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Sem Raphinha, Lamine Yamal tenta carregar o Barcelona, mas sucumbe à noite histórica do Atleti

Em noite de Yamal e sem Raphinha, Barça perde em casa para o Atlético de Madrid após 20 anos

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porMarcelo Velloso,
Dia 08/04/2026
20:05
Lamine Yamal agachado no campo após a derrota para o Atlético de Madrid no jogo de ida das quartas de final da Champions League (Foto: Lluis Gene / AFP)
imagem cameraLamine Yamal agachado no campo após a derrota para o Atlético de Madrid no jogo de ida das quartas de final da Champions League (Foto: Lluis Gene / AFP)

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O Barcelona sofreu um duro golpe em suas pretensões europeias nesta quarta-feira (8). Ao perder para o Atlético de Madrid no jogo de ida das quartas de final da Champions League, o time catalão não apenas se colocou em desvantagem na eliminatória, como viu um tabu de duas décadas ser pulverizado dentro de seus domínios.

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Lamine Yamal na partida entre Barcelona e Atlético de Madrid em jogo válido pelas quartas de final da Champions League (Foto: Lluis Gene / AFP)
Lamine Yamal na partida entre Barcelona e Atlético de Madrid em jogo válido pelas quartas de final da Champions League (Foto: Lluis Gene / AFP)

Este foi o quinto confronto entre as equipes apenas em 2026, consolidando uma rivalidade que pegou fogo nesta temporada. O retrospecto recente ainda favorece os blaugranas, com três vitórias do Barcelona contra duas do Atlético, mas a vitória colchonera desta tarde teve o peso de uma competição continental e o sabor da quebra de escritas históricas.

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A ausência de Raphinha foi o fator determinante para o desequilíbrio emocional e tático do Barça. Sem o brasileiro, capitão e motor de intensidade, o time perdeu sua principal voz de liderança e a capacidade de pressão alta. Coube a Lamine Yamal a missão hercúlea de carregar o ataque nas costas.

A atuação do jovem espanhol foi nada menos que brilhante: mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Cubarsí, o Barcelona não se acovardou e manteve uma postura ofensiva, muito graças à personalidade de Yamal. O garoto partiu para cima da defesa madrilenha, criou oportunidades e mostrou que o Barça, mesmo ferido, tem identidade. O time foi superior em volume e coragem, mas parou na trave e nas mãos de Musso.

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Pau Cubarsí recebe cartão vermelho no final do primeiro tempo do jogo de ida das quartas de final da Champions League entre Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Lluis Gene / AFP)
Pau Cubarsí recebe cartão vermelho no final do primeiro tempo do jogo de ida das quartas de final da Champions League entre Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Lluis Gene / AFP)

A última vez que o torcedor colchonero havia comemorado uma vitória dentro do Camp Nou foi em 2006, na era de Fernando Torres. De lá para cá, o Atlético até chegou a vencer como visitante enquanto o Barça jogava no Estádio de Montjuïc, enquanto o Camp Nou estava em reforma.

Além do tabu do clube, a noite marcou a queda de uma barreira pessoal para Diego Simeone. Desde que assumiu o comando do Atleti, em dezembro de 2011, o treinador argentino nunca havia vencido no Camp Nou. Em 44 confrontos contra o gigante da Catalunha, o histórico era amplamente desfavorável com apenas 7 vitórias, 12 empates e 25 derotas. A vitória desta quarta, após o triunfo catalão no último sábado (4), equilibra as contas e coloca "El Cholo" vivo na briga por uma vaga na semifinal.

Agora, o Barcelona de Yamal precisará de uma noite épica em Madrid para provar que a superioridade mostrada no ano pode ser traduzida em uma virada histórica na Champions League.

O atacante argentino do Atlético de Madrid, número 19, Julian Alvarez (E), comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA entre FC Barcelona e Club Atlético de Madrid, no Estádio Camp Nou, em Barcelona, ​​em 8 de abril de 2026. (Foto de Lluis GENE / AFP)
O atacante argentino do Atlético de Madrid, número 19, Julian Alvarez (E), comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA entre FC Barcelona e Club Atlético de Madrid, no Estádio Camp Nou, em Barcelona, ​​em 8 de abril de 2026. (Foto de Lluis GENE / AFP)

Como foi a partida entre Barcelona e Atlético de Madrid?

O primeiro tempo seguiu o roteiro esperado: o Barcelona pressionava incansavelmente, explorando as costas do lateral Nahuel Molina com a velocidade de Marcus Rashford. Logo no primeiro minuto, aproveitando essa fragilidade no setor direito do Atleti, o atacante inglês finalizou com perigo, exigindo a primeira grande defesa de Juan Musso. Pouco depois, Rashford e Cancelo tramaram nova jogada que obrigou o goleiro colchonero a trabalhar outra vez.

O time catalão chegou a balançar as redes após um belo passe de Pedri para Lamine Yamal, que serviu Rashford para o gol; no entanto, o lance foi anulado por impedimento do jovem espanhol. Aos 31 minutos, o Atlético sofreu um golpe defensivo: Hancko se lesionou e precisou ser substituído por Marc Pubill.

Contudo, o cenário mudou drasticamente aos 42 minutos. Após falta em Giuliano Simeone, o zagueiro Cubarsí foi expulso após revisão do VAR. Para piorar a situação dos blaugranas, Julián Álvarez cobrou a falta com maestria e abriu o placar no clássico espanhol válido pela Champions League.

O segundo tempo começou do mesmo jeito que o primeiro. O Barcelona, apesar de estar com um jogador a menos, estava no comando do jogo. Aos 52 minutos, após bela jogada Lamine Yamal sofreu uma falta quase no mesmo lugar do gol cochonero, e mais uma vez Rashford, dessa vez na cobrança de falta levou perigo ao gol do Atlético de Madrid e Jean Musso fez uma bela defesa e contou com a ajuda do travessão para impedir o empate do Barcelona. O time da capital esperava o momento certo para atacar e aos 70 minutos após o cruzamento de Ruggeri, o atacante norueguês Sorloth ampliou o placar para o Atlético de Madrid.

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