Torcedora e jogadora do Flamengo, Djeni explica renovação até 2027 e função de capitã
Capitã rubro-negra, volante destaca identificação com o clube, confiança no novo direcionamento e aposta na base

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Capitã, camisa 8 e uma das mais experientes do elenco, Djeni se prepara para mais uma temporada com a camisa do Flamengo. Identificada com o clube desde antes da carreira profissional, a volante projeta um ano de competitividade, entrega e consciência do peso que é defender um time de massa.
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Em entrevista exclusiva ao Lance!, a atleta relembra sua trajetória e fala da decisão de permanecer no Rubro-Negro.
Trajetória de Djeni
A liderança que hoje se traduz na braçadeira começou longe dos holofotes. Natural de Bicaré, no interior de Santa Catarina, Djeni saiu cedo de casa para perseguir o sonho no futebol. Em 2010, ainda adolescente, deixou uma cidade com menos de cinco mil habitantes para defender o Kindermann, em Caçador (SC). O convite veio quase por acaso, como ela mesma conta.
— Eu fui um achado, literalmente. Disputava campeonatos municipais e fui vista numa final pelo treinador do Kindermann. Foi ali que tudo começou — relembra a jogadora.
Foi nesse ambiente que a volante se formou como atleta de alto rendimento. No Kindermann, conquistou todos os estaduais entre 2010 e 2015, venceu a Copa do Brasil e chegou a decisões nacionais. Depois, seguiu para clubes que marcaram época no futebol feminino brasileiro, como São José e Iranduba, acumulando títulos, vivências e experiências ao lado de algumas das maiores jogadoras da história.
— Joguei com Formiga, com a Marta na seleção, hoje jogo com a Cris. Quando olho para trás, sei que vou poder contar grandes histórias. Isso me orgulha muito — relembra Djeni, destacando também a campanha internacional com o São José. "Naquele ano, a gente ficou em terceiro na Libertadores. Foi marcante."
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De torcedora à jogadora do Flamengo
Toda essa bagagem a levou ao Flamengo em 2024. O clube, segundo ela, sempre esteve presente em sua vida pessoal.
— Eu brinco que sou uma torcedora dentro de campo. Lá no interior de Santa Catarina a gente assistia muito o Flamengo na televisão. Desde o berço, eu sou flamenguista — conta.
A identificação foi imediata. Dentro de campo, Djeni virou referência. Fora dele, virou elo entre elenco e arquibancada. A renovação de contrato até 2027 não foi apenas uma decisão profissional, mas emocional.
— Foi um casamento que deu certo. A troca com a torcida foi muito rápida, muito verdadeira. Por isso escolhi ficar e acreditar no projeto — define ela.
Ainda em 2025, o Rubro-Negro mudou o direcionamento do projeto e passou a apostar ainda mais nas jogadoras formadas na base por uma readequação orçamentária. Na visão da capitã Djeni, as jogadoras formadas na base tem tudo para corresponder dentro de campo.
— As meninas da base não subiram por acaso. Elas mostraram dentro de campo que mereciam estar aqui. Cabe a nós, mais experientes, dar suporte para que elas desempenhem no profissional o que já faziam na base — avalia.
Como capitã, a volante sabe que liderança não é receita pronta. É leitura de grupo. "Tem atleta que responde bem à cobrança mais dura, tem atleta que trava se você gritar. Então você precisa conhecer as pessoas, não só as jogadoras. Esse feeling é fundamental."
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Volante quer repetir desempenho de 2025
Dentro das quatro linhas, Djeni também evoluiu em números. Em uma posição tradicionalmente mais defensiva, terminou a última temporada com sete gols e três assistências, participando diretamente de dez gols. Para ela, o segredo está na leitura de jogo.
— Eu sei que volante tem que marcar, isso é fato. Mas também posso chegar como elemento surpresa na área. Fiz gols decisivos, em final de Carioca, contra o Palmeiras. Isso é muito especial — declara.
A pressão de jogar no Flamengo é constante — e ela não foge disso. "Vestir essa camisa é ser cobrada o tempo todo. A responsabilidade é grande, mas é isso que nos move. A gente entra em campo para vencer, independente do adversário", como descreve.
O sonho de jogar no Maracanã também aparece no horizonte, tratado com respeito ao processo.
— O Maracanã é um templo do futebol. Todo atleta sonha em jogar lá, mas isso precisa ser construído. Chegar em finais é o primeiro passo — pondera ela.
Ao falar diretamente com a torcida, Djeni mantém o tom que a caracteriza: simples, firme e passional. "Pode esperar muita entrega, muita garra, raça, amor e paixão. A gente sente quando a torcida está junto e pode ter certeza que vamos entregar tudo dentro de campo."
E quando questionada sobre o grande sonho que ainda falta realizar com o Manto, a resposta vem sem hesitação: ganhar o Campeonato Brasileiro pelo Flamengo.
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