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Etiene Medeiros concilia maternidade e sonho olímpico

Nadadora brasileira volta às piscinas depois de três anos com foco no ciclo olímpico

PorJoanna ColaçoRio de Janeiro (RJ)
28/05/2026 08:00
Atualizado em 28/05/2026 12:50

Supervisionado porThiago Fernandes,
Etiene Medeiros no campeonato mundial (Foto> Divulgação)
Etiene Medeiros no campeonato mundial (Foto: Divulgação)

Foram três anos afastada das piscinas. A maternidade e a cirurgia no joelho cobraram essa pausa de Etiene Medeiros. Mas ela estáde volta. E com um objetivo claro: disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Mais que isso. Primeira brasileira campeã mundial da natação, ela quer buscar a única coisa que ainda falta em sua coleção.

— Ser medalhista olímpica. É isso. O que me move é desafio, ganhar medalha, vibrar, construir algo legal para mim, para minha família e para o meu filho.

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O processo de retorno, porém, exigiu uma reconstrução completa. Etiene precisou se preparar tanto física quanto emocionalmente.

— Tudo é diferente agora. A minha recuperação é diferente, a minha mente, a minha forma de agir, de pensar. É a Etiene mãe-atleta — afirmou.

Mesmo tendo voltado aos treinamentos a poucos meses, a pernambucana conseguiu bons resultados no Troféu Maria Lenk. De cara, foi campeão dos 50m costas, com o tempo de 28s43. Mesmo ainda em fase de reconstrução, ela destacou a felicidade de voltar a competir ao lado de atletas mais jovens e conseguir se manter em alto nível.

— Depois de três anos, estar voltando perto delas, batendo na frente, é muito gratificante. Eu só tive 20 semanas treinando em performance. Ainda estou reconstruindo muita coisa.

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Rotina com filho virou principal desafio

Etiene Medeiros com o filho. (Foto: Divulgação/ Acervo pessoal)
Etiene Medeiros com o filho. (Foto: Divulgação/ Acervo pessoal)

Segundo Etiene, o maior obstáculo nesta nova fase não está apenas dentro da água. A adaptação da rotina com a maternidade se tornou o ponto mais delicado do retorno ao esporte.

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— Hoje, eu tenho minha rotina ao lado do meu filho. O mais desafiador foi quando ele ficou doente. Eu, literalmente, não tive rotina. Em alguns momentos, abri mão de treinar — contou.

A nadadora explicou que o apoio da família, do marido, dos médicos e da comissão técnica tem sido fundamental para manter o projeto olímpico vivo.

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— Tem momentos em que você duvida. Mas as pessoas ao redor olhando e dizendo 'você consegue' fortalecem muito.

Apesar da ambição olímpica, Etiene deixou claro que não pretende carregar pressão excessiva nesta reta até 2028. Para ela, o retorno às competições precisa acontecer de forma gradual.

— Eu escolhi não ter pressão até 2028 e vou seguir assim. Hoje é um privilégio estar de volta. Independentemente do que aconteça, eu vou ser feliz. Quero desfrutar desses anos.

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