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Ibañez detalha função tática com Ancelotti e relembra ausência em 2022

Defensor atuou como lateral no amistoso contra a França

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/03/2026
17:05
Atualizado há 1 minutos

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Roger Ibañez concedeu entrevista coletiva neste domingo (29), em Orlando, nos Estados Unidos, durante a preparação da Seleção Brasileira para o amistoso contra a Croácia. O jogador do Al Ahli, da Arábia Saudita, abordou as orientações táticas do técnico Carlo Ancelotti para atuar como lateral-direito, relembrou a frustração por ficar fora da Copa do Mundo de 2022 e comentou sobre a sua adaptação ao ambiente do elenco convocado.

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Posicionamento defensivo

No treinamento deste domingo, Ibañez foi testado por Ancelotti como titular na lateral-direita, disputando a posição no setor com Danilo. O defensor, que entrou na vaga do cortado Wesley nos minutos finais da última partida, explicou que o treinador solicitou que ele atue de forma mais conservadora na linha de defesa. O atleta acumula experiência na posição desde a sua passagem pelo futebol italiano, onde defendeu as equipes da Atalanta e da Roma.

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— Eu cheguei aqui e ele perguntou se eu já tinha jogado como lateral. A minha questão de jogar na lateral é que vou ser mais conservador. Não vou chegar lá na frente, cruzar e dar assistência. Vou ser o cara que vai dar mais suporte defensivo para o ponta poder jogar e atacar e fazer o que quiser no jogo. Vou dar proteção para eles, sabendo que nossa qualidade nos extremos é muito alta. E quem está por trás tem que dar essa segurança. É mais essa a questão que ele queira de mim. Claro que uma vez ou outra eu vou ter que subir, mas não esperem muito isso.

Roger Ibañez em coletiva da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Roger Ibañez em coletiva da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Frustração em 2022 e esperança no futebol saudita

O retorno de Ibañez à equipe principal ocorre em um cenário semelhante ao do ciclo anterior, quando foi convocado pelo então técnico Tite na última Data Fifa antes do Mundial do Catar. O defensor acabou ficando fora da lista final, perdendo a vaga para o zagueiro Bremer. O atleta reconheceu a decepção pessoal com a situação ocorrida em 2022, mas destacou que mantém o foco e o compromisso em trabalhar para garantir a sua presença na próxima edição do torneio internacional.

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— Foi um sentimento de frustração, na verdade, de não estar na Copa naquele momento, mas fiquei feliz pelo Bremer porque ele mostrou o trabalho dele e foi convocado. E agora novamente eu aqui, novamente pré-Copa, vou dar meu máximo para estar. O sentimento é sempre o mesmo, temos que dar o máximo, honrar a nação, representar o país, acredito que cada um que está dentro de cada convocação faz isso e é isso que precisa ser feito.

A transferência para o futebol do Oriente Médio gerou incertezas no atleta sobre a sua continuidade no radar de observação da comissão técnica da seleção brasileira. No entanto, ele revelou que o crescimento da liga e a presença de companheiros que também atuam na Arábia Saudita, como o volante Fabinho, serviram como motivação para acreditar em novas oportunidades de convocação.

— Para ser sincero, todo mundo imagina que vai para a Arábia e se esconde do resto do mundo. Mas a ascensão que a liga criou, com atletas de alto nível quer dizer alguma coisa. Algo diferente acontece lá. A liga está forte, não tem mais jogo fácil, todo jogo tem um atacante chato. Temos que estar prontos. Fiquei feliz quando o Fabinho foi convocado, me deu uma esperança muito grande. Somos amigos em comum fora do campo e trocamos ideia sobre isso e eu falei para ele: será que tem espaço ainda para gente?

Ambiente na equipe

Em relação à expectativa para o amistoso contra a Croácia e ao peso de representar o país, Ibañez ressaltou a responsabilidade envolvida em vestir a camisa do Brasil. O defensor enfatizou a importância de a equipe entrar em campo com alegria, ousadia e intensidade para buscar um resultado positivo diante dos adversários europeus e retomar o papel de destaque no cenário mundial.

— A pressão de vestir uma camisa da Seleção Brasileira, sim, é grande, mas muito maior é a felicidade de poder vestir ela. Vim aqui para ajudar da melhor maneira possível que eu possa dentro de campo ou fora dele. A gente tem que entrar dentro de campo com essa alegria, com essa ousadia, com essa intensidade, com essa felicidade.

Roger Ibañez em coletiva da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Roger Ibañez em coletiva da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

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