Tironi no Lance!: e se o Brasil perder a Copa?
Seleção vem de resultado ruim contra França, mas nem isso mudou a forma como Ancelotti pensa o time

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O Brasil enfrenta a Croácia nesta terça-feira (31), nos Estados Unidos, no último amistoso antes da convocação final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.
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A Seleção vem de um resultado ruim contra a França no último amistoso, mas nem isso mudou a forma como Ancelotti pensa seu time. Será um 4-2-4 que precisa se transformar em um 4-4-2 ao se defender.
Há pouca certeza até aqui sobre o desempenho do Brasil no Mundial, mas, por outro lado, há algo que já é possível cravar: o esquema para o torneio será este, como o italiano tem deixado claro em várias de suas entrevistas coletivas.
Em um passado distante, teimosias de treinadores eram combatidas com críticas severas e piadas em programas humorísticos na TV. Em 1982, Jô Soares criou o personagem Zé da Galera, que, no quadro, ligava para o técnico Telê Santana de um telefone público, exigindo que ele escalasse sua seleção com pontas. Telê foi um dos primeiros treinadores brasileiros a atuar com dupla de atacantes.
A escolha de Ancelotti pelo 4-2-4, ao contrário, tem sido recebida com imensa paciência. Muitos apostam que, com tempo para treinar, o time será capaz de atuar bem com esse esquema. Outros dizem que a safra de jogadores brasileiros não permite sonhar alto e que, portanto, o negócio é deixar o treinador fazer o que bem entender.
Derrota do Brasil é quase como algo anunciado
O fato de estarmos falando de um dos maiores treinadores do planeta ajuda nesse estado de letargia e conformismo que tomou conta do torcedor brasileiro.
E se o Brasil perder a Copa? Essa pergunta, no passado, poderia ter como resposta que o país passaria um bom tempo em luto futebolístico. Agora, é quase como algo anunciado, que está apenas esperando acontecer.
Ancelotti, com todo o seu currículo e competência, tem pouco tempo para fazer um time que possa desempenhar um bom papel na Copa. Isso parece ainda mais necessário quando se vê, na torcida, um conformismo com a derrota. O futebol brasileiro nunca foi assim.

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