Emily Lima explica recusa ao Brasil e motivo de ter assumido comando de rival sul-americana

Brasileira é treinadora e coordenadora técnica da seleção peruana desde 2023

São Paulo (SP); Rio de Janeiro (RJ)
26/04/2025 14:30
Atualizado em 29/04/2025 13:13
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Emily Lima em atividade pela Seleção do Peru.
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Ex-jogadora de São Paulo e Santos, Emily Lima seguiu um caminho pouco comum na gestão esportiva: 'não' à Seleção Brasileira e aceitou o desafio de comandar o futebol feminino do Peru, depois de passagem pela seleção equatoriana. Desta vez, em dupla função: como coordenadora técnica e treinadora.
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Ex-jogadora de São Paulo e Santos, Emily Lima seguiu um caminho pouco comum na gestão esportiva: não à Seleção Brasileira Feminina e aceitou o desafio de comandar o futebol feminino do Peru, depois de passagem pela seleção equatoriana. Desta vez, em dupla função: como coordenadora técnica e treinadora.

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Com licença Conmebol e PRO/CBF Academy, Emily iniciou a carreira internacional ainda como atleta. Nos últimos anos em campo, atuou na Espanha e na Itália. Com espanhol aprimorado, encarou como "natural" o convite para ser coordenadora técnica da seleção do Peru.

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— É algo que eu já havia pensado, mas eu não queria deixar de ser treinadora ainda… Entendi que eu conseguiria, junto com meu staff, fazer as duas funções. A motivação do desafio é de poder me treinar, pois se futuramente quero isso (trabalhar na gestão esportiva), eu preciso estar praticando — refletiu, em entrevista exclusiva ao Lance!.

Em campo, além de Santos e São Paulo, jogou no Carpisa Yamamay Napoli, L´Estartit Euromat (Espanha), Prainsa Zaragoza, Saad Esporte Clube (SP) e Transportes Alcaine (Espanha), entre outros clubes de futebol e futsal. Mas pendurar as chuteiras não significou ficar longe do mundo do futebol, muito menos de seus bastidores.

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Cada vez mais atletas buscam profissionalizar em outras funções do esporte. Além de Emilly, são exemplos Aline Pellegrino, ex-Seleção e hoje Gerente de Competições CBF, e a multicampeã Rosana Augusto, atual treinadora do Flamengo.

Emily explica recusa à Seleção Brasileira feminina

Emily Lima foi a primeira treinadora da Seleção Brasileira, entre 2016 e 2017, após a demissão de Vadão. Ela permaneceu por dez meses no cargo até o retorno do antigo técnico. Sob seu comando, as brasileiras conquistaram sete vitórias, um empate e cinco derrotas em treze partidas.

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Em 2023, durante reformulação da Seleção Feminina do Brasil, Emily foi cotada, mas recusou convite para assumir a coordenação técnica do Brasil. Ela detalha os fatores que levaram à escolha.

—  Eu não queria deixar de ser treinadora e não me sentia preparada para assumir a Seleção Brasileira, que disputa todas as competições internacionais de alto nível, por isso não aceitei. Aqui (no Peru) eu vou treinar, me preparar, estudar…. —  disse a brasileira. 

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Sem se rotular como alguém que abre portas, a coordenadora defende o aprimoramento profissional como chave para superar barreiras de gênero no esporte e comemora a tendência de maior inserção de treinadoras no mercado. 

— Os homens têm o mercado bem maior que nós e isso vai além do futebol. Hoje, as atletas estão estudando antes de se aposentar, o que não se via dez anos atrás. E isso vai facilitar o processo pós aposentadoria. As oportunidades vão aparecer devido a esse conhecimento — projeta.

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Emily à frente da Seleção Brasileira Feminina (Foto: Divulgação/CBF)

O desafio de desenvolver o futebol feminino peruano

Emily foi convidada para dirigir o Peru em 2023. No país vizinho, começou como técnica da seleção principal, mas hoje tem função estratégica. 

Minucioso, o trabalho de coordenadora técnica envolve planejamento do calendário das seleções principal e de base, Datas-Fifa, até adaptação das atletas à altitude de Quito. O principal objetivo, segundo ela, é desenvolver a modalidade.

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—  Hoje, a Federação deu um passo importante para o desenvolvimento do futebol feminino não só na seleção, mas no país, que foi a criação da categoria Sub-15. É algo que acrescentou para nós e eu tenho total apoio (da Federação) — ressalta. 

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Em 2024, o Peru chegou ao hexagonal do Sul-Americano Sub-20 após dezoito anos. As peruanas fecharam a primeira fase na vice-liderança do Grupo A, à frente da Argentina, terceira colocada. Apesar do feito, ela mantém os pés no chão, mas reconhece avanços.

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—  Hoje nós temos atletas de futebol, ontem nós tínhamos jogadoras de futebol (...)  A expectativa da Copa América é superar a última campanha. Entendemos que ainda falta trabalho, falta desenvolvimento, para que possamos sonhar em entrar na repescagem. Nossa ideia é muito pé no chão —  finaliza a dirigente.

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