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Análise tática do Guffo: o dilema de Neymar na Seleção

Encaixar Neymar seria fácil, não fosse sua mobilidade limitada por lesões crônicas e seu atual estado físico

Neymar carrega o Brasil ao ataque em seu último jogo pela Seleção (Foto: Vitor Silva / CBF)
imagem cameraNeymar em seu último jogo pela Seleção (Foto: Vitor Silva / CBF)
Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Dia 30/03/2026
18:36

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O modelo de jogo de Ancelotti no esquema 4-2-4 exige intensidade coletiva, transições rápidas e pressão coordenada. Se trata de um esquema tático que prioriza bloco compacto e dinâmica sem bola. Encaixar Neymar nisso seria fácil, não fosse sua mobilidade limitada por lesões crônicas e seu atual estado físico. Há uma forma de encaixar Neymar, mas isso gera um dilema mais difícil que o da Tostines.

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Tite já testou o menino Ney como "falso 10" com sucesso: flutuando entre volantes e atacantes, infiltra na área, associa por dentro. Jogando, claro, no 4-3-3 que se organizava defensivamente em duas linhas de 4. Aqui na minha coluna em outubro do ano passado, soltei a ideia: para isso, a Seleção demanda um centroavante móvel como Matheus Cunha ou João Pedro para recompor. Sem isso, tem um preço: volantes expostos e laterais sobrecarregados. 

Ancelotti precisa calcular o tempo e o custo tático

O problema é o custo tático. Com Neymar em campo, o jogo gira em torno dele: bolas centralizadas, ritmo cadenciado esperando seu improviso. No 4-2-4 da forma que Ancelotti quer que funcione, pede velocidade coletiva e pressão alta. A bola passa pouco pelo meio. Aparentemente, o treinador não está montando a Seleção a partir das características de ter um meia-atacante como Neymar em campo.

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Por isso, para falar do encaixe do seu maior artilheiro na Seleção, Ancelotti precisa de um plano B urgente. Neymar não é só habilidade; é atalho tático. Ele bem fisicamente, sabe jogar no espaço entre linhas, pune erros e força ajustes inteiros dos adversários. Em um torneio como a Copa do Mundo, isso vale ouro.

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A ideia de ter Neymar acalma mais que sua ausência

Para o torcedor no geral, ter Neymar no grupo é uma tranquilidade. Existe o pensamento mágico de que já que ele é um craque, ele pode entrar em qualquer momento e "resolver" o jogo sozinho. E se fosse o Neymar de 2015, eu nem discutiria isso. Mas em 2026, isso não acontece mais. Seja pela condição física do camisa 10, seja pela intensidade do jogo coletivo dos adversários.

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Por tanto, para encaixar Neymar, ou Ancelotti muda seu modelo de jogo, criando um time mais cadenciado e que jogue no 4-3-3 ou 4-2-3-1; ou tenta encaixá-lo nesse 4-2-4 atual, com um centroavante de mobilidade que faça as coberturas dos espaços deixados por Ney. Abrir mão de um camisa 9 pelo craque do time. Pela ausência na formação desse time, e pela sua condição física, Neymar é um dilema para Ancelotti. Melhor ter um dilema que não ter nada, não acham? Por isso, sou a favor de tê-lo no grupo da Copa.

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