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Corinthians fecha com Emily Lima para o time feminino; conheça a nova treinadora das Brabas

Treinadora será a primeira mulher à frente do Timão

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 23/02/2026
12:48
Atualizado há 5 minutos
Emily Lima, treinadora brasileira. (Foto: reprodução/redes sociais)
imagem cameraEmily Lima, treinadora brasileira. (Foto: reprodução/redes sociais)

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O Corinthians definiu a nova treinadora do time feminino para a sequência da temporada. Após análise de mercado, o clube acertou a contratação de Emily Lima para substituir Lucas Piccinato. A expectativa é que Emily chegue ao clube nesta terça-feira (24), segundo apuração do Lance!.

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A treinadora será a primeira mulher a assumir a equipe profissional das Brabas, que nos últimos anos foi dirigida por nomes como Arthur Elias, Rodrigo Iglesias e o próprio Piccinato.

A escolha marca uma mudança de perfil na liderança das Brabas e abre um novo capítulo no projeto esportivo alvinegro. O Timão inicia o ano e com expectativa de manter o alto padrão de desempenho que consolidou o clube como maior potência do futebol feminino na América do Sul.

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A treinadora, inclusive, acompanhou a final da Copa das Campeãs entre Corinthians e Arsenal in loco. Ela esteve com Simone Jatobá no Emirates Stadium, visitou as instalações do Chelsea e participou de formação na Fifa.

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Trajetória e bagagem de Seleção

Ex-jogadora com passagem pela seleção de Portugal, Emily Lima tem licença Conmebol, PRO/CBF Academy e UEFA, jogou no Santos e São Paulo, além de Carpisa Yamamay Napoli, L´Estartit Euromat (Espanha), Prainsa Zaragoza, Saad Esporte Clube (SP) e Transportes Alcaine (Espanha), entre outros clubes de futebol e futsal.

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Emily retorna ao Brasil após passagem pelo Levante, da Espanha. No futebol espanhol, enfrentou um cenário competitivo e desafiador, lidando com reformulação de elenco e pressão por resultados na Liga F.

O desejo antigo de treinar um time europeu pesou, mas a passagem não foi como o esperado: foram menos dois meses de trabalho, com 11 partidas, 10 derrotas e um empate, e desligamento em comum acordo em outubro de 2025, em um cenário de menor investimento em relação aos rivais da Liga F. Mesmo com a mudança, a equipe segue na lanterna da competição.

Mas o currículo da treinadora vai além do período recente na Europa. Emily foi a primeira mulher a comandar a Seleção Brasileira feminina principal, em 2016. Assumiu em um contexto de transição e iniciou o trabalho com sete vitórias consecutivas, e mudanças no modelo de jogo.

Sua saída, à época, gerou forte repercussão e manifestações públicas de apoio por parte das atletas convocadas, com três atletas anunciando aposentadoria da Seleção: Andréia Rosa, Rosana, Francielle e Cristiane.

Antes disso, já havia acumulado experiência nas categorias de base da Seleção das categorias sub-15 e sub-17, tendo treinado Ary Borges, à época jogadora do Centro Olímpico. Ao longo da carreira, construiu imagem de treinadora detalhista e com discurso firme sobre profissionalização da modalidade.

No Peru, além de treinadora, também foi coordenadora metodológica. Sob seu comando, a seleção evoluiu em estrutura, com um Centro de Treinamento voltado ao futebol feminino e bons resultados nos sul-americanos sub-17 e sub-20.

Perfil e desafios no Corinthians

A chegada ao Corinthians representa, ao mesmo tempo, oportunidade e pressão. O clube construiu nos últimos anos uma cultura vencedora, com elencos estrelados e protagonismo constante em finais nacionais e continentais. A expectativa interna é que Emily mantenha o padrão competitivo, mas também imprima sua identidade.

O cenário, porém, exige ajustes imediatos. Caberá à nova comandante equilibrar gestão de grupo, recuperação de confiança e implementação de seu modelo aliado a resultados.

O que esperar dentro de campo

Taticamente, a técnica preza pela adaptação ao contexto do elenco. Nos últimos trabalhos, tanto no Levante UD Femenino quanto na seleção do Seleção Peruana de Futebol Feminino, alternou principalmente entre o 4-4-2 e o 4-1-4-1.

A base é uma linha defensiva com duas zagueiras e duas laterais que apoiam de forma coordenada. No 4-4-2, costuma povoar o meio-campo para garantir equilíbrio e acelerar transições, utilizando duas atacantes. Vale destacar que se tratava de equipes com menor potencial técnico, diferente do cenário que encontrará no Timão.

Já no 4-1-4-1, posiciona uma volante fixa à frente da zaga para dar sustentação, libera as meias para pressionar alto e mantém uma atacante mais adiantada, muitas vezes com liberdade para sair da área e articular como uma falsa nove.

Conforme dito em entrevista, gosta do jogo de posse bola. A expectativa é que o estilo de jogo se aproxime mais daquele visto no Santos, quando Emily conduziu as Sereias ao título do Paulistão.

Momento institucional

Para Emily, o desafio é duplo: corresponder às expectativas de uma das camisas mais pesadas do futebol feminino brasileiro e consolidar um trabalho que dialogue com a identidade vencedora construída nos últimos anos. A busca por maior competitividade, inclusive, foi um dos fatores determinantes para a treinadora.

O Corinthians, por sua vez, tenta contornar a insatisfação das atletas com a forma que a modalidade tem sido conduzida no Parque São Jorge, com atrasos em valores de premiações e dificuldade de comunicação interna, conforme exposto pela zagueira Érika, durante zona mista.

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O próximo passo será a apresentação oficial e o início imediato dos trabalhos no CT, com foco na preparação da equipe para os compromissos decisivos que se aproximam. O primeiro deles será diante do Palmeiras, em 14 de março, na Arena Barueri, pela terceira rodada do Brasileirão Feminino.

Dados de Emily Lima

  • Nome: Emily Alves da Cunha Lima
  • Data de nascimento: 1980-09-29 (45 anos)
  • Títulos: Paulistão Feminino (2015 e 2018)
  • Clubes como treinadora: Portuguesa, Juventus-SP, São Caetano, Santos e Levante
  • Seleções: sub-15 e sub-17 da Seleção Brasileira, equipe principal do Brasil, Equador e Peru
Emily Lima, técnica da Seleção feminina (Foto: Kim Saito/CBF)
Emily Lima, técnica da Seleção feminina (Foto: Kim Saito/CBF)
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