Gêmeas da Costa Rica revelam sonho de jogar no Brasil: 'Referência continental'
Mónica e Verónica Matarrita conversam com o Lance! sobre novo momento do futebol feminino costarriquenho

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As irmãs Mónica e Verónica Matarrita, de 21 anos, carregam o mesmo sobrenome, idade e paixão pelo futebol feminino. Jovens, protagonistas no Deportivo Saprissa e com passagens pela seleção da Costa Rica, as duas falaram com exclusividade ao Lance! sobre a nova geração de atletas costarriquenhas, da admiração pela treinadora Lindsay Camila e o crescimento do futebol feminino no país caribenho.
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Logo de início, as Matarrita fazem questão de contextualizar o cenário em que estão inseridas. Para elas, o futebol feminino vive um momento sem precedentes.
— O futebol feminino na Costa Rica está crescendo de forma muito clara, tanto no nível dos clubes quanto das jogadoras — avaliam. Segundo as atletas, o fato de jogadoras costarriquenhas já atuarem em ligas importantes do exterior é um reflexo direto da qualidade que existe internamente.
Ao mesmo tempo, elas não ignoram os limites estruturais do país. A Costa Rica, com cerca de cinco milhões de habitantes, ainda enfrenta dificuldades para competir em igualdade com potências tradicionais do continente.
— Comparar com países como Brasil, Argentina ou Colômbia é complicado — reconhece Mónica. Ainda assim, o avanço é visível. O apoio da televisão, o aumento do interesse do público e a entrada de patrocinadores ajudaram a mudar um cenário que, até pouco tempo atrás, era marcado pela invisibilidade.
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Passagens pela Seleção da Costa Rica
No campo, as experiências internacionais com a seleção marcaram profundamente a trajetória das duas. Vestir a camisa da Costa Rica vai além do simbólico.
"Defender a seleção te exige dar um passo a mais", defina. Para Mónica e Verónica, enfrentar adversárias de diferentes estilos e culturas acelerou o amadurecimento técnico e emocional, algo que hoje se reflete no desempenho em clubes e na própria leitura de jogo.
Admiração pelo futebol brasileiro
Atualmente, as duas defendem o Saprissa, um dos clubes mais tradicionais da Costa Rica. É ali que vivem um momento de afirmação, mas sem acomodação. O discurso é ambicioso e aponta para o futuro. As Matarrita sonham alto — e o Brasil aparece como destino especial.
— Atualmente estamos jogando no Saprissa, um clube histórico e um dos mais importantes da Costa Rica. No entanto, nossa ideia é poder atuar em outro país para continuar crescendo, tanto como jogadoras quanto como pessoas. Gostaríamos muito de ter a oportunidade de jogar no Brasil, pela qualidade das equipes e das atletas. Seria um sonho para nós, e acreditamos que estamos preparadas, sempre com humildade e muito trabalho. O futebol feminino brasileiro é uma referência, tanto na América do Sul quanto no mundo inteiro — admite Verónica. Para elas, o futebol feminino brasileiro é referência continental e mundial, um ambiente ideal para seguir evoluindo.
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Treinadora brasileira vira referência no país
Questionadas sobre a treinadora brasileira Lindsay Camilla, que representa uma nova fase no comando técnico, as irmãs demonstram respeito e expectativa. Mesmo sem contato direto, elas fazem questão de destacar o currículo e a relevância da profissional. "Ela é uma referência no futebol feminino", dizem, deixando claro o desejo de colaborar e aprender caso tenham a oportunidade nessa nova etapa da seleção.
Enquanto isso, a Costa Rica segue em busca de uma vaga na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será no Brasil.

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