Nike admite erro em confecção de camisas das seleções para a Copa; veja imagens
Empresa norte-americana estuda melhor alternativa para corrigir problema

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A Seleção Brasileira estreou seus novos uniformes para a Copa do Mundo nos amistosos contra França e Croácia, jogados nos Estados Unidos. Para além do resultado em campo, muitos olhares estavam atentos aos novos designs lançados pela Nike, patrocinadora não só do Brasil, mas também das equipes francesa e croata. Por outro lado, um detalhe mínimo foi notado por espectadores ao redor do mundo e que pode causa um prejuízo bilionário para a marca esportiva.
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Um erro na costura das camisas de quase todas as seleções criou um design de "ombro pontudo" nos uniformes produzidos pela Nike, gerando críticas e debates sobre a qualidade das camisas lançadas pela empresa para as seleções na Copa. Através de fotos dos jogadores durante os amistosos da Data Fifa, não só do Brasil, mas de todo os países patrocinados pela marca, constatou que há um defeito na modelagem das peças.
Esse feito pontudo aparece quando os atletas vestem os uniformes e se movimentam ao longo da partida, criando uma deformação no tecido e que gerou comparações nas redes sociais como se os atletas estivessem usando "ombreiras". Segundo o jornal britânico The Guardian, os próprios jogadores notaram e reclamaram da condição das camisas. No total, 12 das 48 seleções são patrocinadas pela Nike.
Ao veículo europeu, a empresa emitiu um comunicado em que admite que há, de fato, um erro de confecção e ressalta que, apesar de não impactar anatomicamente o desempenho dos jogadores, não condiz com o plano estético da Nike.
-Observamos um pequeno problema com nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível ao redor da costura do ombro. O desempenho dos atletas não é afetado, mas a estética geral não está no nível que deveria estar - escreveu a Nike ao The Guardian.
Um dos principais problemas de ordem econômica gerado pelo erro é que a Nike já produziu, distribuiu e vendeu milhões de uniformes das seleções ao redor do mundo desde o seu lançamento na Data Fifa de março. Ainda não foi definida a estratégia da empresa norte-americana do que será feito com as peças comercializadas. O The Guardian destaca a possibilidade de um recall para trocar ou devolver o dinheiro dos consumidores insatisfeitos ou a manutenção do erro, mesmo após o reconhecimento dele. Ainda não se sabe também se isso será corrigido para a entrega dos kits às seleções para jogar a Copa do Mundo.

Sucesso de vendas no Brasil
Apesar do erro notado após o seu lançamento, o impacto da chegada das camisas da Nike foi muito positivo no Brasil. Antes de circularem as notícias e os debates sobre o defeito no ombro, a empresa anunciou em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que a amarelinha bateu o recorde de vendas dentro todos os uniformes do Brasil para Copas do Mundo.
Segundo dados divulgados após o lançamento, em poucos dias, a Nike já havia comercializado 30% a mais em comparação ao uniforme do Mundial de 2014, realizado no Brasil, que, segundo a entidade, detinha o primeiro lugar de modelos mais vendidos. No país, a empresa é representada pela Fisia, que distribui o material no país.
Além da camisa amarela, a camisa azul também ganhou notoriedade pela inovação. A Nike escolheu trocar a tradicional marca "virgulada" para estampar a Jordan, marca que pertence ao grupo e que tem como inspiração e um dos donos o ex-jogador de basquete Michael Jordan. É a primeira vez que uma seleção nacional recebe o "jumpman" em um uniforme.
Prejuízo global e polêmicas no Brasil
Apesar do sucesso de vendas, a chegada das camisas em solo brasileiro não foram isentas de problemas. A Nike precisou lidar com muitas críticas do público que estão relacionadas ao processo criativo e de divulgação das camisas, além de reprovação de parte dos consumidores por uma "marca de basquete" patrocinando a Seleção Brasileira.
Mas a camisa amarela foi, de fato, o maior problema para q Nike. A escolha do termo "Brasa" como apelido para a Seleção gerou insatisfação nas redes sociais, a ponto da CBF solicitar a troca da palavra que estava presente no meião do uniforme do Brasil para a Copa do Mundo. O motivo é que "Brasa" nunca foi usado como referência para a Seleção e que a Nike teria se equivocado na hora do lançamento da campanha.

A empresa tem vivido um momento conturbado no mercado. Em paralelo ao sucesso de vendas no Brasil, que traz um retorno comercial importante, a Nike tem gastado esforços com pequenas gestões de crise, como os casos do Brasil e agora do erro de costura, e enfrenta um cenário de queda nas ações da empresa de forma global.
No começo de abril, a Nike registrou uma queda de 1,5% em suas ações no mercado, que corresponde ao primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número foi divulgado no relatório que compila o desempenho fiscal da empresa. Ao somar todas as quedas registradas desde outubro de 2024, quando Elliott Hill assumiu o cargo de CEO, o percentual chega a 35%.
Outro dado que preocupa é a projeção de queda nas vendas da Nike, de 2% a 4% no quarto trimestre fiscal, acima do 1,9% que havia sido previsto pelo mercado. A receita direta do consumidor diminui 4% e o motivo apontado e diminuição da força das lojas próprias físicas e digitais da gigante esportiva.
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