Kaick, ex-Grêmio, detalha adaptação ao futebol norte-americano: 'Bem difícil'
Jogador é um dos destaques do FC Dallas, da MLS, e conversou com exclusividade ao Lance!

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Alternativa ao futebol europeu, a MLS tem crescido no que se diz a quantidade de jogadores brasileiros na principal liga dos Estados Unidos. Entre tantos atletas vindo do Brasil, Kaick, ex-Grêmio, chegou ao país recentemente e vem, aos poucos, trilhando seu caminho na competição. O meio-campista deu entrevista exclusiva ao Lance! e falou sobre os desafios de embarcar em um novo país, mesmo tão novo.
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Em conversa, o jogador afirmou que deixar o Brasil foi um grande desafio, já que tudo é diferente: clima, cenário e cultura. Por conta disso, o início foi difícil, mas Kaick contou com a ajuda de outros brasileiros do elenco e do clube.
– Quando eu cheguei aqui, tudo era muito diferente: o clima, o cenário, o jeito das pessoas e, principalmente, a língua. Eu não falava inglês, então foi bem difícil no começo me comunicar com os companheiros e com as pessoas do dia a dia. O que me ajudou bastante foi ter outros brasileiros no elenco.
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– Jogadores como Ramiro, Álvaro e outros que já estavam aqui me acolheram muito bem. Eles abriram as portas pra mim, me deram apoio desde o início, me deixaram à vontade no clube, e isso foi fundamental Também teve o Sandro, que foi um cara muito importante nesse processo. Quando a gente sai do Brasil para o exterior, com outra cultura e outra língua, a adaptação é complicada. Ter pessoas que ajudam dentro do clube – elenco, comissão, funcionários – fez toda a diferença pra mim – completou Kaick.
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Na conversa com o Lance!, Kaick também detalhou as principais diferenças entre Brasil e Estados Unidos, culturalmente e, sobretudo, no futebol. Para o meio-campista, o que mais se destaca na MLS é o dinamismo e a intensidade. Segundo o ex-Grêmio, o futebol americano é marcado pela correria, enquanto o brasileiro é mais cadenciado.
– A principal diferença é o estilo de jogo. Aqui o futebol é muito dinâmico, muito intenso, é correria de um lado para o outro o tempo todo. Já no Brasil, o jogo é mais cadenciado, com mais toque de bola, mais foco na habilidade. No Brasil eu não tive tanta experiência em jogos profissionais, mas pelo que eu vivi e pelo que eu vejo, essa é a grande diferença. Aqui o ritmo é mais forte, mais intenso, e isso muda bastante a forma de jogar – disse o jogador.

Culturalmente, o principal ponto apontado por Kaick foi o poder de compra, os costumes, o jeito das pessoas e, principalmente, a comida. A alimentação foi o maior choque para o brasileiro: acostumado ao arroz e feijão, o jogador estranhou combinações como ovo com abacate.
– Culturalmente é tudo muito diferente. A comida, os costumes, o jeito das pessoas. Aqui o poder de compra é muito maior do que no Brasil. É um país excepcional, um lugar que eu nunca tinha visto igual. Eu moro no Texas, e a cultura aqui é bem diferente, mais aquele estilo "faroeste", pessoal armado, essas coisas. A alimentação foi um choque no começo. Eu já estava acostumado com a comida do Brasil, e aqui eles comem ovo com abacate, colocam sal… isso não é pra mim (risos). No começo foi difícil, mas hoje já me adaptei bem e me sinto bem morando aqui. As vezes o arroz e feijão faz falta (risos) – afirmou Kaick.
Projeto social Kaick Silva
Aos 20 anos, uma das características de destaque de Kaick é a maturidade, que vai além das quatro linhas. Mesmo jovem, o jogador inaugurou um projeto social voltado a crianças e jovens de Belford Roxo, cidade onde foi criado, oferecendo oportunidades por meio do esporte com apoio direto do atleta.
Na entrevista, Kaick explicou que a iniciativa surgiu a partir das próprias vivências. O jogador revelou que passou fome durante a infância e, diante desse trauma, decidiu criar o Projeto Kaick Silva para ajudar crianças em situação de vulnerabilidade.
– Eu me emociono falando desse projeto. Passei por muitas dificuldades na minha vida, já passei fome. Eu sei exatamente o que aquelas crianças vivem. Hoje, poder proporcionar uma bola boa, uma chuteira boa e alimento para elas é algo excepcional pra mim. Quando eu era pequeno, muitas vezes não tinha nada para comer em casa. Mas no sábado, no projeto, tinha um pão, presunto, queijo e um achocolatado, e aquilo matava minha fome. Hoje, poder oferecer isso para as crianças é tudo pra mim – disse o jogador
– O objetivo do projeto não é formar apenas jogadores, mas cidadãos do bem. A gente ensina que o melhor caminho é ser honesto, trabalhador e seguir o caminho certo. Para quem vem da favela, a caminhada é muito mais difícil, e poder ajudar essas crianças é algo que não tem preço. Sou muito grato a Deus por essa oportunidade – finalizou Kaick.
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