Estados Unidos convoca promessas brasileiras para seleções de base
Camila Fadiga, Lara Almeida e Deus Stanislaus estão em listas das categorias sub-16 e sub-17

As seleções de base dos Estados Unidos convocaram, nesta semana, três jovens atletas com raízes brasileiras para integrar as categorias Sub-16 e Sub-17. São elas: Camila Fadiga, Lara Almeida e Deus Stanislaus.
A meia Camila Fadiga, natural de Campinas (SP), e a atacante Lara Almeida, de Curitiba (PR), foram convocadas para a Seleção Americana Sub-16. Já Deus Stanislaus, nascida nos Estados Unidos e filha de mãe brasileira, integra a lista da Seleção Americana Sub-17.
Elas contam com apoio da Triumph Sports Foundation, baseada em Miami, uma organização sem fins lucrativos que atua para ampliar o acesso ao esporte.
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As convocações refletem a estratégia da federação norte-americana, que mantém uma ampla rede de observação e valoriza atletas inseridas em seu ambiente formativo, independentemente do local de nascimento.
O Lance! apurou que pais de atletas que jogam nos Estados Unidos acompanham com expectativa a ampliação de oportunidades para jogadoras brasileiras no exterior.
Atualmente, há um número crescente de atletas em processo de formação em escolas, academias e universidades americanas. Nos últimos anos, atletas que atuam nos EUA, Alana Yasuda, Hanna Gonçalves e Noemi Scheinkman integraram a Seleção Brasileira Sub-15.
Conheça joias brasileiras convocadas pelos Estados Unidos
Camila Fadiga atua pelo FKK Orlando, na liga ECNL, e vem se destacando pela maturidade tática, leitura de jogo e organização no meio-campo.

Lara Almeida defende o Orlando City, com características de intensidade, mobilidade ofensiva e presença no ataque.
Deus Stanislaus, por sua vez, vive um momento decisivo da carreira. Além da convocação para a Seleção Americana Sub-17, a atleta inicia na próxima semana sua trajetória universitária pela Universidade da Carolina do Norte (UNC).
Entenda processo de cidadania no futebol feminino
A convocação para seleções de base não exige, necessariamente, a cidadania do país, funcionando muitas vezes como etapa de desenvolvimento e observação. Atletas podem atuar pelas categorias de base dos Estados Unidos mesmo sem passaporte americano, desde que estejam inseridas legalmente no sistema formativo do país.
A decisão definitiva de seleção só ocorre em estágios mais avançados da carreira, geralmente na transição para o nível profissional ou para a seleção principal, quando a cidadania passa a ser obrigatória e entram em vigor as regras da FIFA sobre vínculo federativo.
Um exemplo emblemático desse processo é o de Catarina Macário, que nasceu no Brasil, se mudou ainda jovem para os EUA, passou por seleções de base e acabou se naturalizando, defendendo a seleção principal americana, o que levou o Brasil a perder uma atleta formada fora do seu sistema.
Recentemente, o Brasil repatriou a goleira Thaís Lima, do Benfica, para a Seleção Brasileira. Ela chegou a jogar por Portugal nas categorias sub-15 ao sub-19, mas hoje defende a Amarelinha.

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