WNBA firma acordo histórico com jogadoras e muda modelo salarial da liga
O contrato também prevê medidas voltadas ao planejamento familiar e à licença maternidade

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A WNBA e o sindicato das jogadoras, WNBPA, chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo de trabalho após mais de um ano de negociações. O entendimento foi fechado na madrugada desta quarta-feira (18), em Nova York, ao fim de uma maratona de reuniões que ultrapassou 20 horas distribuídas ao longo de dois dias.
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O texto ainda precisa ser formalizado e aprovado pelas partes, mas já é tratado como um marco histórico. A ala Breanna Stewart classificou o acordo como "transformador", enquanto representantes da liga e das atletas celebraram o desfecho em um hotel na cidade.
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Aumento expressivo no teto salarial
O principal avanço está na mudança do modelo econômico da competição. Pela primeira vez, os salários das jogadoras serão vinculados à receita da WNBA, o que deve elevar significativamente os ganhos e aproximar a estrutura da liga aos padrões de outras grandes competições esportivas.
Presidente do sindicato, Nneka Ogwumike afirmou que a remuneração média das atletas deve superar US$ 500 mil (cerca 2,6 milhões de reais). As projeções também indicam aumento expressivo no teto salarial, que pode chegar a US$ 6,2 milhões (aproximadamente 31,7 milhões de reais), além de uma valorização inédita dos salários máximos individuais, com cifras acima de US$ 1 milhão (cerca 5,2 milhões de reais) já no início da vigência do novo acordo.
Os números contrastam com o cenário anterior, em que o teto salarial girava em torno de US$ 1,5 milhão (por volta de 7,2 milhões de reais) e os vencimentos individuais não ultrapassavam US$ 250 mil (cerca de 1,3 milhão de reais).
— Este é um momento histórico para o esporte feminino — afirmou Ogwumike.
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Licença maternidade e planejamento familiar
Além das questões financeiras, o novo acordo amplia benefícios fora das quadras, com medidas voltadas ao planejamento familiar e à licença parental, pautas tratadas como prioridade pelas jogadoras ao longo das negociações.
As discussões também incluíram temas sensíveis, como divisão de receitas e transparência financeira. As atletas pressionaram por maior participação no faturamento da liga e acesso mais amplo às informações contábeis das equipes, em busca de maior equilíbrio na relação com a WNBA.
O acordo encerra um período de tensão entre liga e jogadoras, que chegou a gerar ameaças de impacto no calendário da temporada. Apesar disso, a comissária Cathy Engelbert garantiu que não haverá alterações: a abertura está mantida para 8 de maio.

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