Análise: mais do que treinador, Chelsea precisa rever sua estrutura
Clube vem passando por muitas mudanças nos últimos anos

- Matéria
- Mais Notícias
O Chelsea-ING vem passando por várias mudanças nos últimos anos. O russo Roman Abramovich foi obrigado a vender o clube em 2022 e o estadunidense Todd Boehly liderou o consórcio responsável pela compra.
Relacionadas
A gestão da BlueCo já apostou em diversos treinadores, mas está mantendo uma constante: a escolha por jovens atletas na hora de contratar. Apesar de acertos ocasionais em bons nomes, a estratégia não vem sendo tão convincente.
Mudanças de técnicos
Quando a BlueCo assumiu o Chelsea, Thomas Tuchel era o treinador. Vencedor da Liga dos Campeões no clube, o alemão foi demitido no início da temporada 2022/23, em setembro. Graham Potter, que estava no Brighton, assumiu.
Em meio à chegada do inglês, os Blues iniciaram uma grande reformulação no elenco. Nomes importantes saíram e contratações como a de Enzo Fernández aconteceram. Potter foi demitido em abril de 2023 e o ídolo Frank Lampard assumiu como interino.

Para 2023/24, o Chelsea escolheu Mauricio Pochettino. Entre ideias pouco utilizadas, uma defesa irregular e um time jovem, o argentino ficou por uma temporada e amargou um vice-campeonato da Copa da Liga Inglesa.
Enzo Maresca assumiu para 2024/25 e foi o nome mais longevo na gestão. O italiano conquistou a Conference League e o Mundial de Clubes, mas a sequência negativa e os conflitos internos o derrubaram. O inglês Liam Rosenior, que estava no Strasbourg-FRA, assumiu.
➡️ Treinadores negros na elite do futebol europeu; por que tão poucos?
É importante destacar que Rosenior é promissor e, mesmo que não seja a solução, também não será o grande culpado. A maior necessidade no Chelsea hoje parte da gestão, tendo nomes como Todd Boehly, Paul Winstanley, Laurence Stewart, Joe Shields, Sam Jewell, Behdad Eghbali e Jose E. Feliciano.
Um elenco jovem
Sob liderança da Clearlake Capital, o consórcio BlueCo já gastou muito dinheiro desde que assumiu o Chelsea. A questão, no entanto, não precisa ser somente a respeito da saúde financeira - os Blues vendem muito e lucram com isso.
O que atrapalha o Chelsea é que, desde a temporada 2023/24, o clube vem contratando majoritariamente jovens. É fácil falar de acertos e erros depois que a bola rola, mas não é difícil prever que um time inexperiente vai ter suas dificuldades na Premier League.

Moisés Caicedo, Enzo Fernández e Cole Palmer são as melhores contratações de um elenco que, no fim das contas, não parece condizer com o que foi gasto - há lacunas em todos os setores do campo.
Robert Sánchez não é um goleiro de elite e o Chelsea não buscou um substituto para o zagueiro Levi Cowill, que vinha em alta e teve uma grave lesão. Ademais, Cucurella só passou a ter um reserva com Jorrel Hato.
O meio-campo dos Blues ganhou uma ótima alternativa com Andrey Santos, mas Palmer já ficou sem reserva após a saída de Buonanotte. O ataque também é um problema, visto que a ponta-esquerda tem dois jovens que oscilam muito: Garnacho e Gittens. Na direita, Estêvão foi um óbvio acerto.
Apesar do brilho no Mundial de Clubes, João Pedro não vem em grande temporada e tem dificuldades como armador ou na posição de 9. Liam Delap apresentou ainda menos e Marc Guiu, outro jovem, pouco atua.
➡️ Atuação de Estêvão em derrota do Chelsea agita europeus: 'Isso é insano'
Mudanças?
Considerando elenco atual, emprestados e afastados, o Chelsea tem muitos nomes sob contrato. Dinheiro e negócios fazem parte do futebol, mas a equipe inglesa definitivamente precisa entender o que quer. Trocar de técnico não é solução no longo prazo e não apaga os erros que diretores esportivos cometem.
Não há como esperar, de imediato, que um time jovem entregue a consistência necessária para brigar pelos grandes títulos. Promessas fazem parte do futuro, mas os rivais demonstram a importância de jogadores experientes. De olhar para o presente.

➡️ Saiba qual brasileiro pode se beneficiar com chegada de novo técnico do Chelsea
Caso a ideia da atual gestão do Chelsea seja somente lucrar com vendas de jogadores, o trabalho é ótimo. Por outro lado, se o objetivo for um verdadeiro e constante sucesso esportivo, ainda há muito o que melhorar.
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















