menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

João Pedro aceita camisa 9 da Seleção, mas avisa: 'Comparar com Ronaldo é impossível'

Ao L!, João Pedro revela bastidores de Ancelotti na Seleção, destaca ambiente leve e projeta Brasil forte na briga pelo hexa

Captura-de-Tela-2023-11-29-as-1-8-aspect-ratio-1024-1024
João Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
715bf623-e909-44de-a9b5-72b99ff8610d_WhatsApp-Image-2025-02-10-at-12.59.17-1-aspect-ratio-1024-1024
Lucas Borges
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 11/05/2026
14:00
Atualizado há 2 minutos

  • Matéria
  • Mais Notícias

Uma das esperanças da Seleção Brasileira, João Pedro vive a expectativa por disputar sua primeira Copa do Mundo na carreira. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o centroavante falou sobre a pressão de vestir a camisa 9, revelou bastidores com o técnico Carlo Ancelotti e também apontou caminhos para a equipe conquistar o tão sonhado hexacampeonato.

continua após a publicidade

➡️Tudo sobre os maiores times e as grandes estrelas do futebol no mundo afora agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Futebol Internacional

Nas Copas do Mundo de 1998, 2002 e 2006, Ronaldo Fenômeno foi o dono da camisa 9 da Seleção Brasileira. Desde então, Luís Fabiano, Fred, Gabriel Jesus e Richarlison tentaram assumir esse papel, mas sem repetir o êxito do ex-jogador de Real Madrid, Inter de Milão e Barcelona. Hoje, João Pedro aceita o desafio de usar o número histórico, mas evita comparações.

continua após a publicidade

— Eu acho que comparar qualquer jogador com Ronaldo Fenômeno é impossível. Grandes jogadores já vestiram a camisa nove, mas entregar o trabalho igual ao do Ronaldo vai ser difícil. Cada jogador é um jogador. Ser o camisa nove da Seleção ou não, o Mister que decide. Tenho que fazer o trabalho no meu clube. Se puder ser o camisa nove em uma Copa do Mundo, seria uma honra e entregaria minha vida e daria meu máximo para representar da melhor forma possível.

Mesmo sem ter acompanhado de perto o auge de Ronaldo, João Pedro o trata como uma de suas maiores referências e ídolos no esporte. Além do brasileiro, o atacante também se inspira em nomes atuais do futebol europeu, que, segundo ele, se encaixam em um perfil de centroavante mais participativo.

continua após a publicidade

— O Ronaldo é um dos (meus) ídolos. Não assisti tanto, pois tenho apenas 24 anos, mas vi vídeos e era um fenômeno. Hoje em dia, gosto muito do Kane e Lewandowski. Kane acompanhei mais por ter jogador na Premier League e me inspiro bastante. Quando joguei contra o Kane, prestei bastante atenção nele, troquei camisa também. É um jogador que admiro e espero chegar no nível dele. Venho fazendo a função de nove no Chelsea. Nos outros clubes, já joguei de meia, ponta. Eu me sinto melhor jogando de centroavante, perto do gol. Mas também não sou aquele centroavante que fica parado esperando bola na área, mas gosto de participar do jogo. Por isso tenho essas duas referências, que são camisas noves, mas que participam bastante do jogo. Esse é o meu estilo. Sou um nove participativo, que consigo construir e marco bastante gols também.

➡️ Simule os resultados da Copa do Mundo!

Na Seleção Brasileira, João Pedro começou a ganhar espaço ainda sob o comando de Fernando Diniz e também foi lembrado por Dorival Jr. Atualmente, é visto como peça importante no esquema de Carlo Ancelotti. O atacante destacou o perfil do treinador italiano e o ambiente leve criado no grupo, revelando os bastidores da convivência com o ex-Real Madrid.

— O Ancelotti é um cara muito tranquilo. Sempre busca ajudar os jogadores. Eu, particularmente, nunca vi ele nervoso, gritando. Ele sempre conversa com a gente. Mesmo quando a gente perde, ele vê o lado positivo também do que ele enxergou. Isso é muito importante para todos, ainda mais para alguns jogadores que ainda não tiveram essas conversas com ele. É um cara muito engraçado, participa dos trotes na Seleção Brasileira, da zoação, então o elenco está bem confortável com ele.

Entre essas brincadeiras, o jogador revelou um episódio curioso envolvendo o treinador e dois outros jogadores da Seleção Brasileira. Na ocasião, o italiano teria "ajudado" os atletas a cantarem o hino nacional durante um dos trotes realizado durante uma das refeições feitas com o elenco e membros da comissão.

— Não vou citar nomes, mas tinham dois jogadores que estavam quebrando na apresentação, no hino. O Ancelotti começou a cantar o hino com eles e foi um momento engraçado. Ele vem aprendendo português e ajudou a rapaziada. O grupo inteiro foi com ele. Na apresentação, a gente fica um pouco nervoso. Quando sobe lá e vê a mesa grande e com um monte de gente, começa a esquecer tudo, mas ele levantou e ajudou a rapaziada. Teve uma vez com o Jean Lucas que ele participou, deu risada, então ele está sempre envolvido com o grupo.

João Pedro em ação pela Seleção Brasileira contra Senegal
João Pedro em ação pela Seleção Brasileira contra Senegal (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

João Pedro projeta Copa do Mundo com o Brasil

Aos 24 anos, João Pedro vê a possibilidade de disputar a Copa do Mundo de 2026 com a Seleção Brasileira como a realização de um sonho. O atacante faz uma boa temporada com o Chelsea e aparece como forte candidato a integrar a lista final dos 26 convocados por Carlo Ancelotti.

Durante a entrevista, o jogador comentou o ciclo recente da Seleção, que teve quatro treinadores desde o fim da Copa do Mundo de 2022. Ainda assim, destacou a qualidade do elenco e a evolução sob o comando de Ancelotti. O atacante também demonstrou confiança na conquista do tão sonhado hexacampeonato no dia 19 de julho, data da final do Mundial.

— Não só de treinadores, mas de jogadores também. Se comparar nossa Seleção com outras, eles já têm uma base, vem trabalhando juntos há muito tempo. A nossa Seleção tem muita qualidade, então a rotatividade é grande. Todos tentam estar nas convocações, mas é muito difícil. Venho tendo uma sequência com o Ancelotti, o que é importante para mim e para ele me conhecer melhor. A Seleção Brasileira vem bem, entendendo o que o Mister quer que a gente faça nos jogos. Claro que ainda não é perfeito, mas acredito que tem tudo para ser uma grande Copa para todos e que possamos vencer.

Sem conquistar o título mundial desde 2002, o Brasil vive seu maior jejum, igualando o período entre 1970 e 1994. João Pedro reconhece a pressão externa, mas acredita que o equilíbrio entre as seleções será determinante. Além disso, apontou como enxerga que será definida a competição até se chegar ao troféu.

— A gente sabe da pressão que vem do lado de fora. Faz muito tempo que o Brasil não é campeão de uma Copa do Mundo. Mas a gente tenta trabalhar, seguir tranquilo. Acredito que a Copa do Mundo vai ser muito no detalhe. Todas as seleções estão praticamente no mesmo nível. Quem tiver a chance, souber aproveitar, sofrer menos gols, quem tiver mais imposição, vai levar essa Copa do Mundo. A gente pode citar Argentina, França, Brasil, Espanha e Portugal que estão bem servidas em todas as posições e acho que essa Copa vai ser resolvida no detalhe.

Para exemplificar a diferença na pressão sofrida por jogadores de diferentes seleções, o centroavante do Chelsea pontuou como enxerga a questão do futebol na vida do torcedor brasileiro e na do inglês.

— Eu acho que a questão de ser favorito ou não, não muda a pressão da Seleção Brasileira. No Brasil se respira muito futebol. Na Inglaterra e outros países, eles amam o futebol, mas nenhum chega perto de como é o Brasil. O Brasil é a todo mundo com as pessoas falando de futebol, a gente sabe da responsabilidade que é. Tem outras seleções com grandes jogadores. A Seleção Brasileira está servida com grandes jogadores. A gente tem que se fechar em um grupo, esquecer a pressão externa, focar no que a gente pode controlar e entregar nosso melhor trabalho.

Além de projetar a Copa do Mundo, João Pedro também abordou a questão do esquema tático utilizado por Carlo Ancelotti. Ele afirmou estar adaptado à proposta do italiano, que utiliza um sistema com quatro jogadores ofensivos, e destacou a importância do entrosamento.

— Cada jogador tem uma forma de jogar nos seus clubes. Quando estamos representando a Seleção, temos que nos adaptar e se entender o mais rápido possível pra apresentar o melhor futebol. É claro que muda um pouco, mas me sinto bastante confortável até por ter uma boa relação com Matheus Cunha, Vini. Pela faixa etária de idade ser bastante igual, a gente procura conversar, se entender. O Mister gosta dessa formação por dar bastante mobilidade para os quatro da frente, gera bastante opção para os jogadores do meio. Me sinto confortável por já ter feito essa função no Brighton e no Watford. Essa mobilidade funciona bem.

Confira outras respostas

Nome na lista final de Ancelotti

— Copa do Mundo é o sonho de todo mundo. Não só eu, mas todos os jogadores, mesmo os que já estão garantidos, tem essa ansiedade, pois a gente sabe a grandeza da Copa pra nossa Seleção, pro povo brasileiro. Mas eu procuro fazer o trabalho no meu clube, porque assim tenho grandes chances de estar na lista final. Tem um pouco de ansiedade, mas também é não ficar pensando muito, fazer meu trabalho e acredito que vai dar certo.

Avaliação dos jogos contra França e Croácia

— Eu acredito que contra a França foi questão de detalhe. Tivemos bastante chances, mas foi no detalhe de colocar a bola pra dentro. Não fizemos um jogo tão bom, mas equilibrado, não demos muitas chances, mas eles mataram nas oportunidades que tiveram. Contra a Croácia, foi um jogo que controlamos bem, aproveitamentos as chances. Conseguimos suportar os 15 primeiros minutos sem sofrer gols, depois abrimos o placar, o jogo ficou mais aberto. Enfrentamos seleções que vem jogando juntos há mais tempo, que são entrosados e se entendem bastante, mas foram dois amistosos essenciais pra entender o nível que estamos pra se preparar bem pra Copa do Mundo. A Seleção Brasileira sempre vai ser um dos favoritos. Somos a Seleção com mais Copas, então é buscar fazer o melhor trabalho possível pra ter uma excelente Copa do Mundo.

Ansiedade por marcar o primeiro gol pelo Brasil

— Gol é gol, independentemente da forma. Mas me cobro bastante. Não só na Seleção, mas também no meu clube. Meus companheiros também me cobram bastante. O Reece James, quando eu fico um jogo sem marcar, já diz que no próximo tem que sair. Tive uma chance contra a Croácia, mas o goleiro fez grande defesa. É questão de tempo. Estou me adaptando bem, os jogadores estão me entendendo e o meu gol já já sai.

Disputa no ataque da Seleção Brasileira

— A Seleção é servida de grandes atletas. Na última convocação, o Igor Thiago e Endrick fizeram um grande jogo quando entraram. Tenho que fazer um bom trabalho e no final quem decide é o Mister. Na minha posição, tem grandes jogadores e quem estiver merecendo mais vai estar na lista final da Copa do Mundo.

Carlo Ancelotti

— Eu já tive alguns treinadores italianos, e o Mister é aquele cara que sempre tenta passar tranquilidade para os jogadores. Ele falou o que queria que fizesse dentro de campo, mas que também gosta do jogador se sentir confortável, livre pra chegar dentro de campo e mostrar o seu melhor. É um treinador que ganhou tudo. Tem um nervosismo na primeira vez que você encontra com ele, mas você se sente mais confortável com o passar das convocações e vem ajudando todos os jogadores.

Recado de Ancelotti após amistosos de março

— No jogo contra a França, ele falou pra gente descansar, que não foi um jogo ruim, que teve um lado positivo e que o lado negativo iríamos ter uma reunião pra conversar. Depois da Croácia, ele pediu pra todos se cuidarem nessa reta final, porque a gente sabe que temos alguns jogos, que essa reta final é perigosa e desejou boa sorte pra todo mundo.

Estreia contra Marrocos

— Vai ter um nervosismo, porque vamos estar jogando uma Copa do Mundo. Mas espero uma estreia com o pé direito, com uma vitória, que vai ser bastante importante pra mostrar que somos uma Seleção forte, que viemos para ganhar. Sabemos da qualidade do Marrocos, mas acredito que vá ser um grande jogo e que comece da forma certa.

Paralisação de jogos por questões climáticas

— Eu estava no Rio acompanhando. São questões de segurança, mas acredito que atrapalhe um pouco, pois você tem que voltar pro vestiário, aquecer, se manter ativo, focado no jogo. Alguns jogadores do Chelsea me disseram que estavam mexendo no telefone e depois foram aquecer, porque foi muito tempo. Mas é uma questão de segurança e se é o melhor para todos, é melhor que se siga, porque ninguém quer um acidente ou algo do tipo. Se tiver que parar o jogo, faz parte.

Estados Unidos na carreira de João Pedro

— Estados Unidos foi um divisor de águas pra minha chegada no Chelsea. A primeira impressão é a que fica, mas tenho que seguir fazendo meu trabalho. Eu comento com o Andrey que é ano de Copa do Mundo e se Deus quiser estaremos na final e vou poder jogar mais uma vez no estádio em que fui campeão. Fico brincando com ele que em um ano podemos ser os jogadores que ganharam o Mundial e a Copa do Mundo. Acredito que todos estejam empenhados. Sabemos da importância da Copa do Mundo para os brasileiros, e o grupo vem pensando bem em como demonstrar e aproveitar essa oportunidade que teremos. E que venha o hexa.

Neymar na Copa?

— Eu espero que sim. A gente sabe que o Neymar é o Neymar. Ainda não tive a oportunidade de jogar com ele na Seleção Brasileira. Quem decide é o Mister. Mas é o nosso maior ídolo, meu ídolo, quem eu acompanhei quando criança, fazia o cabelo igual. Se Deus quiser, que o Neymar possa estar nesse hexa.

📲 De olho no Lance! e no Futebol Internacional. Todas as notícias, informações e acontecimentos em um só lugar.

  • Matéria
  • Mais Notícias