Sfera, SAF de São Paulo, aposta em formação humanizada e cresce no feminino
Sem time profissional, clube desafia o modelo tradicional e investe na formação do futebol feminino desde a base

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Fundado em 2021 e com operações iniciadas em 2023, o Sfera Futebol Clube vem se consolidando como referência em formação de atletas no Brasil, com uma metodologia humanizada que alia desenvolvimento esportivo e integral dos jovens.
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Atualmente, o clube conta com as categorias Sub-13, Sub-15 e Sub-17 no futebol feminino, que reúnem mais de 40 atletas registradas, com treinos realizados no Clube Atlético Ypiranga e no CT Santa Filomena.
O Lance! conversou com o CEO Gustavo Aranha e Larissa Li, diretora de Pessoas e Cultura, sobre as ações da SAF para a modalidade.
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Como o Sfera trabalha o futebol feminino
O clube já mostra resultados expressivos: em dezembro, a equipe foi campeã da Paulista Cup sub-15. Além do desempenho coletivo, o Sfera já celebrou sua primeira convocação para a Seleção Brasileira, com a volante Kemilly Souza, que participou de um período preparatório da seleção sub-15 em julho.
— A nossa grande inovação é não ter o time profissional como modelo de negócio e apostar tudo na formação — diz o CEO do Sfera.

O Sfera mantém um cuidado especial com suas atletas: oferece plano de saúde, acompanhamento pedagógico, suporte com assistente social e ajuda de custo, integrando formação esportiva e apoio fora de campo. Para 2026, a meta é ampliar o projeto feminino. O clube também obteve, em tempo recorde, o selo de clube formador da CBF.
— Existe uma ideia errada de que jogador de futebol não precisa ser inteligente, emocionalmente forte ou ter educação formal, basta chutar bem a bola. A gente discorda totalmente disso — completa Aranha.
Estruturado de forma moderna, o Sfera conta com uma Diretoria de Pessoas e Cultura que lidera ações de formação e acompanhamento educacional, promovendo reforço escolar, debates, ações sociais e parcerias estratégicas — como o acordo com o Johan Cruyff Institute, que possibilita capacitação e intercâmbio de conhecimento para atletas e colaboradores.
— Aqui a gente trabalha o 'um só Sfera'. É raro ver categorias comemorando juntas, mas aqui o sub-15 vibra pelo sub-17 e o sub-19 pula na piscina quando o outro time é campeão — conta Larissa Li, diretora de Pessoas e Cultura. Questionada sobre como quer vê o Sfera nos próximos anos, ela responde: "quero muito que a gente seja referência, principalmente pelos nossos valores", diz ela.
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