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James Rodríguez: é craque ou só mídia? Confira a análise do Lance!

Colombiano assinou com o Minnesota United, da MLS

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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 13/02/2026
10:00
James Rodríguez comemora vitória da Colômbia na Copa América de 2024 (Foto: Chandan Khanna / AFP)
imagem cameraJames Rodríguez comemora vitória da Colômbia na Copa América de 2024 (Foto: Chandan Khanna / AFP)

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O futebol em 2026 vive uma era de intensidade extrema, onde o vigor físico muitas vezes atropela o talento cadenciado. Nesse cenário, James Rodríguez surge como o oposto da nova tendência do esporte. Recém-contratado pelo Minnesota United, após uma jornada que incluiu uma passagem polêmica pelo São Paulo e um ressurgimento meteórico na última Copa América, o colombiano de 34 anos continua sendo um dos personagens mais debatidos do esporte.

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Canhoto, clássico e dono de uma visão de jogo que parece ignorar a velocidade do tempo, James é o tipo de jogador que evoca nostalgia e ceticismo na mesma proporção. A grande questão que persegue o camisa 10 desde que deixou o topo da Europa é se o seu futebol ainda justifica o tamanho da sua marca global.

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O despertar de um prodígio sul-americano

A trajetória de James Rodríguez começou longe dos holofotes europeus, mas com um brilho que rapidamente cruzou o oceano. Revelado pelo Envigado, ele logo se transferiu para o Banfield, da Argentina, onde se tornou o estrangeiro mais jovem a conquistar um título nacional no país.

Aquele jovem franzino de passe refinado não demorou a atrair a atenção do Porto, clube conhecido por lapidar talentos sul-americanos. Em Portugal, James confirmou as expectativas, empilhando títulos e assistências, o que o levou ao ambicioso projeto do Monaco. No principado francês, ele provou que não era apenas uma promessa, mas um jogador capaz de ditar o ritmo de uma equipe em uma liga de elite, preparando o terreno para o que seria o verão definitivo de sua vida.

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Porto x Paris Saint-Germain - Gol do James Rodriguez (Foto: Miguel Riopa/AFP)
James Rodriguez comemora gol pelo Porto (Foto: Miguel Riopa/AFP)

O mundo aos pés do novo Galáctico

É impossível dissociar a imagem de James Rodríguez da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. Foi ali que o meia atingiu o status de superastro global. O gol de voleio contra o Uruguai, no Maracanã, que lhe rendeu o Prêmio Puskás, foi a assinatura de um craque que terminaria aquele torneio como artilheiro e principal revelação.

O impacto foi tamanho que o Real Madrid não hesitou em desembolsar cerca de 80 milhões de euros para transformá-lo em seu novo "Galáctico". Em sua primeira temporada na Espanha, sob a batuta de Carlo Ancelotti, James entregou 17 gols e 18 assistências.

Apresentação de James Rodriguez no Real Madrid (Foto: Pierre-Philippe Marcou/ AFP)
Apresentação de James Rodriguez no Real Madrid (Foto: Pierre-Philippe Marcou/ AFP)

O desafio da constância e a vida de nômade

No entanto, o que parecia ser o início de uma dinastia no Real Madrid acabou se tornando o começo de uma trajetória marcada pela instabilidade. Com a mudança de comandos técnicos e a exigência de um futebol cada vez mais físico e defensivamente comprometido, James começou a perder espaço.

O que se viu nos anos seguintes foi uma peregrinação por diversos clubes e países. Passou pelo Bayern de Munique, onde teve bons momentos, mas não o suficiente para permanecer em definitivo, e pelo Everton, onde reencontrou Ancelotti, mas sofreu com lesões recorrentes.

As passagens pelo Al-Rayyan e Olympiacos foram vistas por muitos como um declínio precoce. Recentemente, o seu retorno à América do Sul para defender o São Paulo foi marcado por lampejos de talento que não conseguiram se converter em titularidade absoluta, gerando debates sobre seu real comprometimento com o dia a dia dos clubes. Após o pelo Tricolor Paulista, James Rodríguez assinou com o Rayo Vallecano e o León, mas também não se firmou

São Paulo x Talleres - James Rodríguez Carpini
James Rodríguez em ação pelo São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Onde o rei não perde a majestade

Se nos clubes a carreira de James parece ter sofrido com a falta de continuidade, na Seleção Colombiana ele sempre encontrou o seu porto seguro. Com a camisa amarela, o meia parece se transformar, recuperando a intensidade e a liderança que muitas vezes lhe foram cobradas na Europa.

O exemplo mais recente e impactante foi a Copa América de 2024, onde James foi eleito o melhor jogador da competição, conduzindo a Colômbia à final com um desempenho que lembrou seus melhores dias de 2014.

Esse contraste reforça a tese de que James é um jogador de sistema: quando o time é montado para potencializar sua criatividade e compensar sua baixa mobilidade defensiva, ele ainda é capaz de desequilibrar qualquer partida de alto nível.

James Rodriguez comemora o gol em Colômbia x Argentina, no Metropolitano Roberto Meléndez
James Rodriguez comemora o gol em Colômbia x Argentina, no Metropolitano Roberto Meléndez (Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP)

Mas afinal, James Rodríguez é craque ou é só mídia?

Aos 34 anos, James Rodríguez habita uma zona cinzenta do futebol. Para responder se ele é craque ou apenas um produto midiático, é preciso analisar o que se espera de um jogador de sua estirpe no futebol moderno.

Tecnicamente, não há como negar que James é um craque de raríssima habilidade. Sua batida na bola e sua percepção de espaço são qualidades que poucos jogadores na história recente do futebol possuíram. Ele transforma lances comuns em oportunidades claras de gol com um único toque.

Por outro lado, o peso de sua marca e a memória do que ele fez em 2014 muitas vezes criam uma expectativa que sua entrega física atual não consegue acompanhar em um calendário de 60 jogos por ano. Ele vive de uma "aura midiática" que o mantém no centro das atenções mesmo quando suas temporadas em clubes são discretas.

James Rodríguez em ação contra a Argentina pelas Eliminatórias (Foto: Luis Robayo/AFP)
James Rodríguez em ação contra a Argentina pelas Eliminatórias (Foto: Luis Robayo/AFP)

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