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Análise: Por que João Fonseca tem armas para derrotar Zverev

Brasileiro desafia o número 3 do mundo nesta sexta

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Gustavo Loio
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 09/04/2026
10:46
Atualizado há 4 minutos
João Fonseca na vitória sobre Berrettini em Monte Carlo (Reprodução)
imagem cameraJoão Fonseca na vitória sobre Berrettini em Monte Carlo (Reprodução)

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Alexander Zverev não está na terceira colocação do ranking mundial por acaso. Jogador de muita força e talento, o alemão, de 28 anos, tem 24 títulos no currículo, nove deles no saibro, piso do Masters 1000 de Monte Carlo e três finais de Grand Slams. Ainda assim, aos 19 anos, João Fonseca chega a esse inédito desafio, nesta sexta-feira, às 6h (de Brasília, na quadra central), com armas que podem derrubar o favorito.

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➡️João Fonseca busca, em Monte Carlo, melhorar a performance no saibro

- Bom jogo hoje, desde o começo botando um belíssimo ritmo, impondo uma boa pressão no adversário. Então, feliz com a forma que eu lidei com a devolução, colocando pressão. O saque também foi muito bem desde o começo, fazendo muito bons primeiros serviços. Então, feliz com a partida em geral, e ansioso e confiante para a partida de amanhã contra o Zverev - disse o número 1 do Brasil, após derrotar o italiano Matteo Berrettini.

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Esse é o terceiro Masters 1000 na temporada e, curiosamente, o brasileiro enfrentou os dois melhores do mundo nos primeiros, ambos em quadra rápida. Em Indian Wells, nas oitavas de final, João Fonseca perdeu dois tiebreaks para o italiano Jannik Sinner, especialista nesse tipo de superfície. No primeiro deles, o carioca teve três set points, quando abriu 6/3. Na segunda parcial, o carioca chegou a estar perdendo por 5/2 e forçou novo tiebreak. Apesar da derrota, o número 1 do Brasil exibiu um enorme nível de tênis, em uma de suas melhores partidas na carreira.

Estatísticas do jogo entre João Fonseca e Jannik Sinner (Reprodução)
Estatísticas do jogo entre João Fonseca e Jannik Sinner (Reprodução)

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Contra Alcaraz, no entanto, o buraco foi mais embaixo, mas não por demérito do pupilo do técnico Guilherme Teixeira. Usando e abusando de sua enorme variação de jogo (uma de suas maiores armas), o espanhol conquistou quebras no início das duas parciais (duplo 6/4), soube administrar a vantagem e salvou, ao todo, três breaks. Nos dois primeiros, o líder do ranking se safou com um ótimo primeiro saque e um swing-volley preciso. No terceiro, o carioca desperdiçou sua melhor chance, ao devolver um segundo saque na rede.

Gráfico mostra números da partida entre João Fonseca e Carlos Alcaraz (Reprodução)
Gráfico mostra números da partida entre João Fonseca e Carlos Alcaraz (Reprodução)

Estilo de Zverev lembra o de Sinner

E Zverev? No estilo agressivo, se parece mais com o jeito de jogar de Sinner do que com o de Alcaraz. Com uma grande diferença: o alemão tem no backhand sua maior arma. Também pode ser uma vantagem para João Fonseca o fato de o número 3 do mundo ser mais eficiente na quadra rápida do que no piso lento. A variação e a confiança do carioca também podem ser mais dois trunfos contra o favorito.

Gráfico mostra números da carreira do alemão Alexander Zverev (Reprodução)
Gráfico mostra números da carreira do alemão Alexander Zverev (Reprodução)

Aula de João Fonseca contra Berrettini

Ex-top 6 e atual 90º do mundo, o italiano Matteo Berrettini, nesta quinta-feira, foi dominado pelo brasileiro. Um golpe que precisa continuar afiado contra Zverev e foi fundamental nas oitavas de final: o saque. O número 1 do Brasil venceu nada menos que 90% dos pontos com o primeiro saque.

Independente do resultado de sexta-feira, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira quebrou duas grandes escritas: desde Thomaz Bellucci, em Madrid, em 2011, que nenhum brasileiro ia tão longe em um Masters 1000. E o único do país a alcançar as quartas em Monte Carlo foi o bicampeão Guga Kuerten, em 1999 e 2001.

Gráfico mostra números da vitória de João Fonseca sobre Berrettini em Monte Carlo (Reprodução)
Gráfico mostra números da vitória de João Fonseca sobre Berrettini em Monte Carlo (Reprodução)
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