Nigéria e halterofilismo: uma parceria banhada a ouro
País repete desempenho de Londres em número de vitórias e já projeta performance ainda mais espetacular para Tóquio, quando pretende alcançar dez medalhas douradas

A Nigéria é o país do halterofilismo paralímpico. A alcunha foi ratificada durante o desempenho dos africanos durante os Jogos do Rio. Afinal de contas, o país conquistou nesta quarta-feira, último dia de competições da modalidade, mais um ouro com Josephine Orji, na categoria acima de 86kg. A atleta, de 37 anos e que disputava sua primeira competição paralímpica, era o retrato do sentimento de dever cumprido.
- Estou muito, muito feliz. Agora só penso em comer, celebrar e saborear esta conquista em minha carreira - afirmou esbanjando simpatia.
Os números não mentem. A Nigéria se estabeleceu como a nação a ser batida com um total de nove medalhas conquistadas. Foram seis de ouro, duas de prata e uma de bronze. O desempenho igualou Londres no número de vitórias, mas ficou abaixo na quantidade (foram 12). Foi justamente há quatro, inclusive, a mudança de patamar dentro dos Jogos, que na oportunidade era dominado por Egito e principalmente a China. Antes existia a tradição, mas não a predominância no resultado final (veja mais abaixo).
- Nós treinamos muito duro. Muito trabalho e pouco descanso. Durante os quatro anos que separam uma Paralimpíada da outra competimos em todos os torneios possíveis e que são referência. O segredo está na força do nosso povo, que vê na adversidade apenas um ingrediente a mais para seguir em frente e superar desafios - declarou Mike Ajiboye, um dos técnicos da equipe nigeriana, que destacou ainda que os resultados foram o principal condutor para elevar ainda mais a excelência do esporte no país:
- Resultados como esse são encarados como inspiração. Pessoas na mesma situação olham um semelhante conquistando uma medalha, superando limites, e começa a iniciar no esporte. A força do nosso povo está historicamente ligado. Uma coisa puxa a outra - afirmou.
As mulheres tem papel fundamental nesta arrancada. São elas que impulsionam a Nigéria para o topo do halterofilismo paralímpico. No Rio, foram quatro medalhas femininas contra duas masculinas. Em Londres elas foram responsáveis por cinco conquistas.
O halterofilismo paralímpico é o esporte tão importante para Nigéria até mesmo no dado histórico. Desde a estreia em Barcelona 1992, foram 58 meldalhas, sendo que 39 vieram apenas desta modalidade. O sucesso alavancado desde Londres resulta em frutos também na classificação final. No momento, o país africano é o décimo colocado. Para Tóquio, em 2020, o pensamento é ousado.
- Já estamos pensando em Tóquio e nosso objetivo é sempre quebrar barreiras. Sempre foi assim. Pode anotar: daqui a quatro anos vamos faturar dez medalhas de ouro no halterofilismo - profetizou Mike Ajiboye.
O curioso é que o levantamento de peso não repete o mesmo sucesso. O raro momento de êxito aconteceu em Sydney, com a medalha de prata conquistada por uma mulher: Ruth Ogbeifo na categoria até 75kg. Como se vê, o casamento entre halterofilismo paralímpico e Nigéria é fadado ao sucesso.
A EVOLUÇÃO DA NIGÉRIA
RIO 2016 - Seis ouros, duas pratas, um bronze
LONDRES 2012 - Seis ouros, cinco pratas e um bronze
PEQUIM 2008 - Dois ouros, três pratas e um bronze
ATHENAS 2004 - Um ouro, três pratas e três bronzes

Mais Esportes
Veja os lances dos brasileiros na final do esqui cross-country nas Paralimpíadas
Há 5 meses
Jogos Paralímpicos
André Barbieri sofre queda em treino e está fora do snowboard nas Paralimpíadas de Inverno
Há 5 meses
Lance! Biz
CPB lança e-commerce em comemoração de aniversário
Há 6 meses
Mais Esportes
Lauter no Lance!: a sonhada conquista da vaga Olímpica, seus critérios e desafios
Há 6 meses
Mais Esportes
Férias de janeiro: celebre o legado dos Jogos de 2016 no Rio Museu Olímpico
Há 6 meses
Mais Esportes
Gabrielzinho e Carol Santiago são os grandes vencedores do Prêmio Brasil Paralímpico
Há 8 mesesMais LANCE!

Comitê Paralímpico une forças para melhorar a inclusão em São Paulo

Indústria usa os Jogos Paralímpicos como laboratório para aprimorar próteses

COB terá a primeira Casa Brasil para Jogos Olímpicos de Inverno

Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno anunciam novo patrocinador

Fotógrafo cego que marcou as Paralimpíadas terá exposição em São Paulo

Entenda o impacto da lesão de Gabriel Magalhães ao Arsenal

Atitude de Raphinha com De Paul após Atlético e Barça chama atenção na web

TCL anuncia parceria mundial inédita para patrocinar os Jogos Olímpicos

Expo Brasil Paralímpico: confira a programação da primeira edição

Novo solteiro? Yuri Alberto apaga fotos com namorada do Instagram

Comitê prepara a primeira edição do Expo Brasil Paralímpico

Série B, Paralimpíadas, US Open… Saiba onde assistir aos eventos esportivos de sexta-feira

Paralímpiada: astro do vôlei sentado tem 2,46m e é um dos homens mais altos do mundo



