Presidente do Mixto fala sobre novo técnico, elenco e visão da SAF para o futebol feminino
Dirigente detalha estrutura oferecida pelo clube e a visão do Mixto para se consolidar no Brasileirão Feminino

Contemplado com uma vaga na Série A1 do Brasileirão Feminino após as desistências de Fortaleza e Real Brasília, o Mixto encara o desafio da elite nacional com um discurso claro: organização, responsabilidade e construção a médio prazo.
Adilson Galdino será o treinador do Mixto
O dirigente confirmou a contratação do experiente técnico Adilson Galdino. Ele comandará o Mixto em 2026 após passagens por São José, Iranduba e Real Brasília, com bagagem de ter sido campeão da Libertadores Feminina (2014), Campeonato Amazonense (2017), Campeonato Brasiliense (2021) e Campeonato Paulista (2014).
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Montagem do elenco
nicialmente estruturado para disputar a Série A2 em 2025, o planejamento do Mixto precisou ser ajustado com a confirmação da vaga na elite. A diretoria destaca o foco na permanência na elite nacional.
Com o elenco bem encaminhado, a estratégia agora passa por contratações pontuais, atletas com experiência. O clube encontrou abertura no mercado, especialmente junto a equipes tradicionais do futebol feminino brasileiro, e planeja mais seis ou sete peças até o fim da janela. Uma das confirmadas é a meia Sassá, ex-América-MG.
A expectativa é fechar o grupo principal até o início da próxima semana, para dar sequência à pré-temporada e iniciar o campeonato com o elenco definido.
Origem do Mixto
Fundado com a proposta de ser um clube verdadeiramente misto, o Mixto nasceu já com a ideia de integrar homens e mulheres dentro da mesma estrutura esportiva, conceito que acabou dando nome à instituição. Segundo Dorileo Leal, essa identidade sempre fez parte do DNA do clube e se reflete até hoje na forma como a SAF enxerga o futebol feminino: não como um projeto secundário ou pontual, mas como parte estrutural do clube.
Para o dirigente, o futebol feminino amplia o alcance do Mixto, fortalece a presença das mulheres nos estádios e cria um ambiente mais inclusivo, capaz de atrair novos públicos e consolidar o clube social e esportivamente.
Estrutura, financiamento e perspectivas
Um dos principais entraves apontados pela diretoria está na falta de estrutura de base no futebol feminino em Mato Grosso. Diferentemente de outros centros, o estado ainda carece de categorias formativas consolidadas, o que impacta diretamente o desenvolvimento a longo prazo.
Por outro lado, o Mixto conta com um reforço importante fora de campo. O clube é contemplado pelo programa "Mato Grosso Série A", iniciativa do governo estadual executada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Sece-MT) que garante patrocínio aos clubes que disputam competições nacionais. Na elite, o valor chega a aproximadamente R$ 3,5 milhões, com regras equivalentes às aplicadas no masculino.
O clube conta com alojamento, estádio próprio, CT e salários em dia - sempre no último dia do mês, conforme reforça o presidente. Atualmente, o elenco é 100% profissional, ou seja, não há jogadoras amadoras.

Estádios para Série A1
Para a disputa da Série A1 do Brasileirão Feminino, o Mixto indicou dois estádios como mandantes. Os jogos de maior apelo e visibilidade devem ser realizados na Arena Pantanal, em Cuiabá, que tem capacidade entre 43 mil e 44 mil espectadores e atende plenamente às exigências da elite nacional.
Já as demais partidas podem ter como palco o Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutra, com capacidade aproximada para 9 mil torcedores, opção considerada adequada para jogos de menor demanda e para aproximar o público do clube.
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Visão da SAF e futuro do futebol feminino
Para Dorileo Leal, o futebol feminino é parte estratégica do projeto da SAF do Mixto, não apenas esportivamente, mas também sob a ótica institucional e de mercado.
A diretoria acredita que a presença das mulheres nos clubes amplia o público, fortalece a identidade e cria novas possibilidades de engajamento. Embora o futebol feminino ainda não represente, para a maioria dos clubes, uma fonte consolidada de receita, o potencial de crescimento é considerado dentro do clube.
A visão do Mixto é de construção gradual, com investimento responsável e consolidação na elite. A chegada à Série A1, ainda que por meio administrativo, é tratada como consequência de um processo que vinha sendo construído nos últimos anos. "O Mixto não tem dificuldade nas contratações pelo conceito que adquiriu na modalidade", define Leal.

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