Chelsea vence com tranquilidade, promove Estêvão e Andrey Santos e reacende debate interno
Goleada sobre o Hull City leva os Blues à próxima fase da Copa da Inglaterra

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O Chelsea venceu o Hull City por 4 a 0 nesta sexta-feira (13), no MKM Stadium, em partida válida pela quarta rodada da Copa da Inglaterra. A competição, segunda mais importante do país, abriu espaço para observar Estêvão como titular na ponta direita, além da presença de Andrey Santos na dupla de volantes do onze inicial e de outras rotações promovidas no amplo elenco dos Blues.
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Um dos principais testes foi a oportunidade concedida a Pedro Neto como meia-atacante, aposta que não poderia ter sido mais eficaz. Revelado nas categorias de base pelo técnico Abel Ferreira no Braga, em 2017, o camisa 17 deixou sua posição habitual nas pontas, sobretudo pela direita, para atuar centralizado desde o início e decidiu a favor do Chelsea com três bolas na rede.
Marcou aos 40 minutos do primeiro tempo com finalização de canhota de fora da área, anotou um gol olímpico aos 6' da etapa final — lance que passou por todos, inclusive por baixo das pernas do goleiro Dillon Phillips — e completou o hat-trick aos 26', desta vez com a perna direita, na vitória por 3 a 0 sobre o adversário da segunda divisão.
Outra oportunidade contemplou Liam Delap, reserva imediato de João Pedro como referência no ataque. O centroavante teve uma primeira etapa de erros pontuais, mas, após o intervalo, aproveitou a chance como titular.
Destacou-se pelo trabalho de pivô ao longo da partida e contribuiu de forma decisiva na construção das jogadas: distribuiu três assistências e evidenciou capacidade para disputar posição com o brasileiro. O inglês pode oferecer uma característica mais específica em confrontos que exijam maior força física, presença aérea e uso constante do jogo de costas para a defesa.
Olho neles, Ancelotti! 🟢🟡
Estêvão atuou por 77 minutos e deu lugar à estreia do jovem Jesse Derry, em desempenho regular na sua posição de origem. O brasileiro marcou aos 14' do segundo tempo, após parede de Delap, com finalização praticamente sem goleiro, mas acabou ofuscado pela atuação de Pedro Neto no meio-campo, beneficiado pela ausência do principal nome do setor, Cole Palmer.

Resta saber se o português passará a ser mais utilizado na função, o que pode consolidar o brasileiro pelo lado direito, ou se o próprio Estêvão receberá oportunidade como camisa 10, posição que ocupava nas categorias de base do Palmeiras.
O técnico Liam Rosenior tem demonstrado disposição para diversificar as posições ofensivas de seus jogadores, mas, até o momento, o brasileiro foi escalado pelo lado direito do ataque em todas as oportunidades sob seu comando. O comandante, inclusive, viveu uma noite especial ao visitar o Hull City, clube pelo qual atuou como jogador e para o qual sua avó torcia.
Individualmente, os números também sustentam a boa atuação do camisa 41, que registrou 91% de acerto nos passes, com 25 certos em 32 tentativas. No campo adversário, onde assumiu maior risco na progressão, completou 15 de 18 passes, enquanto no próprio campo manteve 100% de aproveitamento, com 17 de 17. Nos dribles, acertou quatro das seis investidas.
Quem também apresentou índices consistentes foi Andrey Santos, conhecido de Rosenior desde os tempos de Strasbourg e potencializado desde a chegada do treinador aos Blues: o camisa 17 somou 112 passes certos em 124 tentativas, com 90% de precisão (49 de 58) no campo de defesa e 84% (63 de 66) no campo ofensivo. A única alteração no setor, aliás, ocorreu com a saída de Moisés Caicedo para a entrada de Enzo Fernández, enquanto o brasileiro permaneceu em campo durante os 90 minutos.
Classificação e dilemas 🔵
A partida cumpriu o roteiro esperado: o Chelsea utilizou o numeroso elenco para promover testes, venceu com facilidade e deixou questionamentos sobre a hierarquia estabelecida pelo técnico. Após o confronto, ficou evidente que Pedro Neto segue à frente de Estêvão, seja na ponta ou no meio-campo na ausência de Palmer, embora o brasileiro possa se beneficiar desse cenário para avançar na disputa interna contra os demais concorrentes.
Cabe lembrar que Jamie Bynoe-Gittens, outra opção para o setor, está lesionado. Andrey Santos, por sua vez, busca maior protagonismo ao disputar espaço contra uma das duplas de volantes mais valorizadas do futebol europeu e, nesta partida, apresentou desempenho consistente na briga por minutos.
Enfim, são dilemas naturais em um plantel como o do Chelsea, que, mesmo diante de diversas lesões ao longo da temporada, mantém competitividade em todas as frentes. A tendência é que esse cenário persista, sustentado por jovens com contratos longos e margem de evolução.
Nesse ambiente intenso e marcado por juventude e precocidade, os brasileiros apresentam desempenho satisfatório em 2025/26. João Pedro, talvez o mais regular do trio na temporada, cedeu espaço nesta partida, mas soma 13 gols e cinco assistências em 35 atuações. Ao lado de Estêvão e Andrey Santos, figura no radar de Carlo Ancelotti e desponta como candidato a integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
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