Xabi Alonso não é mais treinador do Real Madrid
Espanhol deixa o clube após 34 jogos

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O Real Madrid anunciou, nesta segunda-feira (12), a demissão do treinador Xabi Alonso, após o vice campeonato da Supercopa da Espanha. O espanhol, que chegou ao clube em junho deste ano, teve passagem marcada por desconexão com o vestiário, principalmente os brasileiros Vini Jr e Endrick. Para o lugar, os Merengues promoveram Álvaro Arbeloa, que estava no Castilla.
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Comunicado do Real Madrid
"O Real Madrid CF anuncia que, em comum acordo entre o clube e Xabi Alonso, foi decidido encerrar seu ciclo como treinador da equipe principal. Xabi Alonso sempre terá o carinho e a admiração de todos os torcedores do Real Madrid, pois ele é uma lenda do clube e sempre representou os valores do Real Madrid. O Real Madrid sempre será a sua casa. O nosso clube agradece a Xabi Alonso e a toda a sua equipa técnica pelo trabalho e dedicação durante este período e deseja-lhes muita sorte nesta nova etapa das suas vidas."
Saída de Alonso
A saída do treinador surpreende por acontecer após uma passar por uma turbulência maior na temporada, principalmente após a sequência negativa em LaLiga e Champions League, em que fez oito jogos e somou apenas duas vitórias. No histórico geral, Xabi Alonso deixa o Real Madrid 24 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Motivos da saída
O retrospecto de Xabi mascara um colapso recente. Até 1º de novembro, o time era impecável, com 17 vitórias em 20 jogos e liderança isolada de LaLiga. No entanto, nos últimos 72 dias, o rendimento despencou para apenas 50% de aproveitamento. Derrotas para Liverpool, Manchester City e, por fim, a perda do título da Supercopa da Espanha para o Barcelona, foram fatais para a continuidade do projeto.
O treinador deixa o Real Madrid na segunda colocação de LaLiga, quatro pontos atrás do Barcelona, na sétima colocação da Champions League, semifinalista no Mundial de Clubes e vice-campeão da Supercopa da Espanha.
Segundo o jornal espanhol "As", havia uma convicção interna de que Xabi Alonso não conseguiu conectar sua filosofia ao vestiário. Além disso, o departamento médico e a cúpula do clube expressaram sérias dúvidas sobre o preparo físico do elenco, notando que o time "não rendia" mesmo quando os jogadores se esforçavam ao máximo.
A "estranheza" tática também pesou. Decisões controversas, como substituir Vini Jr constantemente, escalá-lo na direita ou improvisar Valverde na lateral, criaram um clima de desconfiança. O treinador, que encantou o mundo com o futebol voraz no Bayer Leverkusen, parecia ter perdido sua essência em Madri, tornando-se "negociável" demais em suas convicções.

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