Bia Haddad vai dar a volta por cima? Ex-campeãs opinam
Número 1 do Brasil soma uma vitória em 10 jogos na temporada

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Segundo maior nome do tênis feminino brasileiro de todos os tempos, atrás apenas da rainha e saudosa Maria Esther Bueno, ex-líder do ranking, Bia Haddad Maia vem acumulando tropeços nos últimos meses. Tanto que a ex-número 10 do mundo e atual 69ª soma apenas uma vitória em 10 partidas em 2026. A derrota mais recente foi na estreia no WTA 1000 de Miami, na terça-feira, para a turca Zeynep Sonmez (83ª), por 6/3 e 6/2. E o que está acontecendo com a melhor tenista do país é a pergunta que não quer calar para os fãs dessa paulistana de 29 anos.
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Pois o Lance! ouviu duas especialistas para avaliar esse momento de Bia. Campeãs pan-americanas de duplas em 1999, em Winnipeg, no Canadá, entre outras conquistas, a carioca Joana Cortez e a paulistana Vanessa Menga têm esperança de que a número 1 do país vai superar essa fase negativa:
- Eu acredito que a Bia esteja passando por uma oscilação normal no esporte de alto rendimento, onde manter a consistência e bom ranking nem sempre é possível. O tempo que ficou parada e agora sem técnico (demitiu Rafael Paciaroni há pouco mais de um mês) pode estar influenciando de forma negativa essa fase - explica Joana, que é comentarista de tênis do Sportv e um dos maiores nomes da história do beach tennis.
Menga enxerga da mesma maneira o momento da 69ª do ranking:
- Não gosto de usar a palavra negativa, mas, sim, ela vive um momento difícil. Mas o circuito é uma montanha russa, uma hora você ganha, outra você perde, faz parte do processo. Bia está passando por uma fase de muitas mudanças, e toda mudança leva tempo. Só que o tênis, na maioria das vezes, não oferece esse tempo. Então o atleta vai seguindo e buscando o seu melhor dentro das condições possíveis. Acredito que ela ainda tem muito a crescer, e essa virada vai chegar. Ela já deu muitos passos, é uma atleta muito guerreira, e está em movimento, uma hora o jogo vai voltar a encaixar.
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Parte emocional de Bia Haddad chama a atenção
Joana vê a falta de confiança, a parte emocional e a forma de jogar como os aspectos que mais lhe chamam a atenção nas partidas recentes de Bia. E isso pode ter a influência do fato de não ter escolhido um novo treinador:
- Parece que está tendo dificuldades de fazer boas escolhas táticas durante o jogo e se sentindo "sozinha" em quadra. A Bia sempre teve uma grande troca com o Paciaroni. Era como se ele jogasse junto com ela o tempo todo.

Vanessa, por sua vez, destaca que a número 1 do Brasil poderia mudar algumas estratégias em quadra para dar a volta por cima:
- Bia tem muito tênis pra dar, afinal já foi top 10. Na minha opinião ela precisa explorar mais a vantagem de ser canhota, usar mais os ângulos porque isso incomoda a adversária, e continuar tomando a iniciativa nos pontos, criando oportunidades e principalmente subindo a rede, sou suspeita, né?! Mas acredito muito que, explorando mais essa subida à rede, ela pode ganhar muito dentro dos jogos.

Disputar torneios menores, para recuperar a confiança, seria uma saída?
- Pode ser que sim. Seria importante mesclar torneios menores para fazer mais jogos. Eu acredito que jogar mais duplas nesse momento seria importante para ela recuperar a alegria de jogar e poder compartilhar a quadra com alguém. A Bia sempre foi uma grande duplista também - destaca Joana.
Já Menga observa outro aspecto:
- Acredito que essa retomada de confiança está dentro dela. Se será em torneio grande ou pequeno, não sei. Mas está ali de alguma maneira dentro dela. A vida de um tenista é feita de processos, o que a Bia já fez no tênis é único, é incrível e temos que nos orgulhar muito. Os brasileiros, a torcida precisam ter paciência, a confiança está dentro dela e aos poucos ela vai retomar.
Por fim, as campeãs pan-americanas de 1999 enxergam em um novo treinador uma etapa importante para a virada de chave na carreira da paulistana:
- Acho fundamental, porque o circuito é duro e muitas vezes solitário. Além de poder ter essa troca constante durante os jogos. Claro que a escolha nem sempre é fácil, mas em breve a Bia vai encontrar alguém que possa somar e compor a sua equipe como foi no trabalho com o Rafael Paciaroni - prevê Joana.
- Existem diversas influências, ela estava muito acostumada a ter sempre alguém fora da quadra, mas toda mudança nos ajuda a nos reinventar e a melhorar. Tenho certeza que quando ela achar a pessoa certa aos poucos tudo irá se encaixar. Até porque essa escolha é muito pessoal, e não pode se decidir com pressa - finaliza Menga.
Brasileira também oscilou em 2025
Americana perdeu 13 seguidas
Campeã do US Open de 2017, a americana Sloane Stephens pode ser uma inspiração para Bia Haddad no quesito volta por cima. Afinal, a ex-número 3 do mundo chegou a sofrer 13 derrotas seguidas (de Wimbledon em 2024 ao Australian Open de 2026). Durante esse jejum, a tenista chegou a ficar seis meses parada, devido a uma lesão no pé. Atualmente, ela é a 717ª.
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