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Pitaco do Guffo: os números da Copa do Brasil

A épica vitória do Corinthians trouxe uma certeza: Dorival Júnior sabe jogar essa competição

PorGustavo Fogaça
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
22/12/2025 17:41

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Corinthians levanta a taça de campeão da Copa do Brasil no Maracanã (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)
Corinthians levanta a taça de campeão da Copa do Brasil no Maracanã (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

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A épica vitória do Corinthians no Maracanã contra o Vasco da Gama no domingo (21) trouxe alegria para a imensa massa corintiana e uma certeza: Dorival Júnior sabe jogar essa competição. Com sua quarta conquista, ele empatou com Felipão como treinador com mais títulos, e ainda pode ultrapassar o gaúcho, que está aposentado. Partindo das finais e voltando à primeira fase, vamos decifrar o que falam os números da Copa do Brasil.

Lembrando que foram 92 times na competição, sendo que 80 se enfrentaram em partida única em duas fases, sobrando 20 classificados. A esses, outros 12 se juntaram para a terceira fase, os 32-avos-de-final. E daí adiante até as finais entre Vasco e Corinthians. A última edição com final dupla, aliás. Sentiremos falta!

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Menos gols que o esperado

Claro que uma competição eliminatória, onde você pode jogar toda sua sorte em uma partida, os times tendem a se expor menos. E, por isso, a média de gols da CBR este ano foi baixa: 0,8 gol por partida. Ao pegar a métrica dos gols esperados (expected goals), a média é de 1,1 xG por partida. Ou seja, na média, os times marcaram menos gols que o esperado.

Claro que houve uma boa criação de chances, com uma média de 4,1 chances criadas por jogo, sendo a média de 10 finalizações por partida e 3,8 finalizações certas. Isso mostra que os times tiveram mais chances de marcar do que finalizações certas, e aponta para uma certa falta de qualidade técnica dos atletas na hora H. Claro, estamos aqui falando de médias, elas são generalistas.

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Ousadia no campo adversário

Uma coisa que surpreende ao analisar os números da Copa do Brasil é a taxa de acerto de dribles no último terço: média de 49%. Ou seja, pouco menos da metade dos dribles tentados deu certo. Parece pouco, mas frente à média mundial, é um número interessante. Se associarmos isso à media de PPDA das equipes, que foi 5,5, mostra um cenário de pressão defensiva médio intensa e de atacantes tentando driblar perto do gol (o PPDA mede a intensidade da pressão defensiva, e quanto menor o valor, mais intenso

Everaldo Fluminense Grêmio
Everaldo, do Fluminense, comemora gol (Foto: Marcelo Gonçalves / FFC)

Detalhe que o Remo, que jogou duas partidas, foi o time com melhor aproveitamento da pressão defensiva, com 80% na média. O segundo foi o Palmeiras, com 69%. O Internacional teve a melhor média de gols esperados, com 2,9xG por jogo. E o Fluminense, a melhor média de gols marcados, com 2,2 por partida. Infelizmente, bons números apenas não trazem título. E nenhum deles chegou à final. Nome do esporte? Futebol.

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DADOS UTILIZADOS: SportsBase, maior fornecedor de dados esportivos

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Gustavo Fogaça escreve sua coluna no Lance! nas noites de segunda e quinta-feira. Leia outras publicações do colunista nos links abaixo:

➡️O que está acontecendo com o Real Madrid?
➡️Minha seleção do Brasileirão
➡️Grupo do Brasil na Copa é excelente

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