Mercado agressivo e briga por títulos: os planos da gestão Leila Pereira para o futebol feminino do Palmeiras
Verdão acumula conquistas recentes, reforça o projeto esportivo e quer mais em 2026

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Após uma das temporadas mais vitoriosas de sua história no futebol feminino, o Palmeiras movimentou os bastidores da modalidade com contratações de peso, como o retorno da atacante Bia Zaneratto. Neste ano, a gestão de Leila Pereira aposta em mercado agressivo, reforços experientes e melhorias estruturais para seguir disputando títulos.
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Nas últimas temporadas, o time feminino do Palmeiras conquistou cinco dos seis principais títulos da modalidade no país, com exceção do Brasileirão Feminino. Ainda assim, o cenário segue tendo o Corinthians como principal protagonista nacional, o que eleva o nível de exigência e o sarrafo competitivo das equipes.
Com Leila na presidência, foram três Campeonatos Paulistas (2022, 2024 e 2025), uma Copa do Brasil (2025) e a Libertadores de 2022. A temporada de 2025, em especial, entrou para a história do clube como uma das mais vitoriosas do Verdão no futebol feminino, com títulos da Copa do Brasil Feminina, Paulistão e Ladies Cup.
— Vamos competir em vários campeonatos e não tenho dúvida de que, com o talento da Bia, com as contratações e as renovações que fizemos, vamos brigar por todos os títulos. É isso que nós gostamos de fazer — disse ela, durante coletiva de apresentação de Bia Zaneratto.
O Lance! apresenta os principais pontos do plano alviverde para 2026.
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Allianz voltará a receber as Palestrinas
Esse cenário esportivo sustenta os planos de Leila Pereira e da diretoria de futebol feminino, que incluem mais jogos no Allianz Parque, a utilização da Academia de Futebol para a pré-temporada, além de ações voltadas a atrair mais torcedores aos estádios, tanto no Allianz quanto na Arena Barueri, que seguirá como opção no calendário. Apesar do alto fluxo de shows no Allianz, além de compromissos do time masculino, está nos planos que as mulheres atuem no estádio.
A estratégia passa também por aproximar o futebol feminino da rotina e dos símbolos do clube, tratando a modalidade como parte central do projeto esportivo. O CT de Vinhedo permanece como base de desenvolvimento, enquanto o clube projeta novos investimentos em performance, tecnologia e excelência para as atletas.
Rosana Augusto e o futebol ofensivo
Dentro de campo, o Palmeiras promoveu uma mudança no comando técnico com a chegada de Rosana Augusto, ex-Flamengo, que vestiu a camisa alviverde como jogadora. A escolha reflete o desejo por um futebol mais intenso, agressivo e alinhado à identidade competitiva construída nos últimos anos e representa uma continuidade no perfil buscado pelo clube após a saída de Camilla Orlando, para se dedicar integralmente à Seleção feminina sub-20.
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O mercado do Palmeiras feminino
No mercado, a diretoria adotou uma postura agressiva e estratégica. O Palmeiras repatriou Bia Zaneratto, uma das maiores referências do futebol feminino brasileiro, e contratou Gláucia, reforçando o elenco com atletas experientes e de impacto imediato. A diretoria alviverde ainda prepara anúncios.
Paralelamente, o clube assegurou renovações importantes, como Tainá Maranhão, Brena e outras jogadoras que tinham mercado e despertavam interesse de outras equipes.
Venda recorde impulsiona reforma no CT
Esse equilíbrio entre reforços, manutenção da base e gestão de ativos se refletiu também fora das quatro linhas. O Palmeiras acertou nesta sexta-feira a venda da atacante Amanda Gutierres ao Boston Legacy, dos Estados Unidos, em uma negociação que se tornou a maior da história do futebol feminino brasileiro e uma das maiores do mundo.
O clube negociou 80% dos direitos econômicos da atleta por US$ 1,1 milhão, além de bonificações. Em nota oficial, o Palmeiras destacou que a transferência é fruto direto do projeto desenvolvido para o futebol feminino. O diretor Alberto Simão, responsável pela condução da modalidade, ressaltou que todo o valor arrecadado será reinvestido no Centro de Treinamento em Vinhedo (SP).
— Montamos um projeto maravilhoso para a Guti. Todo o recurso gerado por esta negociação será investido em um centro de excelência para o futebol feminino e em tecnologia para as nossas atletas — disse o dirigente, à época.
Patrocinador influenciou acerto com Zaneratto
Paralelamente, o clube avançou na consolidação de parcerias comerciais. A Sportingbet, patrocinadora do Palmeiras, tem ampliado sua presença no futebol feminino e foi considerada peça importante para a concretização do retorno de Bia Zaneratto.
Internamente, Alberto Simão seguirá à frente do futebol feminino. Leila Pereira, por sua vez, deve manter presença em jogos estratégicos da equipe, conforme agenda, repetindo o comportamento adotado ao longo de 2025, quando acompanhou decisões.
— Esse ano o futebol feminino me encheu de orgulho. Estive com as meninas nas conquistas, levantamos dois títulos, e não tem nada melhor do que isso — citou a presidente.

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