Copa do Mundo Feminina 2027: a 500 dias do apito inicial, Brasil vive contagem regressiva
Primeiro Mundial feminino na América do Sul ganha forma com sedes definidas, identidade visual lançada e expectativa de legado esportivo e cultural para o país

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Faltando 500 dias para o início da Copa do Mundo Feminina de 2027, o Brasil entra na reta final de preparação para o evento. Pela primeira vez, o principal torneio de seleções da modalidade será disputado em solo sul-americano, colocando o país no centro das atenções do esporte mundial e ampliando as expectativas sobre legado, estrutura e desenvolvimento da modalidade.
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O marco começou a ser desenhado em 17 de maio de 2024, quando o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou oficialmente o Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. A confirmação ocorreu durante congresso da entidade e encerrou um processo de candidatura que envolveu avaliações técnicas, logísticas e estruturais. Desde então, a organização do torneio passou a avançar em etapas fundamentais, como definição de datas, cidades-sede, identidade visual e planejamento operacional.
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Cidades-sede
A Fifa confirmou que a Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho, reunindo 32 seleções.
No fim da tarde de 7 de janeiro de 2026, a Fifa confirmou as oito cidades-sede da competição. Os jogos serão realizados no Maracanã, no Rio de Janeiro; na Neo Química Arena, em São Paulo; na Arena Fonte Nova, em Salvador; no Mineirão, em Belo Horizonte; no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília; na Arena Castelão, em Fortaleza; no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre; e na Arena de Pernambuco, em Recife.
O processo de seleção das sedes teve início em agosto de 2024 e contou com visitas de equipes operacionais da Fifa a 12 cidades candidatas. Após avaliações detalhadas de infraestrutura, mobilidade, rede hoteleira e instalações esportivas, a entidade definiu, em conjunto com o governo federal e a CBF, o limite de oito cidades. Belém, Cuiabá, Manaus e Natal ficaram fora da lista final, mas foram citadas por Infantino como parte importante do processo e deverão seguir envolvidas em ações relacionadas ao evento.
Evento de lançamento da Copa Feminina no Rio
A contagem regressiva ganhou um momento simbólico em 25 de janeiro de 2026, quando a Fifa lançou oficialmente a marca e a identidade sonora da Copa do Mundo Feminina de 2027, em evento realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhado de perto pelo Lance!. A programação incluiu um festival de arte urbana ao ar livre, com a produção coletiva de painéis representando as oito cidades-sede. As obras foram criadas por artistas locais e buscaram traduzir a relação entre futebol, cultura, território e protagonismo feminino.
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A identidade visual do torneio foi desenvolvida a partir de elementos da bandeira brasileira e da geometria do campo de futebol. O emblema nasce da união das letras "W" e "M", que fazem referência a women, world, mulheres e mundo, simbolizando movimento, excelência e conexão global. Já o slogan GO EPIC convida torcedores de todo o planeta a participarem de uma jornada memorável. A identidade sonora, por sua vez, é inspirada em ritmos brasileiros, com forte presença de percussões ligadas ao samba e à herança afro-brasileira, reforçando a proposta de uma Copa com identidade cultural própria.
Durante a cerimônia de lançamento, autoridades e personalidades do futebol destacaram o impacto do Mundial. Estiveram presentes nomes históricos como Formiga, Cristiane e Cafu, além da ex-treinadora da seleção dos Estados Unidos Jill Ellis, hoje diretora executiva de futebol da Fifa. O discurso predominante foi o de que a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade única de transformação estrutural da modalidade no Brasil, com reflexos diretos nas categorias de base, na profissionalização dos clubes e na ampliação do público.
Formiga ressaltou que o torneio pode ajudar a mudar o cotidiano do futebol feminino no país, indo além da visibilidade pontual. Cristiane classificou a escolha do Brasil como sede como uma vitória irreversível para a modalidade e destacou a necessidade de continuidade para que a nova geração tenha condições de se desenvolver. Cafu apontou o futebol como ferramenta social, defendendo o combate à violência contra a mulher e o fortalecimento do esporte como instrumento de transformação.
Veja painéis da Copa do Mundo Feminina

Belo Horizonte: Massuelen Cristina
Artista polímata natural de Sabará (MG), Massuelen Cristina atua entre fotografia, pintura, performance e audiovisual. Graduada em Psicologia e especialista em Artes Visuais, sua obra investiga memória, corpo e território a partir das vivências de mulheres negras ribeirinhas, com a fotografia como eixo central. Participou de exposições como Tudo é Rio, Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira e Dos Brasis, com circulação por CCBB e Sesc, além de ter sido premiada pelo Itaú Cultural em 2020 e indicada ao Prêmio PIPA em 2023.

Brasília: Izzy Credo
Izzy Credo é artista visual e muralista, e seu trabalho nasce do diálogo entre a cultura popular do cerrado e o protagonismo negro. Natural de Trindade, em Goiás, é influenciada pelas festas, crenças e manifestações do interior. Sua produção explora cores vibrantes, movimento e a relação entre o sagrado e o profano, criando narrativas visuais de forte energia e mistério. Integra o duo Irmãos Credo, ao lado do irmão Jesus, e já realizou trabalhos para o Museu de Arte de Rua de São Paulo, e parcerias com grandes marcas brasileiras.

Fortaleza : Terezadequinta
Terezadequinta é uma artista visual de Fortaleza, cujo trabalho está profundamente enraizado em sonhos, memórias e no simbolismo do nordeste brasileiro. Sua pintura contemporânea é reconhecida por um estilo característico forte, que combina força gestual, sensibilidade cromática e experimentalismo. Como membro do coletivo Projeto Acidum há 19 anos, ao lado de Robezio Marques, ela desenvolve pesquisas que conectam a cultura cearense, a ancestralidade regional e temas como corpo e território. Embora a arte urbana sirva como influência estética e campo de experimentação, Terezadequinta construiu uma carreira internacional, expondo seu trabalho em galerias e murais em vários países, promovendo um diálogo contínuo entre a identidade visual nordestina e a cena artística global.

Porto Alegre: Carla Barth
Carla Barth é uma artista visual, muralista, escultora e ilustradora cujo trabalho é composto por um universo fantástico, onírico e misterioso, habitado por seres inusitados em cenas enigmáticas. Carla está cercada por referências que a ajudam a construir seu estilo único, que inclui influências do folclore e da mitologia. A artista já realizou exposições individuais e participou de exposições coletivas no Brasil, nos Estados Unidos, Espanha, França, Itália, Taiwan, Colômbia e Egito.

Recife: Bella Galvão
Bella Galvão é uma pintora brasileira autodidata, nascida em Recife, cujo trabalho explora paisagens emocionais e o imaginário místico brasileiro. Sua arte é profundamente influenciada pelas manifestações culturais e religiosas do Nordeste, servindo de matriz para uma investigação sobre a condição humana e os sonhos. Bella fez a transição do desenho para a pintura, usando texturas e a justaposição de cores para "revestir o desenho com um manto de tinta", em uma abordagem gestual que mescla o figurativo e o abstrato.

Rio de Janeiro: Paula Cruz
Paula Cruz é ilustradora e designer carioca. É formada na graduação pela EBA/UFRJ e mestra em Design pela PUC-Rio, onde desenvolveu pesquisa sobre publicações híbridas e novas formas de leitura. Estudou os mestres do design holandeses na Willem de Kooning Academie, na Holanda, e fez residência artística e expôs no Almost Perfect, em Tóquio, Japão. Atua como ilustradora e professora de design desde 2019, sendo criadora do projeto Modernismo Funkeiro, que une a irreverência do funk com a sobriedade do design modernista numa série de cartazes tipográficos.

Salvador: Aju Paraguassu
Aju Paraguassu se denomina uma mensageira visual. Nascida e criada na Chapada Diamantina, hoje reside em Salvador, usa a arte multilíngue e a poesia. Formada em Design Industrial pela UFBA, trabalhou como diretora de arte, atuando recentemente na Fundação Nacional de Artes (Funarte), e na como curadora de diversos projetos. Como ilustradora, tem como destaques a liderança do design gráfico da edição de luxo do livro "Todas devemos ser feministas", de Chimamanda Ngozi Adichie, para a Companhia das Letras (2021), além da criação do mural "Jardim Gentileiro", que ocupa o pátio de 140 m² da UFBR.

São Paulo: Aline Bispo
Aline Bispo é uma destacada multiartista visual, ilustradora e curadora independente no cenário brasileiro, cujo trabalho investiga profundamente a miscigenação, gênero e sincretismos religiosos e étnicos no Brasil. Sua relevância cultural é consolidada por ter peças expostas nas coleções de importantes instituições, como o MASP, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu Afro Brasil, além de três grandes murais em São Paulo, incluindo a homenagem "Salve, Lélia!". Demonstrando uma abordagem multidisciplinar, Bispo estendeu sua influência além das galerias de arte – onde também trabalha como curadora – para a literatura, ilustrando a aclamada trilogia de Itamar Vieira Junior e a coluna de Djamila Ribeiro, e para a moda e o design.
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