Suspenso, Petros diz que árbitro admitiu erro e reclama de desrespeito
Volante do São Paulo diz que recebeu amarelo por reclamação de Jucilei com o árbitro. Ele acusa um dos auxiliares de desrespeitá-lo após a partida contra o Botafogo

Petros recebeu o terceiro cartão amarelo durante o empate sem gols com o Botafogo e não poderá defender o São Paulo no domingo que vem, contra o Coritiba, no Couto Pereira. De acordo com o volante, o árbitro Wilton Pereira Sampaio admitiu que errou ao lhe advertir neste domingo, mas um de seus auxiliares fez um comentário desrespeitoso.
- O árbitro foi perfeito no jogo, foi um lance casual em que ele me deu o cartão. Ele atrapalhou a jogada e o Jucilei falou: "Professor, sai da frente". Ele deu cartão a mim. Ele acabou de assumir que errou, pediu desculpas, disse que acontece, que ele também fica nervoso, que é um ser humano. E aí o bandeirinha, o do cabelinho lisinho (Bruno Raphael Pires), não vai ter coragem de falar o que falou para mim. Vamos ver se ele vai ter coragem - disse o camisa 6 do São Paulo.
Petros não quis dizer o que ouviu do auxiliar, mas deu a entender que o comentário teve relação com o empurrão que deu no árbitro Raphael Claus quando defendia o Corinthians, em 2014. Na ocasião, o volante foi suspenso por 180 dias pelo STJD, pena que posteriormente caiu para três jogos.
- Todo mundo tem direito de errar. Eu errei em 2014, paguei por isso e assumi. Ele não tem direito, não tem hombridade e não é mais homem do que ninguém para falar o que falou comigo. Em primeiro lugar, quero respeito. Ele não gostaria que eu falasse assim com ele. E segundo que é covardia, fala e sai correndo. Se fosse o Petros, seria "ah, é sempre o Petros", mas sou uma pessoa totalmente diferente. Cometi um erro em 2014 e paguei por isso, ele não tem direito de falar assim. Quando a gente falta com respeito com os árbitros, a gente tem que pagar. Que pena que vocês não puderam gravar e que pena que ele não tem a hombridade de assumir.
Enquanto Petros atendia a imprensa, na saída dos vestiários, todo o quadro de arbitragem passava, e pararam para observar o que ele estava falando. Quem realmente paralisou para olhar o volante foi exatamente o bandeira Bruno Raphael Pires. Na súmula, o cartão ao jogador é atribuído a "reclamação insistente", e nada é relatado sobre as acusações de Petros, que terminou a partida como capitão e disse que externou sua indignação ao árbitro Wilton Pereira Sampaio e ao delegado do jogo, Carlos Roberto Fernandes Silva.

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