Flamengo faz história e se consolida entre os clubes mais ricos do mundo pelo segundo ano seguido
Rubro-negro se supera e integra grupo seleto do futebol global

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O Flamengo voltou a escrever um capítulo histórico fora das quatro linhas. Pelo segundo ano consecutivo, o clube carioca aparece entre os 30 times com maior faturamento do futebol mundial na temporada 2024/25, de acordo com o relatório da Deloitte Football Money League, que analisa as receitas dos clubes temporada por temporada a partir de três pilares: matchday (bilheteria), direitos de transmissão e receitas comerciais.
Com 202,7 milhões de euros (cerca R$ 1,26 bilhões) arrecadados, o Rubro-Negro ocupa a 29ª colocação do ranking global, repetindo o feito alcançado na edição anterior. Na temporada 2023/24, o Flamengo havia figurado na 30ª posição, com 198,2 milhões de euros, o que evidencia não apenas a manutenção no seleto grupo, mas também uma evolução da receitas.
O desempenho ganha ainda mais relevância por se tratar de um clube fora do eixo europeu. Segundo projeções da própria Deloitte na análise de 2023/24, o Flamengo já seria um dos clubes não-europeus com maior crescimento de receita nas próximas edições do relatório, impulsionado principalmente pela participação no Mundial de Clubes de 2025.

Um mercado global em expansão
O relatório aponta que a temporada 2024/25 estabeleceu novos recordes históricos. Pela primeira vez, os 20 clubes mais ricos do mundo ultrapassaram juntos a marca de 12 bilhões de euros em receitas, alcançando € 12,4 bilhões (aproximadamente R$ 77,4 bilhões), um crescimento de 11% em relação ao ciclo anterior.
O Real Madrid manteve a liderança absoluta e voltou a quebrar recordes ao se tornar, pelo segundo ano consecutivo, o único clube do mundo a ultrapassar 1 bilhão de euros em faturamento, chegando próximo a 1,2 bilhão. Somente em receitas comerciais, o clube espanhol arrecadou 594 milhões de euros ((cerca de R$ 3,7 bilhões), valor que, isoladamente, já o colocaria entre os dez maiores do ranking.

Ranking completo (1° ao 30°)
- Real Madrid – 1,161 bilhão de euros
- Barcelona – 974,8 milhões de euros
- Bayern de Munique – 860,6 milhões de euros
- Paris Saint-Germain – 837 milhões de euros
- Liverpool – 836,1 milhões de euros
- Manchester City – 829,3 milhões de euros
- Arsenal – 821,7 milhões de euros
- Manchester United – 793,1 milhões de euros
- Tottenham – 672,6 milhões de euros
- Chelsea – 584,1 milhões de euros
- Inter de Milão – 537,5 milhões de euros
- Borussia Dortmund – 531,3 milhões de euros
- Atlético de Madrid – 454,5 milhões de euros
- Aston Villa – 450,2 milhões de euros
- Milan – 410,4 milhões de euros
- Juventus – 401,7 milhões de euros
- Newcastle – 398,4 milhões de euros
- Stuttgart – 296,3 milhões de euros
- Benfica – 283,4 milhões de euros
- West Ham – 276 milhões de euros
- Eintracht Frankfurt – 269,9 milhões de euros
- Brighton – 238,7 milhões de euros
- Everton – 234 milhões de euros
- Crystal Palace – 232,5 milhões de euros
- Bournemouth – 218,5 milhões de euros
- Roma – 216,3 milhões de euros
- Wolverhampton – 206,3 milhões de euros
- Brentford – 206 milhões de euros
- Flamengo – 202,7 milhões de euros
- Olympique de Marselha – 188,7 milhões de euros
De maneira geral, as três principais fontes de receita — bilheteria (2,4 bilhões), transmissão (4,7 bilhões de euros) e comercial (5,3 bilhões de euros) — atingiram seus maiores patamares históricos. As receitas comerciais, inclusive, superaram pela primeira vez a marca de 5 bilhões de euros, consolidando-se como o principal motor financeiro do futebol de elite.
A Deloitte destaca uma mudança clara no modelo de negócios dos clubes: maior exploração das marcas, dos estádios fora dos dias de jogo e de experiências de entretenimento diversificadas, como hotéis, restaurantes, lojas e eventos. Esse movimento reduz a dependência exclusiva dos resultados em campo e amplia as oportunidades de geração de receita.
Onde o Flamengo se encaixa nesse cenário
Mesmo distante dos valores bilionários das potências europeias, o Flamengo se destaca por superar clubes tradicionais da Europa, incluindo equipes da Ligue 1, Serie A e Premier League.
Além disso, o desempenho financeiro dialoga diretamente com o momento vivido no Brasil. Em 2025, o Flamengo atingiu o maior faturamento da história do futebol brasileiro, com R$ 2,1 bilhões em receita, superando com folga a previsão orçamentária inicial de R$ 1,6 bilhão.
Grande parte desse crescimento veio das vendas de jogadores, que renderam R$ 545 milhões, muito acima do previsto. Transferências como as de Wesley (Roma), Gerson (Zenit) e Carlos Alcaraz (Everton) lideraram a lista. As conquistas do Brasileirão e da Libertadores também impulsionaram receitas com premiações.
O clube ainda encerrou o ano com caixa livre positivo de R$ 218 milhões e alcançou um recorde de 118 mil sócios-torcedores, crescimento de 64% no período. O programa gerou R$ 88,1 milhões, reforçando a consolidação da marca Flamengo no cenário global.
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