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De Fininho: Brasil derrubou top da França em 2000

Fernando Meligeni derrotou Cedric Pioline em Florianópolis

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Gustavo Loio
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 26/03/2026
08:00

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Brasil e França, que nesta quinta-feira fazem amistoso de olho na Copa do Mundo de futebol masculino, já se enfrentaram diversas vezes em outros esportes. No tênis, por exemplo, os dois países mediram forças seis vezes na Copa Davis, com quatro triunfos dos europeus. A última vez que os brasileiros levaram a melhor na competição foi de 4 a 6 de fevereiro de 2000, no saibro de Florianópolis, pelas oitavas de final do Grupo Mundial. Em entrevista exclusiva ao Lance!, Fernando Meligeni, ex-número 25 do mundo, relembrou sua vitória na abertura daquele confronto, diante de Cedric Pioline (14º e ex-top 5). Veja no vídeo acima

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- A gente sabia que era um jogo importante, que se eu ganhasse, provavelmente, ganharíamos o confronto. Porque o outro (simplista) era o Golmard (Jerome), e o Guga (Kuerten) era muito superior a ele. Então, a gente teria muitas chances de ganhar com 2x0 no primeiro dia, como a gente acabou ganhando - recorda Fininho, que era o 31º do mundo naquela semana e venceu o francês por 7/5, 5/7, 4/6, 6/1 e 6/4. E Guga ganhou a segunda partida por 6/3, 3/6, 6/3 e 6/2.

Um contratempo climático chegou a atrasar o duelo de abertura daquele confronto, realizado na Universidade Federação de Santa Catarina:

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- Eu lembro muito do dia, da chuva, queimaram a quadra, bastante pesada, depois ficou um bafo muito grande. Veio um calor muito forte, por causa que o sol apareceu depois da chuva, e o jogo demorando, 2 sets a 1, 2/2, eu ganho o quarto set, faço 5x1 no quinto, sinto completamente a pressão. Comecei a me desesperar, porque não consegui fechar, 5x2, 5x3, 5x4, 0x30, essa lembrança também ficou comigo. E eu lembro que, no 0x30, de ter dado uma passada de esquerda, daquela que você vai para a cruzada e a bola bate mal e vai na paralela. A partir daí eu consigo ganhar o jogo.

O Brasil já garantiu a classificação logo na primeira partida do dia seguinte, com Guga e Jaime Oncins levando a melhor nas duplas contra Nicolas Escude e Pioline. Os anfitriões fecharam o embate em 4/1.

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Outras vitórias contra o ex-número 1 da França

E derrotar o ex-número 1 da França, como naquele 4 de fevereiro de 2000, não era novidade para Fininho. Ao longo da carreira, foram outros quatro duelos, com mais duas vitórias de Meligeni.

- Uma delas foi em Roma (em 1999), antes de ganhar do Sampras (Pete, americano, ex-número 1 do mundo). Pioline era um cara extremamente competente, bastante técnico e muito bom dos dois lados - elogia o ídolo brasileiro.

De 1993 a 2002, Meligeni foi convocado para 19 duelos pela Davis. Dois meses depois após vencer Pioline em Floripa, o ídolo brasileiro protagonizou uma vitória na raça contra o eslovaco Karol Kucera, no quinto e decisivo confronto, garantindo o país nas semifinais.

- Davis era sofrimento, era ficar ali o máximo que você podia, era coração, por isso eu gostava tanto. Eu tinha uma coisa na cabeça: como era um confronto de 5 pontos, e normalmente esses caras jogavam dois dias ou até três, às vezes, a minha ideia era: posso até perder, mas esse cara vai morrer e não vai conseguir jogar no domingo, então era um pouco isso, né, então os jogos eram longos, eu lutava até o último ponto, então o Pioline também foi um marco para mim dentro da minha carreira.

Ricardo Acioly (e), Fernando Meligeni, Alexandre Simoni e Guga em um dos duelos da Copa Davis em 2000 (Reprodução)
Ricardo Acioly (e), Fernando Meligeni, Alexandre Simoni e Guga em um dos duelos da Copa Davis em 2000 (Reprodução)


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