Qual foi o "Grupo da Morte" em cada edição da Copa do Mundo
Veja quais foram os grupos mais difíceis de cada Copa desde 1970.

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O termo "grupo da morte" é usado no futebol para descrever um grupo de Copa do Mundo que reúne várias seleções fortes, tornando a disputa pela classificação especialmente difícil. Em geral, esse tipo de grupo inclui campeões mundiais, potências tradicionais ou seleções que chegam ao torneio em grande fase. O Lance! responde qual foi o "Grupo da Morte" em cada edição da Copa do Mundo.
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A expressão surgiu no futebol internacional durante a Copa do Mundo de 1970, no México. Jornalistas mexicanos passaram a usar o termo "grupo de la muerte" para descrever o Grupo 3 daquele Mundial, que reunia Brasil, Inglaterra, Tchecoslováquia e Romênia.
A partir dos anos seguintes, a expressão se popularizou entre jornalistas esportivos e passou a ser aplicada em praticamente todas as Copas para identificar o grupo considerado mais difícil da competição.
Nem sempre há consenso absoluto sobre qual foi o grupo mais forte de cada edição, já que algumas Copas tiveram mais de uma chave com nível elevado. Ainda assim, é possível identificar quais grupos foram mais frequentemente apontados pela imprensa especializada como o "grupo da morte" de cada Mundial.
Qual foi o "Grupo da Morte" em cada edição da Copa do Mundo
Copa de 1970 – México
Grupo 3: Brasil, Inglaterra, Tchecoslováquia e Romênia.
Esse grupo ficou conhecido como o primeiro "grupo da morte" da história das Copas. Reunia o Brasil, que seria campeão daquele Mundial, a Inglaterra campeã de 1966 e uma forte seleção da Tchecoslováquia.
Mundial de 1974 – Alemanha Ocidental
Segunda fase – Grupo A: Holanda, Brasil, Argentina e Alemanha Oriental.
O quadrangular da segunda fase reuniu algumas das seleções mais fortes do torneio, incluindo Brasil e Holanda, protagonistas daquele Mundial.
Copa de 1978 – Argentina
Grupo 1: Argentina, Itália, França e Hungria.
Considerado o grupo mais difícil da primeira fase, reunia três seleções tradicionais do futebol europeu e a anfitriã Argentina.
Mundial de 1982 – Espanha
Segunda fase – Grupo C: Brasil, Itália e Argentina.
Esse grupo é frequentemente citado como um dos mais fortes da história das Copas. Reunia a campeã vigente Argentina, a futura campeã Itália e a seleção brasileira de Telê Santana.
Copa de 1986 – México
Grupo E: Alemanha Ocidental, Dinamarca, Uruguai e Escócia.
O técnico uruguaio Omar Borrás chegou a chamar essa chave de "grupo da morte", expressão que se popularizou ainda mais naquele Mundial.
Mundial de 1990 – Itália
Grupo F: Holanda, Inglaterra, Irlanda e Egito.
Três seleções europeias tradicionais disputaram as vagas do grupo, que ficou conhecido pelo equilíbrio entre as equipes.
Copa de 1994 – Estados Unidos
Grupo E: México, Itália, Irlanda e Noruega.
Esse grupo entrou para a história por um fato curioso: todas as quatro seleções terminaram com quatro pontos, algo único na história das Copas.
Mundial de 1998 – França
Grupo G: Romênia, Inglaterra, Colômbia e Tunísia.
Romênia e Inglaterra eram seleções fortes na época, enquanto a Colômbia chegava com grande expectativa após boas campanhas anteriores.
Copa de 2002 – Coreia do Sul e Japão
Grupo F: Argentina, Inglaterra, Nigéria e Suécia.
Amplamente considerado o grupo da morte daquela Copa, reunia quatro seleções competitivas. A Argentina, uma das favoritas ao título, acabou eliminada ainda na fase de grupos.
Mundial de 2006 – Alemanha
Grupo C: Argentina, Holanda, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro.
Duas potências tradicionais do futebol mundial dividiram a chave com a forte geração da Costa do Marfim.
Copa de 2010 – África do Sul
Grupo G: Brasil, Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte.
Brasil e Portugal estavam entre as seleções mais fortes do torneio, enquanto a Costa do Marfim tinha uma geração talentosa liderada por Didier Drogba.
Mundial de 2014 – Brasil
Grupo D: Uruguai, Itália, Inglaterra e Costa Rica.
Esse grupo entrou para a história por reunir três campeões mundiais. A surpresa foi a classificação da Costa Rica como líder da chave.
Copa de 2018 – Rússia
Grupo D: Argentina, Croácia, Islândia e Nigéria.
A presença de Argentina e Croácia, além de duas seleções competitivas, fez com que esse grupo fosse considerado o mais difícil da edição.
Mundial de 2022 – Catar
Grupo E: Espanha, Alemanha, Japão e Costa Rica.
A chave reuniu dois campeões mundiais e uma seleção japonesa em crescimento. O grupo ficou marcado pela eliminação da Alemanha ainda na fase inicial do torneio.
O conceito de grupo da morte segue sendo uma das curiosidades mais discutidas antes de cada Copa do Mundo, já que o sorteio da fase de grupos costuma criar combinações que podem reunir algumas das seleções mais fortes do planeta logo na primeira etapa da competição.
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