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Brasil é a seleção mais buscada nas redes e reforça potência como marca

País supera França e Argentina e lidera menções positivas, apesar de jejum em Copas

Time do Brasil antes de enfrentar a Croácia (Foto: Agência Enquadrar/Folhapress)
imagem cameraSeleção Brasileira é a mais buscada entre todas da Copa do Mundo. (Foto: ANDRE DURAO/Agencia Enquadrar/Folhapress)

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Apesar de não ser uma unanimidade entre as seleções favoritas para conquistar a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira é a equipe mais falada ao redor do mundo entre todas as participantes do Mundial e prova, mais uma vez, a força da "marca Brasil" dentro do mercado do futebol. O ranking, produzido pela Content CO, reuniu uma amostra de mais de 20 milhões de publicações em redes sociais para constatar o impacto que o país tem quando se fala do esporte mais popular do planeta.

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O projeto realizado pela agência, que tem sede no Brasil e nos Estados Unidos, busca gerar insights para outras marcas que planejam suas estratégias de conteúdo em um "ano-chave", como acontece em toda Copa do Mundo. A pesquisa mostra que, mesmo sem vencer o Mundial há 24 anos, a Seleção Brasileira se mantém no topo da relevância, superando as duas últimas campeãs, Argentina e França.

O levantamento da Content Co mostra que o Brasil lidera com 12,9% do interesse mundial, enquanto a França é o segundo país com 7,5%. O Japão é o terceiro da lista, com 6,9%, e desbanca a atual campeã Argentina, quarta seleção da pesquisa, com 6,5%.

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Outros três países que aparecem com destaque no ranking são Turquia, Gana e México. São três seleções de pouco destaque no desempenho esportivo, mas com populações grandes e que têm o futebol como esporte mais consumido. Os turcos aparecem com 5,7% das menções, os ganeses com 5,2% e a seleção mexicana, que neste ano ganha relevância por sediar o Mundial, aparece na 7ª colocação com 4,9%.

O Brasil também lidera a lista quando o recorte são as "menções positivas", com 22,7%, o que mostra uma boa relação do público com a seleção mesmo diante do jejum de 24 anos em Copas do Mundo. A seleção de Portugal é a segunda colocada, com 17%, seguida das campeãs mundiais Inglaterra (13,3%) e Espanha (12,6%). O top cinco fica completo com a Holanda, com 11,4%. O restante da lista é composto por países de maior tradição do futebol, ao contrário do outro contexto. Argentina, França e Alemanha aparecem no top dez.

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Pesquisa da Content Co mostra protagonismo da Seleção Brasileira entre todas que vão jogar a Copa.
Pesquisa da Content Co mostra protagonismo da Seleção Brasileira entre todas que vão jogar a Copa. (Foto: Divulgação/Content Co)

Leonardo Stamillo, CEO e fundador da Content Co, explica que utilizou a plataforma de análise Brandwatch para para mapear, coletar e segmentar os dados do levantamento em todas as línguas do mundo, o que permitiu, segundo o executivo, compreender quais são os pontos relevantes que o mercado publicitário pode trabalhar em cima da Copa.

— Nós temos uma metodologia proprietária que usa dados para construir conteúdos diretamente relacionados às necessidades dos usuários. Monitoramos de forma permanente o comportamento das conversas nas redes sociais para gerar insights que aprimoram o alcance e o engajamento dos nossos clientes — explicou.

Vice-campeão em engajamento

O Brasil é destaque constante em pesquisas que apontam a frequência de uso das redes sociais. No levantamento da Content Co, a tendência é mantida. O país está na segunda posição entre aqueles que mais publicam sobre a Copa do Mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos na produção de conteúdo. Vale reforçar que os EUA são uma das sedes do Mundial, o que provoca maior circulação do tema entre a população. Para esse recorte, são levados em consideração posts feitos no território de cada país.

Ainda há um detalhe curioso no levantamento, em que o idioma português é o terceiro mais usado nas publicações dentro do próprio Estados Unidos, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Nesse contexto, as publicações em português carregam um tom mais positivo ao falar da Copa em comparação aos que são feitos em inglês. São quatro vezes mais posts de apoio ao Mundial na língua falada no Brasil em comparação aos EUA, mesmo que os dados sejam referentes à população que mora em território norte-americano.

— Os dados sobre o Brasil mostram a importância de escutar antes de sair falando. Se as marcas fossem levar em consideração apenas os resultados esportivos, talvez não entendessem a força da seleção brasileira. Apesar não vencer uma Copa desde 2002, o Brasil ganha de goleada quando o assunto é popularidade. Isso tem a ver com os valores que o futebol brasileiro representa: o jogo alegre, ofensivo, bonito, são praticamente irresistíveis para o público do mundo todo — afirmou o CEO da Content Co.

Pesquisa da Content Co mostra força do mercado brasileiro no futebol mundial
Pesquisa da Content Co mostra força do mercado brasileiro no futebol mundial. (Foto: Divulgação/Content Co)

Além dos Estados Unidos (14,2%) e do Brasil (9,1%), o top cinco de territórios que mais publicam sobre a Copa do Mundo são Reino Unido, com 6,3%, México, com 6,2%, e Nigéria, com 5,8%.

Clubes brasileiros mantêm protagonismo

Por mais que a Seleção Brasileira seja o tema central das publicações, os times do Brasil seguem como protagonistas no interesse dos torcedores e impactam diretamente na forma como a seleção é mencionada nas redes sociais. Segundo a Content Co, todos os grandes clubes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul aparecem em posts que envolvem Copa do Mundo e, juntos, superam as menções à própria Seleção.

Segundo a agência, isso é reflexo da forma como os torcedores brasileiros se referem à Seleção e o que atrai a atenção da maioria deles. As publicações geralmente estão associadas aos times pelos quais eles torcem e aos jogadores que representam essas equipes, o que gera comportamentos como torcer pelo desempenho individual desses atletas e até acompanhar ao vivo jogos de países que tenham representantes de suas equipes.

Dos 55 nomes divulgados pela imprensa da pré-lista de Carlo Ancelotti, 20 deles atuam em clubes da Série A do Brasileirão. O fato aumenta o engajamento dos torcedores com o Brasil quando nomes dos seus elencos podem entrar na disputa do Mundial. Vale ressaltar que essa lista não é confirmada pela comissão técnica da seleção.

Público feminino mais confiante no hexa

Dos mais de 20 milhões de posts analisados pela Content Co, a participação feminina representa um quarto de todas as conversas sobre a Copa do Mundo. No Brasil, a pesquisa aponta para 27% de representação das mulheres, o que coloca o país como o segundo do mundo com mais menções ao Mundial nesta categoria. Mais uma vez, os EUA lideram o ranking, com 28,6%.

Outros países que integram a lista são México (23,6%), França (23,5%), Reino Unido (22,9%), Argentina (22,7%), Espanha (22,5%), Turquia (16,9%), Nigéria (16,1%) e Colômbia (12,9%).

A participação do público feminino também destaca a diferença na abordagem do tema em comparação ao que os homens publicam. Enquanto a parcela masculina faz menções relacionadas ao campo e bola, como classificação, resultados dos jogos e tática, as mulheres, em maioria, falam de forma mais ampla sobre o evento Copa do Mundo e analisam tudo de forma mais qualitativa.

A chance do Brasil conquistar o hexa também ganha força entre o público feminino, que se mostra mais confiante no título da Seleção Brasileira do que o recorte masculino.

Pesquisa da Content Co mostra força feminina no universo da Copa do Mundo 2026. (Foto: Divulgação/Content Co)
Pesquisa da Content Co mostra força feminina no universo da Copa do Mundo 2026. (Foto: Divulgação/Content Co)

Mundial além do futebol

Temas externos à Copa do Mundo também são impactados pelo hype gerado pela competição. O mesmo público que fala sobre o torneio também participa ativamente de outras conversas. No Brasil, os três tópicos que mais são publicados em paralelo aos posts do Mundial são música, games e televisão, incluindo filmes, novelas e streaming.

A pesquisa explica que a competição de seleções não é um tema isolado e não é tratada por um público singular. O que acontece é uma adição de mais um debate em um cenário em que a população discute corriqueiramente outros assuntos e, neste momento, inclui a Copa na sua lista.

Por outro lado, outros debates são "riscos em potencial" que competem com o Mundial entre os temas mais debatidos. A tensão geopolítica que envolve os Estados Unidos, país-sede, interfere no tipo de popularidade da sua seleção de futebol. Uma a cada quatro citações do time de futebol dos EUA é negativa, o que torna a equipe com maior índice de rejeição entre os 48 participantes. Os motivos são, na maioria, a guerra no Oriente Médio e possíveis crises políticas no país. O presidente Donald Trump tem o nome mais mencionado do que craques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, o que mostra a força do assunto neste ano de Copa.

— Estratégia de conteúdo não é apenas sobre o que dizer, é também sobre o que evitar. Uma marca
que entra sem conhecer o terreno pode se ver associada a narrativas que não escolheu e das quais
dificilmente vai conseguir se dissociar — explica Stamillo.

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