedicar dedicar esse título ao meu pai, que, ano passado, infelizmente, veio a falecer, um dia após meu título, fui da extrema alegria à extrema tristeza. Pai, esse título é seu. E também é da minha mãe, que está aqui.
Em seguida, o tenista mineiro foi ovacionado pelo público que lotou a quadra central .
- Só tenho a agradecer as palavras do Marcelo, por ter me carregado, me ensinado a volear, só tenho a agradecer. Ainda vou ganhar esse torneio de simples. Enquanto isso, ganhei a dupla, está ótimo - disse João Fonseca.
Parceiro de Melo se emociona na premiação
O número 1 do Brasil nas simples também se emocionou ao discursar:
- Não posso de agradecer meu time, que é maravilhoso, Guilherme Teixeira (técnico), Duda, Manolo, Guga (Abreu, empresário) e Egídio também. Não posso deixar de agradecer ao Egídio (Magalhães fisioterapeuta), que perdeu a mãe anteontem, pelo profissionalismo. Tenho certeza de que sua mãe está descansando. Muito obrigado por tudo.
Na premiação, Haase elogiou a torcida brasileira e falou que João Fonseca vai vencer nas simples também (seu melhor resultado, até hoje, foi as quartas de final):
- Meu sonho é, um dia, jogar em casa, com tanto apoio como esse.
Como foi a primeira final de Melo e João Fonseca
Ao longo da final, o árbitro de cadeira precisou pedir silêncio à torcida, que, por vezes, sem manifestou entre o primeiro e segundo saque da dupla europeia.
A dupla visitante conquistou a primeira quebra do jogo no terceiro game, no saque de Melo, e com um smash de Konstantin. No game seguinte, os anfitriões ainda devolveram a quebra, mas a dupla europeia repetiu a dose quando o mineiro sacou em 3/3. Três games depois, Haase e o parceiro fecharam a primeira parcial, na qual dominaram.
Para alívio da torcida, João e Melo não se abateram com o revés no set anterior, chamavam a torcida a cada ponto ganho, e Haase foi quebrado logo no segundo game da parcial seguinte. E, dois games depois, com um winner de direita de devolução de saque de João Fonseca, os brasileiros conquistaram nova quebra e chegaram a abrir 5/0. Os rivais ainda esboçaram a reação, mas os anfitriões fecharam a parcial.
O match-tiebreak seguiu sem minibreaks, até que João Fonseca forçou a devolução de segundo saque de Haase, e o Brasil fez 7/6. Um ótimo primeiro saque do mineiro, em seguida, com devolução para fora, e os donos da casa abriram 8/6. Haase acertou o smash e diminuiu para 8/7. Melo errou a devolução de saque: 8/8. No ponto seguinte, com um winner de João Fonseca de backhand, o Brasil chegou ao match-point. No ponto seguinte, um ace do carioca fechou o jogo e garantiu mais uma festa brasileira na final de duplas. Ainda houve um suspense, porque a dupla rival pediu revisão de vídeo. Ace confirmado, a quadra central do Rio Open veio abaixo pelo terceiro ano seguido na final de duplas.
Todos os brasileiros na final do Rio Open
2014 - Marcelo Melo (vice com o espanhol David Marrero)
2019 - Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva (vices)
2022 - Bruno Soares (vice com Jamie Murray)
2023 - Marcelo Melo (vice com o colombiano Juan Sebastian Cabal)
2024 - Rafael Matos (campeão com o colombiano Nicolas Barrientos)
2025 - Rafael Matos e Marcelo Melo campeões
2026 - João Fonseca e Marcelo Melo campeões

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