Sem Ednaldo, CBF pode ter 8º presidente diferente em apenas 13 anos; entenda
Desde a queda de Ricardo Teixeira, em 2012, nenhum cumpriu os 4 anos de mandato

O afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF por decisão judicial deu início a um novo processo eleitoral na entidade, e caso ele se confirme a confederação irá definir o oitavo presidente diferente em 13 anos. O número é o dobro do que seria o máximo aceitável para o período, considerando que os mandatos na entidade têm duração de quatro anos.
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Ednaldo ainda tenta evitar a realização do novo pleito. Na noite de quinta-feira (15), horas após ser apeado do cargo por decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o dirigente entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para voltar à CBF. O pedido está sob análise do ministro Gilmar Mendes.
Mas, caso ele não tenha sucesso na empreitada, a CBF irá para o oitavo presidente desde 2012, sem contar dois interventores nomeados pelo TJRJ nos últimos 18 meses.
A turbulência política na entidade começou em 2012, quando Ricardo Teixeira renunciou ao cargo. Ele, que ocupava o posto desde 1989, tinha sido eleito pela sexta vez para presidir a CBF até 2015. Alvo de duas CPIs, desgastado com a organização do Brasil para sediar a Copa de 2014 e recebendo acusações de toda ordem, Teixeira acabou abrindo mão do cargo. Assim, o vice mais idoso da época, José Maria Marín, assumiu como presidente até o fim do mandato, em 2015.
Naquele mesmo ano, Marco Polo Del Nero tomou posse como presidente eleito. Parecia que se iniciaria aí uma nova dinastia à frente da CBF, mas o cartola durou pouco tempo: um dos investigados no Fifagate — maior escândalo de corrupção da história do futebol mundial —, ele acabou suspenso pela Fifa meses depois.
Antes disso acontecer, Del Nero se licenciou e nomeou um dos vices, Marcus Vicente, da federação capixaba, como presidente. Depois, articulou para eleger o presidente da federação do Pará, o coronel Antônio Carlos Nunes, como um dos vices. Dirigente mais idoso da chapa, Nunes assumiria como presidente até o fim do mandato previsto para Del Nero, em 2019.
Naquele ano, Rogério Caboclo tomou posse como presidente após ser eleito pela Assembleia Geral da CBF em 2018. Tornava-se, assim, o quinto mandatário a assumir o cargo depois de Ricardo Teixeira, ou o sexto em seis anos.
Ednaldo assumiu a CBF após afastamento de presidente
Caboclo tinha mandato previsto para durar até 2023, mas ficou à frente da CBF por pouco mais de dois anos: em 2021, acusado por suposto assédio moral e sexual, ele foi afastado provisoriamente por decisão do Comitê de Ética da entidade, e posteriormente em definitivo. Caboclo sempre negou com veemência as acusações.
Um dos oito vice-presidentes eleitos para aquela gestão, Ednaldo Rodrigues foi escolhido pelos outros sete para assumir a CBF até que novas eleições fossem convocadas. O pleito acabaria acontecendo em março de 2022, quando Ednaldo foi eleito para um mandato que se encerraria em março do próximo ano.
É justamente aquela eleição que é questionada na Justiça. Em dezembro de 2023, o TJRJ tirou Ednaldo do cargo pela primeira vez e nomeou o então presidente do STJD, José Perdiz, como interventor. Rodrigues retornou ao cargo menos de um mês depois, mas agora foi afastado novamente. Desta vez, Fernando Sarney foi o interventor escolhido pelo Tribunal de Justiça para comandar a CBF por até 30 dias e convocar novas eleições. Assim, se nada mudar, a partir de junho a Confederação Brasileira de Futebol poderá ter o oitavo presidente em 13 anos.

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