Entenda a evasão de astros estrangeiros do México em menos de um ano
Atualmente, 1/3 dos estrangeiros estão há um ano ou menos na Liga MX

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Nos últimos anos, o México vem contando com uma grande evasão de astros no futebol, como Sergio Ramos e James Rodríguez mais recentemente. Atualmente, a Liga MX conta com 1/3 dos estrangeiros há menos de um ano no país, o que demonstra uma alta rotatividade.
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Dentre os nomes mais renomados na Liga MX, Ángel Correa, ex-Atlético de Madrid, e Allan Saint-Maximin, ex-Newcastle, foram contratados pelo Tigre e América-MEX, respectivamente, no segundo semestre de 2025. Enquanto o argentino tem contrato até 2030, o francês possui vínculo até 2027.
No início de 2025, o centroavante John Kennedy foi emprestado pelo Fluminense ao Pachuca. No entanto, o atleta retornou ao Tricolor seis meses depois devido a falta de oportunidades após uma mudança no comando técnico do time.
Segundo o portal "Mediotiempo", 179 estrangeiros chegaram na Liga MX entre os campeonatos Apertura 2022 e Clausura 2025, mas 95 desses jogadores deixaram o México com um ano ou menos no país. Isso evidencia uma evasão de 53% dos atletas não-mexicanos.
Os grandes jogadores são atraídos pelo México porque os clubes da Liga MX conseguem pagar altos salários. Segundo a imprensa local, Sergio Ramos recebia cerca de US$ 4 milhões por temporada (R$ 21,7 milhões na cotação atual).

Motivo da saída de estrangeiros do México
Em entrevista ao Lance!, o jornalista mexicano Mario Cabrera, da "GQ Sports", explicou os motivos das saídas repentinas de diversos jogadores da Liga MX. A instabilidade dos planejamentos esportivos é um dos fatores que mais pesam na decisão dos atletas.
- Vários jogadores concordam que a liga é exigente e competitiva, mas a pressão por resultados no curto prazo e as constantes mudanças de treinadores e do elenco podem afetar o desenvolvimento futebolístico.
Na sequência, Cabrera comentou sobre os casos de Sergio Ramos e James Rodríguez, que deixaram a Liga MX no fim de 2025. O jornalista também explicou que o Campeonato Mexicano serve também como trampolim para jogadores mais jovens.
- É uma soma de fatores. Nos casos de Sergio Ramos ou James Rodríguez, influenciam decisões esportivas, físicas e pessoais. Além disso, deve-se entender que a Liga MX, em muitos casos, funciona como um ponto intermediário: uma liga atrativa para relançar carreiras, recuperar ritmo ou voltar a se colocar no radar internacional. Para alguns jogadores, o México acaba sendo um trampolim para ligas (ainda) mais bem remuneradas, como a MLS, ou contextos mais competitivos na Europa. Quando se combinam expectativas altas, projetos esportivos pouco claros e oportunidades externas mais alinhadas com as expectativas dos jogadores, a saída é uma consequência lógica.
Na opinião de Cabrera, o México deveria investir menos em medalhões e mais em projetos consistentes. Caso contrário, o jornalista vê a Liga MX sendo apenas uma espécie de liga tampão.
- Enquanto privilegiar o impacto midiático no lugar de um planejamento esportivo, a rotatividade dos estrangeiros seguirá alta. A solução passa por maior coerência institucional: eleger perfis que encaixem com a liga, definir funções, sustentar projetos além dos primeiros tropeços. Do contrário, a Liga MX seguirá sendo vista por alguns como um destino atrativo no curto prazo, mas difícil de sustentar no longo prazo.
Brasileiro revela desejo de fazer carreira na Liga MX
Na contramão de muitos estrangeiros, o meia Rômulo, do Tigres, revelou o desejo de fazer carreira na Liga MX. Em entrevista realizada ao Lance! em novembro, o brasileiro - que completará um ano na equipe mexicana no dia 26 de janeiro - demonstrou desejo de ficar por mais tempo.
- Gostaria de consolidar minha carreira no exterior, especialmente no Tigres. Minha meta é entrar na história do clube e ficar muito tempo aqui. Gostei muito da cidade e da torcida, que é fantástica e muito apaixonada. Não descarto voltar ao Brasil, mas meu foco agora é evoluir e contribuir o máximo possível para o Tigres. Depois disso, posso pensar em outras possibilidades, mas hoje meu foco é aqui.
Apesar dos projetos de curto prazo e das saídas de estrangeiros, o México segue sendo a principal força da América do Norte e Central. O país conquistou 19 das últimas 20 Copa dos Campeões da Concacaf, que é o equivalente a Champions League da região.

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